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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

críticos, depois céticos e, por último, cínicos.

Post retirado do Site do Pr. Olgálvaro, vale muito a pena ler...muito mesmo.
(Para ler na Fonte Original)

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Recentemente assisti na Globo News o Programa Entre Aspas e fiquei muito surpreso com o tema abordado.
O programa tratou sobre uma pesquisa de credibilidade das instituições brasileiras.
Esta é a manchete do site do programa:

Igrejas dão salto no ranking brasileiro de confiança

As Forças Armadas são a instituição mais confiável no país.Em um levantamento trimestral feito pela FGV-SP, que faz um ranking das instituições mais confiáveis do país, as igrejas passaram de 7º para 2º lugar.
As Forças Armadas lideram a lista. Ainda segundo a pesquisa, os partidos políticos, o Congresso Nacional, a polícia e o Judiciário estão entre as instituições menos confiáveis do Brasil.
Como explicar o avanço dos religiosos? E o que fazer para melhorar a imagem das instituições políticas e sociais desacreditadas pelos brasileiros? Para falar sobre o assunto, Mônica Waldvogel recebe a professora de Direito da FGV-SP Luciana Gross Cunha e o historiador da Unicamp Leandro Karnal.
http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1631007-17665-309,00.html#

O programa mostrou uma realidade que a maioria de nós não creríamos se ouvida de alguns de nós, líderes de igrejas.

Vivemos em dias de profunda carência de caráter no meio "cristão evangélico" e, por causa desta percepção, corremos o risco de não enxergarmos o que Deus está fazendo.

Estou convicto que temos nos deixado influenciar pela Mídia Evangélica que tem evidenciado os abusos do poder, os vários papas que se auto postulam hoje, os equívocos eclesiológicos e a exploração financeira por parte de líderes solitários e corruptos.

E, na maioria das vezes, baseamo-nos no que vemos na TV: um grupo de igrejas e líderes que definitivamente não representa os milhares de pastores e igrejas espalhados por nossa nação. Gente que ama  Jesus Cristo e que está dando sua vida para fazer Cristo conhecido em nossa nação.
Estou convicto que temos muito mais pastores de caráter do que os canalhas que, muitas vezes, fazem-se mais conhecidos que este exército de homens e mulheres fiéis que não conhecemos.

Se deixarmos que este veneno entre em nossas vidas, deixaremos de ser profetas para nos tornarmos críticos, depois céticos e, por último, cínicos.

É  tempo de falar das coisas boas, de exortar usando o ponto positivo, mostrar a promessa, a bondade de Deus e o privilégio e o caminho mais excelente que é servir a Cristo. Muito mais que apenas mostrar o pecado ou as faltas e falhas, é tempo de falar do que Cristo é e do que já somos Nele ao invés de falar do que ainda não parece ser.

Então, está na hora de crer que Jesus é o Senhor da Igreja, que Ele vai limpar toda sujeira, que o juízo pertence a Ele. Dele ninguém zomba.

E o que cabe a nós?

Clamarmos por misericórdia, pois todos estamos sujeitos a erros e falhas. Já vimos na história bíblica e da igreja homens e mulheres melhores que nós sucumbirem a corrupção, a imoralidade e a vaidade.

Por isto, precisamos de amigos, de companheiros de jornada, para lembrar-nos de quem de fato somos e da nossa total necessidade do Espírito Santo e uns dos outros.

A sociedade está olhando para a igreja em busca de respostas, de uma possibilidade de encontrar o que as organizações dos homens não foram capazes de demonstrar: vida genuína e verdadeira. Estão olhando para a igreja, para o  Divino, como um caminho de salvação para a família, o trabalho e a nação.

Portanto, que sejamos de fato Sal da terra e Luz do mundo, revelando em nossas ações Cristo e somente Cristo.

Pois, Cristo em nós, a esperança da Glória.

Olgálvaro Bastos

terça-feira, 4 de maio de 2010

O Dia em que a Terra Parou

Mudos. Sem direito a fala. Sem direito a uma opinião. Se expressar. Acho que isso é o maior crime.


Você é gay? Gosta de bater no peito e dizer para todo mundo seu gostos pessoais. Parabéns. Você está exercendo um direito de cidadão.

Eu não sou gay. E gosto de bater no peito e dizer para todo mundo meus gostos pessoais. Aí você me diz "Parabéns" e tenta colocar uma lei que me proíbe isso?

