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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Exemplo de Perseverança

Texto retirado do site www.underground.org.br




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A igreja perseguida é sempre fonte de grande motivação pra mim. Guardo na memória diversos testemunhos de fé, força, superação e provisão divina de cristãos perseguidos. Sempre me impressiona – e acho que sempre vou ficar impressionada – com o grau de resistência de alguns cristãos, sendo eles tão... Tão comuns!

Porque esse é um fato que sempre me choca quando me deparo com um testemunho que me toca mais a fundo: aquele irmão ou irmã é parecido comigo. Ele não é um super cristão. Depende de orações como eu, precisa alimentar sua fé, precisa exercitar seu relacionamento com Deus, precisa resistir ao pecado. Assim como eu.

A bíblia diz, em I Pe 8,9: “Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar; Ao qual resisti firmes na fé, sabendo que as mesmas aflições se cumprem entre os vossos irmãos no mundo”.

Essa passagem me deixa intrigada. As outras passagens que falam sobre a unidade do corpo de Cristo não me intrigam tanto, porque eu imagino logo em me por no lugar do outro e sentir a dor dele, e assim entendê-lo, e ser um com ele. Mas estarmos passando as mesmas aflições, em contextos tão diferentes, isso me escapa. E peço pra que Deus me faça entender, porque é aí que certamente está o trecho mais maravilhoso da passagem.

O exemplo dos cristãos perseguidos sempre nos ensina alguma coisa. Aprendemos a ser cristãos melhores, mais fortes, perseverantes, tolerantes e corajosos, entre muitas outras características que você também poderia citar pensando no que sua vida mudou depois que você conheceu a igreja perseguida. Tudo isso sem que você tenha sofrido o mesmo tipo de perseguição que eles.

Mas, de alguma forma, nos identificamos com algumas das histórias da igreja perseguida, porque temos nossa própria cota de sofrimento que sempre será semelhante em certos aspectos da vida cristã, como na prática do perdão, no exercício da fé e no nosso relacionamento com Deus, entre outras questões tão delicadas quanto essas. Estamos unidos aos cristãos perseguidos nos seus sofrimentos não só quando nos colocamos no lugar deles e tentamos entender uma experiência específica, mas também nos desafios cotidianos que enfrentamos como cristãos. Por isso, os testemunhos deles nos fortalecem porque nos impulsionam a orar e, ao mesmo tempo, nos ensinam tanto.



Autor: Juliana Suzuhara (@jusuzuhara)





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terça-feira, 4 de maio de 2010

O Dia em que a Terra Parou

Mudos. Sem direito a fala. Sem direito a uma opinião. Se expressar. Acho que isso é o maior crime.


Você é gay? Gosta de bater no peito e dizer para todo mundo seu gostos pessoais. Parabéns. Você está exercendo um direito de cidadão.

Eu não sou gay. E gosto de bater no peito e dizer para todo mundo meus gostos pessoais. Aí você me diz "Parabéns" e tenta colocar uma lei que me proíbe isso?

"Ah, mas essa lei não irá fazer nada mais do que resguardar alguns extremistas de praticarem violência contra homossexuais". Hum...

Então eu penso se no Brasil onde as pessoas são tão ressentidadas fariam diferente das pessoas de outros países onde já se aprovaram a lei. O que você acha? Será que faríamos isso que fizeram nessa notícia da BBC aí embaixo?

"Um pregador britânico foi preso depois de ter dito durante sermão na rua que homossexualismo é um pecado.

Dale McAlpine foi acusado de causar "alarme, intimidação e angústia" depois que um policial comunitário ouviu o pastor batista mencionar vários "pecados" citados na Bíblia, inclusive blasfêmia, embriaguez e relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo, de acordo com o jornal britânico The Daily Telegraph.

Dale McAlpine, de 42 anos, prega nas ruas de Wokington, na região de Cumbria, no noroeste da Inglaterra há anos, e disse que não mencionou homossexualismo quando fazia o sermão do alto de uma pequena escada, mas admitiu ter dito a uma pessoa que passava que acreditava que a prática era contrária aos ensinamentos de Deus.

Segundo o jornal britânico Daily Mail, o policial Sam Adams identificou-se como o agente de ligação entre a polícia e a comunidade gay e transsexual e avisou o pregador, que distribuía folhetos e conversava com as pessoas nas ruas, que ele estava violando a lei. Mas ele continuou pregando e foi levado para a prisão, onde permaneceu por sete horas.

O pregador disse que o incidente foi "humilhante", segundo o Daily Telegraph. "Eu me sinto profundamente chocado e humilhado por ter sido preso em minha própria cidade e tratado como um criminoso comum na frente de pessoas que eu conheço."

"Minha liberdade foi tolhida por rumores vindos de alguém que não gostou do que eu disse, e fui acusado usando-se uma lei que não se aplica", afirmou Dale.

O processo contra McAlpine por supostas declarações públicas contra gays ocorre semanas depois que um juiz britânico disse que não há proteção especial na lei para crenças cristãs.