"Ah, mas essa lei não irá fazer nada mais do que resguardar alguns extremistas de praticarem violência contra homossexuais". Hum...

Então eu penso se no Brasil onde as pessoas são tão ressentidadas fariam diferente das pessoas de outros países onde já se aprovaram a lei. O que você acha? Será que faríamos isso que fizeram nessa notícia da BBC aí embaixo?

"Um pregador britânico foi preso depois de ter dito durante sermão na rua que homossexualismo é um pecado.

Dale McAlpine foi acusado de causar "alarme, intimidação e angústia" depois que um policial comunitário ouviu o pastor batista mencionar vários "pecados" citados na Bíblia, inclusive blasfêmia, embriaguez e relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo, de acordo com o jornal britânico The Daily Telegraph.

Dale McAlpine, de 42 anos, prega nas ruas de Wokington, na região de Cumbria, no noroeste da Inglaterra há anos, e disse que não mencionou homossexualismo quando fazia o sermão do alto de uma pequena escada, mas admitiu ter dito a uma pessoa que passava que acreditava que a prática era contrária aos ensinamentos de Deus.

Segundo o jornal britânico Daily Mail, o policial Sam Adams identificou-se como o agente de ligação entre a polícia e a comunidade gay e transsexual e avisou o pregador, que distribuía folhetos e conversava com as pessoas nas ruas, que ele estava violando a lei. Mas ele continuou pregando e foi levado para a prisão, onde permaneceu por sete horas.

O pregador disse que o incidente foi "humilhante", segundo o Daily Telegraph. "Eu me sinto profundamente chocado e humilhado por ter sido preso em minha própria cidade e tratado como um criminoso comum na frente de pessoas que eu conheço."

"Minha liberdade foi tolhida por rumores vindos de alguém que não gostou do que eu disse, e fui acusado usando-se uma lei que não se aplica", afirmou Dale.

O processo contra McAlpine por supostas declarações públicas contra gays ocorre semanas depois que um juiz britânico disse que não há proteção especial na lei para crenças cristãs.

O juiz decidiu favoravelmente a uma organização que demitiu um terapeuta de casais por se recusar a atender casais gays alegando que isso seria contra seus princípios cristãos."
 Absurdo! Precisamos acordar e combater leis que impedem a liberdade de expressão. Precisamos ser ousados e não calar nossa boca. DEVEMOS DIZER NÃO PARA A PL 122. DEVEMOS DIZER SIM PARA FAMÍLA.
Fonte: BBC [http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/05/100503_pregadorantigayg.shtml]
[Texto republicado do site: http://hugoslima.blogspot.com]




 Reflita. Bom dia.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Notícias

Irmãos cristãos são envenenados por patrão muçulmano

Compass Direct

PAQUISTÃO (13º) - Patrões muçulmanos de três faxineiros cristãos teriam os envenenado em um salão de festas no dia 15 de dezembro, matando dois deles. No momento dessa notícia, o terceiro estava lutando contra a morte sob cuidados especiais.

O pai dos três trabalhadores, Yousaf Masih, disse que o proprietário do salão de festas, juntamente com o administrador, envenenaram seus filhos porque eram cristãos que ousaram pedir pelo pagamento que lhes era devido.

Imran Masih, 29, e Irfan Masih, 25, morreram no Salão de Festas Ferozewala Pul após terem sido forçados a beber algo fortemente envenenado, disse Yousaf Masih. O terceiro trabalhador, Aakash Masih, de 23 anos, estava em condições críticas na UTI do Hospital Civil de Gujranwala, na província de Punjab.

“Na posição em que estavam, parece que foram forçados a consumir algum tipo de bebida envenenada, ou alguma droga, e foram deixados lá para morrer”, disse Yousaf Masih. “A administração do salão de festas não telefonou nem os levou para um hospital. Em vez disso, eles nos telefonaram após a morte de dois de nossos entes queridos.”

A delegacia de polícia Colônia dos Povos registrou um assassinato e um caso de fraude contra Imtiyas Warriach, proprietário do salão de festas Ferozewala Pul, e contra o administrador do salão, Abid Virk. Até o momento dessa notícia, os dois permanecem em liberdade.

O chefe da delegacia de polícia não estava disponível para comentar o assunto, mas um oficial disse à agência de notícias Compass Direct News que os dois suspeitos seriam presos em breve.