O juiz decidiu favoravelmente a uma organização que demitiu um terapeuta de casais por se recusar a atender casais gays alegando que isso seria contra seus princípios cristãos."
 Absurdo! Precisamos acordar e combater leis que impedem a liberdade de expressão. Precisamos ser ousados e não calar nossa boca. DEVEMOS DIZER NÃO PARA A PL 122. DEVEMOS DIZER SIM PARA FAMÍLA.
Fonte: BBC [http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/05/100503_pregadorantigayg.shtml]
[Texto republicado do site: http://hugoslima.blogspot.com]




 Reflita. Bom dia.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Notícias

Irmãos cristãos são envenenados por patrão muçulmano

Compass Direct

PAQUISTÃO (13º) - Patrões muçulmanos de três faxineiros cristãos teriam os envenenado em um salão de festas no dia 15 de dezembro, matando dois deles. No momento dessa notícia, o terceiro estava lutando contra a morte sob cuidados especiais.

O pai dos três trabalhadores, Yousaf Masih, disse que o proprietário do salão de festas, juntamente com o administrador, envenenaram seus filhos porque eram cristãos que ousaram pedir pelo pagamento que lhes era devido.

Imran Masih, 29, e Irfan Masih, 25, morreram no Salão de Festas Ferozewala Pul após terem sido forçados a beber algo fortemente envenenado, disse Yousaf Masih. O terceiro trabalhador, Aakash Masih, de 23 anos, estava em condições críticas na UTI do Hospital Civil de Gujranwala, na província de Punjab.

“Na posição em que estavam, parece que foram forçados a consumir algum tipo de bebida envenenada, ou alguma droga, e foram deixados lá para morrer”, disse Yousaf Masih. “A administração do salão de festas não telefonou nem os levou para um hospital. Em vez disso, eles nos telefonaram após a morte de dois de nossos entes queridos.”

A delegacia de polícia Colônia dos Povos registrou um assassinato e um caso de fraude contra Imtiyas Warriach, proprietário do salão de festas Ferozewala Pul, e contra o administrador do salão, Abid Virk. Até o momento dessa notícia, os dois permanecem em liberdade.

O chefe da delegacia de polícia não estava disponível para comentar o assunto, mas um oficial disse à agência de notícias Compass Direct News que os dois suspeitos seriam presos em breve.

A família soube das mortes quando um outro filho de Yousaf Masih, Javed Masih, de 21 anos, recebeu um telefonema em casa do proprietário do salão, Imtiyas Warriach, dizendo que seu irmão mais velho, Imran Masih, estava morto no chão do salão de festas.

Por não terem recebido pagamento, os três irmãos tinham deixado o salão para trabalhar em outro local antes de terem regressado no fim de semana que antecedeu o envenenamento. Javed Masih disse que falara ao telefone com Imtiyas na sexta-feria, dia 11/12, quando o proprietário ligara pedindo que seus três irmãos voltassem ao trabalho.

“O proprietário e o administrador do salão de festas me ligaram na manhã do dia 11 de dezembro e imploraram para que meus três irmãos se reunissem e começassem a trabalhar”, disse Javed Masih. “Eles prometeram pagar seus salários atrasados, bem como um bônus de natal e as horas extras. Meus irmãos concordaram e foram trabalhar na manhã seguinte.”

Quando Yousaf e Javed Masih foram chamados ao salão de festas, no dia 15 de dezembro, encontraram Imran Masih e Irfan Masih mortos. Aakash Masih estava vivo, mas ainda deitado no chão, disseram eles.

Yousaf Masih disse que, há muito tempo, seus filhos tinham-lhe dito que o proprietário Imtiyas Warriach e o administrador Abid Virk se recusavam a pagar suas diárias e que os administradores e membros da equipe do salão falavam-lhes de forma depreciativa por serem cristãos.

“Sobre a exigência de suas diárias, o proprietário e o administrador tinham-lhes ameaçado que continuariam a trabalhar sem pagamento ou enfrentariam consequências terríveis”, disse Yousaf Masih. “Após meus filhos terem voltado a trabalhar como faxineiros, tanto o proprietário como o administrador começaram a ridicularizá-los por terem deixado o emprego anteriormente. Os dois muçulmanos zombaram de meus filhos por serem cristãos e os chamou de nomes pejorativos tais como "Chootra"”.

Yousaf Masih, de 47 anos, disse ao Compass no escritório de uma organização de direitos humanos que seus filhos haviam trabalhado no mesmo salão de festas desde o dia de sua abertura em 2005. Soluçando, ele disse que o proprietário e o administrador nunca lhes pagaram o salário completo durante esse tempo. Então, eles começaram a procurar por outro trabalho algumas semanas antes do festival islâmico de sacrifício, chamado Eid-ul-Azha.

Os muçulmanos evitam casamentos durante o mês islâmico de Muharram. Então, na pequena janela de tempo entre esse mês e o fim do festival de Eid-ul-Azha, os salões de festas de casamento prosperam e precisam de toda a ajuda possível, disse ele.

Javed Masih disse que os corpos de Imran Masih e Irfan Masih foram levados para o necrotério do Hospital Civil de Gujranwala para autópsia.