A família soube das mortes quando um outro filho de Yousaf Masih, Javed Masih, de 21 anos, recebeu um telefonema em casa do proprietário do salão, Imtiyas Warriach, dizendo que seu irmão mais velho, Imran Masih, estava morto no chão do salão de festas.

Por não terem recebido pagamento, os três irmãos tinham deixado o salão para trabalhar em outro local antes de terem regressado no fim de semana que antecedeu o envenenamento. Javed Masih disse que falara ao telefone com Imtiyas na sexta-feria, dia 11/12, quando o proprietário ligara pedindo que seus três irmãos voltassem ao trabalho.

“O proprietário e o administrador do salão de festas me ligaram na manhã do dia 11 de dezembro e imploraram para que meus três irmãos se reunissem e começassem a trabalhar”, disse Javed Masih. “Eles prometeram pagar seus salários atrasados, bem como um bônus de natal e as horas extras. Meus irmãos concordaram e foram trabalhar na manhã seguinte.”

Quando Yousaf e Javed Masih foram chamados ao salão de festas, no dia 15 de dezembro, encontraram Imran Masih e Irfan Masih mortos. Aakash Masih estava vivo, mas ainda deitado no chão, disseram eles.

Yousaf Masih disse que, há muito tempo, seus filhos tinham-lhe dito que o proprietário Imtiyas Warriach e o administrador Abid Virk se recusavam a pagar suas diárias e que os administradores e membros da equipe do salão falavam-lhes de forma depreciativa por serem cristãos.

“Sobre a exigência de suas diárias, o proprietário e o administrador tinham-lhes ameaçado que continuariam a trabalhar sem pagamento ou enfrentariam consequências terríveis”, disse Yousaf Masih. “Após meus filhos terem voltado a trabalhar como faxineiros, tanto o proprietário como o administrador começaram a ridicularizá-los por terem deixado o emprego anteriormente. Os dois muçulmanos zombaram de meus filhos por serem cristãos e os chamou de nomes pejorativos tais como "Chootra"”.

Yousaf Masih, de 47 anos, disse ao Compass no escritório de uma organização de direitos humanos que seus filhos haviam trabalhado no mesmo salão de festas desde o dia de sua abertura em 2005. Soluçando, ele disse que o proprietário e o administrador nunca lhes pagaram o salário completo durante esse tempo. Então, eles começaram a procurar por outro trabalho algumas semanas antes do festival islâmico de sacrifício, chamado Eid-ul-Azha.

Os muçulmanos evitam casamentos durante o mês islâmico de Muharram. Então, na pequena janela de tempo entre esse mês e o fim do festival de Eid-ul-Azha, os salões de festas de casamento prosperam e precisam de toda a ajuda possível, disse ele.

Javed Masih disse que os corpos de Imran Masih e Irfan Masih foram levados para o necrotério do Hospital Civil de Gujranwala para autópsia.


Mais informações www.underground.org.br

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Como andam seus irmãos?

Notícias de Laos - oitavo colocado na lista de países onde existe perseguição religiosa -17°58'N 102° 36'E

Em setembro, as autoridades de uma vila deram permissão à polícia para demolir uma igreja doméstica.

A demolição foi executada com a ajuda de alguns aldeões, que diziam que os cristãos não deveriam ter espaço algum para se reunir naquela comunidade.

“Os cristãos não têm lugar aqui. Vou expulsá-los e eles não serão mais considerados parte do nosso povo”, afirmou um policial.


No lugar da igreja será construída uma hospedaria.

Outro policial prometeu: “Da próxima vez que vocês orarem juntos, vão ver armas contra suas cabeças assim que abrirem os olhos”.




Pedidos de oração:

• Não sabemos ainda como estão os cristãos dessa vila. Ore para que permaneçam fiéis em Cristo, apesar das ameaças que têm sofrido.

• Interceda especialmente pelo pastor dessa igreja doméstica. Que ele encontre força e paz em Deus durante esses momentos de dificuldade para ele e sua igreja.

• Cremos que Deus está no controle da situação, e que seu braço não está encolhido para salvar. Suplique a Ele para proteger nossos irmãos dessa vila.

• Peça ao Senhor para mudar essa atitude hostil dos chefes locais contra os cristãos. Que qualquer mal-entendido em relação ao cristianismo seja resolvido por meio de diálogo.



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Fonte retirada do site: www.underground.org.br

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Série - As Mulheres da Minha Vida - Parte II



Já digo de antemão que sou apaixonado pela história dela, não propriamente por ela porque infelizmente não tive o prazer de conhecê-la, nessa história de conhecermos nossos antepassados achei uma história belíssima na árvore genealógica do meu irmão mais velho.

Ela era uma bela moça, com certeza parava olhares por onde passava. Claro que pela época em que viveu os olhares dos homens eram moderados e os comentários quase que sussurros por conta da ordem social de galanteio vigente. Porém, ela literalmente abafava. Uma mulher prendada e com um caráter a ser desvendado, lógico que conseguiu se casar logo. Mas, pela ironia do povo da minha família, o rapaz a levou para morar com quem. Advinha. Com a sogra.

Os tempos não eram fáceis, a cidade passava por uma espécie de recessão, além do povo de lá não ser tão espertos para os negócios. Com o tempo não era de se espantar que em tal cidade desmantelada a linda moça ficasse logo viúva. Como a sogra não era natural de lá, resolveu se mudar para a cidade do interior em que tinha nascido e passado a juventude afortunada.

A pequena moça não sei como dizer, acabou por se envolver tanto com a sogra e aquele papo de Deus que resolver se mudar também e tentar a vida na outra cidade. Foi aí que seu caráter me seduziu. Afinal não é todo dia que encontramos uma pessoa que seja inteiramente fiel.
Se você não acredita faça o teste, pergunte o porquê alguém acha que terminou um relacionamento qualquer, as primeiras respostas sempre serão – Ele a traiu, ela tinha outro, o amor esfriou, incompatibilidade de gênios. Sempre será o primeiro motivo que permeará a mente das pessoas, a falta de fidelidade.
Duas coisas que me impressionaram nela, a fidelidade e a persistência. Assim que chegou à cidade, ela foi trabalhar. Não esperou, não distribuiu currículos. Simplesmente resolveu ir trabalhar, como naquela época as primárias indústrias (não como conhecemos hoje) surgia, ela foi para uma dessas. Agora pense, uma mulher linda trabalhando em um cargo extremamente baixo, com certeza os homens daquele local ficaram estarrecidos diante dela e não é de se admirar que em um lugar tão pequeno ela não atraísse também os olhares do dono do local, que encantado pela sua fascinante beleza e humildade a favoreceu com privilégios no trabalho.

Mulher é tudo igual. Quando chegou em casa a primeira coisa que fez foi contar toda a história para a sogra. Como a mulher era mais antiga da cidade lembrou-se que aquele homem era rico o suficiente para mantê-las e ainda por cima, se a pequena moça fizesse tudo certo, quem sabe conseguiria um bom marido para a nora. Os tempos foram passando e pequena moça continuou a trabalhar ali. Um dia a sogra a aconselhou – Perfume-se e vista sua melhor roupa e fique na casa da fazenda, quando o homem já tiver bebido e for deitar-se, deite-se aos pés dele para que ele diga o que fazer.

Aprendi duas coisas com essa mocinha: A primeira, todo homem é extremamente lerdo. O cara a tinha na fábrica todo o santo dia, mas a ocupação, o trabalho, as tarefas não tinham permitido ver que a mulher da vida dele estava bem ali. O homem só pode perceber uma mulher que está no seu plano de visão, senão ele passará a vida toda e não a notará, o homem é visual. Aquela coisa de se apaixonar e ficar distante esperando que o homem a note e se aproxime, é extremamente Walt Disney. Até a sogra sabia disso, em outras palavras ela estava dizendo: - Esse homem é tão ocupado que chega a ser lerdo, vá e se aproxime do mundo dele fique ao lado dele e então ele a notará, quando ele o fizer então ele agirá como homem e tomará toda a iniciativa e te dirá como será - Bom, era uma época em que mulheres não podiam fazer certas coisas, mas elas sempre são mais inteligentes e espertas que os homens, mesmo que elas não poderiam fazer elas poderiam fazer com que os homens fizessem exatamente o que elas outrora já tinham planejado.

Isso que me encanta na história a sabedoria de conquistar que aquela mocinha tinha. A segunda coisa que aprendo é que nem o homem tem que correr atrás de uma mulher, nem a mulher do homem. Os dois tem que andar lado a lado, quando você em todas as suas atividades pode olhar pro lado e ver outra pessoa também caminhando então aí sim porque não caminhar juntos? O dono da fábrica tinha um pique, a moça também. O dono trabalhava incansavelmente, a moça também. Isso é a vontade de DEUS, lembra daquela parte que Ele disse – Te darei uma companheira que lhe seja idônea. Não que seja necessariamente as mesmas aptidões, mas no mínimo alguém que não morrerá de infarto ou tédio do seu lado.

Tudo é perfeito quando DEUS coloca a mão, depois daquela noite o homem saiu louco para assumir aquela mulher. E no final de tudo, ela ainda foi fiel a sogra. Rute, o nome dela, me encanta em todas as suas facetas. Fidelidade. Responsabilidade. Auxiliadora. Humildade. Beleza. Inteligência. Capacidade de ouvir conselhos e seguir. Com certeza, se eu fosse daquela época Boaz (seu marido) teria grandes problemas de concorrência. Sem querer, ela me influenciou violentamente na minha vida.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

10 Anos da Morte do meu Irmão



Sei que até hoje nunca falei sobre ele, mas hoje me lembrei dele e resolvi expor uma das histórias mais íntimas e marcantes que chocaram minha vida.

Sempre fui extremamente relapso em relação a família, relacionamentos, compromissos e coisas que a maioria das pessoas são ligadas. Conheci meus irmãos muito recentemente e tudo em relação a família é uma descoberta diária. Em um desses dias eles me contaram sobre um irmão mais velho que nunca conheci e junto com essa descoberta a triste fala de que o mesmo havia sido assassinado.

Pensa, em sua pele, duas grandes notícias: Uma te faz pular de alegria por descobrir alguém que compartilhou do mesmo sangue e a outra de que nunca verá em vida pessoalmente este alguém.

Punk. Com minhas palavras quero falar sobre aquele dia. Ou melhor, apartir de alguns dias antes.

Conforme meus irmãos contaram:

Na semana de 10 a 2o de janeiro de 1999 meu brotherzinho estava extremamente empolgado a participar de um acampamento da igreja e no dia 20 ele e mais cento e poucas crianças foram para um tipo "Acampadentro", uma éspecie de acampamento dentro de um local - tipo igreja, escolas, universidades, etc. - dentro da Universidade da cidade. Foram dias maravilhosos, uma palavra sobre ser um "Soldado de Cristo", fico imaginado os pensamentos do meu irmãozinho sonhando acordado em meio tamanha presença de DEUS.

Quando o acampa acabou ele e seus amigos arrumavam as coisas para ir embora, como algumas crianças tinham dificuldade para chegar em suas casas alguns responsáveis pelo evento foram tentar consiguir uma carona no posto militar próximo.

Meu brother talvez aguniado com a demora das pessoas que nunca retornaram se deparou a olhar pela janela do saguão da universidade um turba violenta gritando no portão.

Olhos arregalados tentando compreender o motivo do tumulto ouviu o responsável do acampas falar para esconder as crianças menores nos cômodos e se esconderem depois. Nesse momento consiguiu decifrar o que a multidão gritava e com certeza elas odiavam cristãos.
Se esconderam como puderam. Ouviu a porta do saguão ceder aos solavancos a ela dispensados. Ouviu o tumulto se aproximar. Certamente a oração constante se tornara uma súplica inexplicável.

Um dos homens o achou. Obteve a sua certeza, toda aquela confusão era porque eles eram cristãos. Arrastado para o saguão viu outros amigos que foram descobertos, por um momento agradeçou por outros terem escapado e na metade da oração sentiu o calor da face do homem perto da sua dando solavancos em seu corpo.

Começou a ser espancado severamente como se tivesse o porte físico daqueles homens. Até que depois de tamanha violência o homem se aproximou e perguntou - Quem é você?

- Sou um soldado de Cristo.

A resposta inusitada infureceu aquele homem que odiava Cristo e qualquer um que o seguisse. O homem empunhando um machado acertou o braço do meu irmão a ponto de quase decepá-lo.

- Quem é você?

- Sou um soldado de Cristo.

O machado encontrou o outro braço do meu irmão. Imagino os gritos e as lágrimas que meu brotherzinho deve ter derramado.

- O que é um soldado de Cristo? - Um soldado de Cristo está disposto a morrer por Ele!

Dessa vez o machado encontrou sua barriga, o homem cortou-lhe a gargata e arrastou seu corpo para fora jogando em cima do de outro jovem que já estava desfalecido lá.

Bom, ninguém gosta muito de lembrar de casos de assassinato ou morte em sua família. Mas, a história do meu brotherzinho que só tinha 15 anos quando o fato ocorreu impactou tanto a minha vida e o meu cristianismo que absolutamente não contar sua história é um pecado de negligência.
Ainda soube recentemente que tenho outro irmão preso na Índia, duas irmãs no Irão foram presas também, outro sequestrado na Colômbia. E o que mais me faz chorar de raiva de mim mesmo é AINDA não ter dinheiro o suficiente para comprar uma passagem e ir até lá ficar com eles. Mesmo assim nunca abandonaria alguém que participou do mesmo sangue que eu, orar e escrever e contar para vocês deles é a parte que me cabe hoje da família.

Não quero escrever "morais" sobre histórias tão lindas que dispensam explicações. Só quero te perguntar algo:



- E você, sabe aonde e como estão seus irmãos?






Em memória meu brother Roy Pontoh.

terça-feira, 24 de março de 2009

Detesto John Maxwell


Domingo passado aconteceu algo muito interessante, quando cheguei pela manhã na minha congregação em águas claras fui convidado a compartilhar e dirigir a conversa sobre batismo com o grupo que se prepara para tal. Bom, conheci uma senhora espetacular de idade avançada e com uma história digna de ser ouvida por qualquer pessoa que tenha nascido na década de 80 ou 90. Apesar de falar mansamente, as lágrimas se derramarem facilmente e a tristeza fazer parte da sua fala sobre o dia-a-dia, ela tem uma fé tremenda e um conhecimento teológico invejável.

Por fim, entre nossa conversa ela fez uma observação tamanha que quero expressar hoje, ela disse:

- Crentes não somos, porque qualquer um pode ser crente. Evangélicos, aqueles que seguem os evangelhos.


Pai! Que clareza das palavras ela tem. Se você é Católico Apostólico Romano, você segue a Igreja de Roma, se você é calvinista, Calvino; se você é luterano, Lutero; se você é protestante, você protesta; se você é evangélico, você tem que seguir, ler, desfrutar e destrinchar os evangelhos. De quem os evangelhos? De Jesus Cristo. Nunca ler mais literatura do que eles, nunca estudar um profeta ou um mártir, ou ainda, a vida de Paulo mais do que os evangelhos de Cristo.

Sobre quem você mais lê, o que mais te inspira, a vida de quem você estuda, define o que te influência.

Deve ser por isso que nas congregações existem mais "líderes" do que pastores, afinal John Maxwell virou um ser quase divino.

E falta certa humanidade, afinal as estratégias e consultorias para empresas tem sido vividas e ensinadas nos sermões.

Somos o que? Evangélicos? Bom, cada um defina por si mesmo lembrando se nessa semana pelo menos uma vez leu algo da vida do Mestre.

Para encerrar. Amei aquela senhora! (Risos).



p.s: A próposito não tenho nada contra a pessoa do Maxwell e ainda seus escritos tem me ajudado muito na área PROFISSIONAL, só um título sujestivo. Rs

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Daisy

Era um travesti alto, magro e desengonçado, e tinha uns implantes. Não sei como começou na homossexualidade, mas disse que tinha sede de Deus desde antes. Quando criança, num passeio a uma Igreja Católica com sua mãe, viu um caixão de vidro com uma estátua de Jesus dentro. “Igreja do Jesus morto”; a mãe era devota. Quando chegaram perto, ele, pirralho, sentiu que Jesus lhe olhava.

– Mãe, Jesus está vivo!
– Pare de dizer besteira, menino...

Ela não viu, mas ele sabia que Jesus não estava morto. Adulto, Daisy foi se desiludindo consigo mesmo numa sede que não terminava por outro tipo de vida, apesar de ter tudo o que um travesti poderia desejar, como um parceiro e um filho adotivo.

Ligava o rádio na sintonia dos pentecostais. Ouvia músicas e pregações o dia inteiro. Não se cansava nem da repetição nem dos chavões. Ouvia até a hora de sair para ganhar a vida na rua. Tornou-se um hábito ouvir o evangelho. O parceiro e os vizinhos se irritavam. Daisy ficava mais amuado, mais convicto. Começou a ler a Bíblia.Uma noite não agüentou mais. Percebeu que não tinha coração para levar a vida assim. Decidiu que aquela seria a sua última noite na rua.

Ouviu rádio e pegou a Bíblia. Abriu no primeiro capítulo de Apocalipse, que fala sobre a revelação de Jesus, em suas vestes de luz e língua como espada de fogo. Lindo! Assim seria sua fantasia, a última da vida de rua.

– Vou de “drag-jisas”.

Enfeitou-se todo de branco e dourado, reverente. Não era uma drag qualquer, era o próprio Jesus de uma maneira simbólica dizendo-lhe que chegara sua hora de mudar. Não conseguiu fazer a vida naquela noite; pregava sem parar, como os pregadores do rádio que ouvia há tanto tempo. Pregava para as prostitutas, para os clientes, para os passantes. O ponto se esvaziou, os habituais corriam para não ouvi-lo. Finalmente, no romper da manhã, tendo arruinado a noite de todos os freqüentadores do ponto, sentou-se feliz, cantando uma daquelas músicas do tipo “sai demônios e vem Jesus”.

Logo depois Daisy adoeceu e descobriu-se portador do vírus HIV. Estranhamente não teve medo. Sua irmã conhecia algumas pessoas em Belo Horizonte e resolveu dar uma passada por lá para ver se encontrava ajuda para ele. A vida tem seus caminhos; ao receber a medicação, Daisy encontrou também algumas pessoas do grupo VHIVER, que ajuda portadores do vírus da aids a viver com qualidade. De lá esbarrou nos crentes da Caverna de Adulão e conheceu o Jesus que amava. Converteu-se, “destravecou-se”, “homenzou-se” do melhor jeito que pôde. O parceiro ficara no Rio de Janeiro com o filhinho adotivo. Teve de dizer-lhe que era homem agora e que cuidaria do filho, mas já não seria “casado”. Sentiu-se puro como um bebê. Dizia que já tinha feito sexo demais a vida toda e agora não precisava mais; iria viver para Deus de todo o seu coração...Mas não podia ficar em Belo Horizonte, tinha de voltar ao Rio. O Geraldo, da Caverna, se preocupou: “E agora, o que vai ser de Daisy? Quem vai entendê-lo para integrá-lo?”A essa altura Daisy já se chamava como homem, mas os trejeitos de uma vida no submundo não saem fácil. As marcas (as mãos na cintura, o andar reboloso e a voz fina que ainda desafina) ficam. Daisy voltou para o subúrbio do Rio. Despachou o parceiro, pegou suas coisas e mudou-se. Mas aí veio a parte dura: conseguir um emprego, se sustentar de maneira digna e encontrar uma igreja onde fosse aceito. Nos primeiros meses quase não tinha dinheiro; a única congregação do bairro era o lugar mais perto. As emoções de Daisy ainda eram as emoções de uma caricatura de mulher. Ia à igreja esperando amor como o que encontrara em Belo Horizonte. No começo encontrava o porteiro:

– “Tem culto hoje não, desculpe.”
– “Ah...” – o ar decepcionado de Daisy não mudava em nada a cara do porteiro.

Infelizmente a igreja não conseguiu entender o rapaz. Daisy tentou mais uma e mais outra. Mas o que aconteceria se no bairro vissem aquele homem ainda com peitos freqüentando os cultos? Terminou por entender que não era bem-vindo – mais uma ferida para carregar para quem já sofreu tantas. Sem ajuda na fé e sem apoio econômico e social para recomeçar, a fé de Daisy se apagou. Geraldo o viu um dia desses nas páginas de uma revista, militando pela causa homossexual, e respirou aliviado, pensando: “Pelo menos ele ainda está vivo...”

Daisy, se você está lendo isto, tente outra vez. Vamos aprender a caminhar com você pelo caminho da restauração. Vamos aprender a fazer da sua vergonha a nossa vergonha e, pelo nosso amor, fortalecer a sua fé naquele que nos transforma.



Texto de Bráulia Ribeiro é missionária em Porto Velho, RO, e presidente da JOCUM – Jovens com Uma Missão.


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Essa história real marcou-me desde quando a li pela primeira vez, talvez alguns já conheçam mas com certeza serve a todos os outros também. E depois de um texto desses deixo a reflexão, a compaixão, a revolta e a reflexão para vocês. Sem comentários, só a Paz.