Mais informações www.underground.org.br

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Jesus rompeu nossas muralhas de medo, ódio e depressão

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Diante de mim estão sentadas duas irmãs felizes e sem véu. Segundo o passaporte delas, elas são muçulmanas. Na verdade, são seguidoras de Jesus Cristo. Dimiana, 34 anos, e Miriam, 28 anos, são cristãs secretas. Os pais, amigos e vizinhos não sabem que elas são cristãs. Eles não sabem como o Senhor lutou para convencer essas duas mulheres de seu amor. Elas nunca puderam falar sobre isso antes. Até agora. Pela primeira vez, elas irão contar inteiramente suas histórias. Antes de o Senhor assumir o controle de sua vida, Dimiana estava trancafiada no ódio. Miriam tentou suicídio três vezes. "Nós estamos cheias de vida, mas não podemos dizer isso a ninguém".

Quando perguntei como elas se tornaram cristãs, Dimiana começou a contar sobre os incidentes dolorosos que enfrentou durante sua infância. Ela disse: "Fui abusada sexualmente e isso estragou minha vida. Eu tinha medo de todos os homens. Não queria ter relação de nenhum tipo com o sexo oposto. Não conseguia me relacionar nem com meus pais, com meus irmãos mais novos ou com minha irmã, Miriam. Eu me comportava agressivamente na escola. Meu pai me espancava todos os dias".

Miriam e Dimiana foram criadas no islamismo. Dimiana disse: "Nossa mãe é uma muçulmana fanática. Ela até 'evangeliza' cristãos para conquistá-los para o islã. Ela está envolvida com feitiçaria e adivinhação. Ela nos ensinou sobre os cinco pilares do islã, sobre a importância de frequentarmos uma mesquita e de ter uma vida de oração. Ainda assim, eu não conseguia orar, por causa do abuso sexual que sofri, me sentia suja, culpada e indigna. Nunca poderia me aproximar de Alá. Quando completei 16 anos, comecei a fazer a terapia. Fui medicada com antidepressivos e, por causa disso, me sentia melhor".

Após concluir os estudos, Dimiana começou a trabalhar como enfermeira em um hospital. "Havia muitos cristãos ortodoxos trabalhando ali e, algumas vezes, nós conversávamos sobre fé. Eu disse a meus amigos cristãos: 'Sinto pena de vocês, porque vocês irão para o inferno'. Mas, por alguma razão desconhecida, eu fiquei curiosa por conhecer a fé deles. Fiz várias perguntas a eles sobre o cristianismo. Como Deus faz para gerar a vida de uma criança no ventre da mulher? Por que vocês adoram três deuses? Um dos médicos percebeu que eu estava buscando o Evangelho, mesmo eu não tendo percebido que estava fazendo isso. Ele me desafiou a pedir a Deus que se revelasse a si mesmo para mim".

Peregrinação

Dimiana começou a buscar o Senhor Jesus no Alcorão, mas não conseguia encontrá-lo ali. Pouco depois de ter completado 20 anos, a mãe de Dimiana fez a peregrinação à Meca. Ali, ela encontrou um egípcio que seria um bom partido para casar-se com Dimiana. A jovem pediu conselho ao médico, que agora era seu amigo. "Ele leu a Bíblia comigo, mas eu estava tão trancafiada em meu próprio mundo que não conseguia nem olhar para a Bíblia dele. Alguns dias depois, o médico teve que viajar para o exterior e pediu a um amigo que me ajudasse. Esse homem lia a Bíblia comigo frequentemente, mas eu entendia muito pouco dela. Eu constantemente lhe apontava o que acreditava serem contradições. Como era possível que no Antigo Testamento Deus dissesse que uma mulher adúltera deveria ser apedrejada, enquanto que no Novo Testamento ele dizia que ela era livre para ir? Nesse período, desonrando grandemente meus pais, rompi o noivado. Fui muito criticada por isso, mas perseverei."

Uma nova visão

Cristo ainda não tinha terminado a obra em sua vida. Em 1998, Dimiana teve uma visão. "Eu vi o Senhor Jesus andando com uma lâmpada a óleo nas mãos. No momento certo, ele colocou um pouco mais de óleo na lâmpada. Ele repetiu isso diversas vezes. Contei a meus amigos cristãos sobre essa visão. Eles me disseram: 'O óleo é sua fé e o Senhor tem mantido a chama da sua fé acesa e queimando, porque ela quase se extinguiu'. Eu neguei isso veemente."

Deus quase conseguiu tê-la aonde ele queria que ela estivesse. Ela lhe pediu que ele se revelasse a ela. "Os cristãos acreditavam que era tempo de eu ser batizada, mas eu recusei. Eu pensava que o batismo era mais uma maneira de crucificação. Eles me explicaram o significado real do batismo e, então, concordei. Quando estava sendo submergida na água, senti como se um fardo muito pesado fosse retirado dos meus ombros. Sentia-me mais leve. Estava cheia de algo diferente e não conseguia entender o que havia acontecido. Somente mais tarde, passei a compreender, quando li Gênesis 1. Ali, naquele momento, Deus fez de mim uma nova criatura. A escuridão que havia em mim desapareceu e eu estava agora cheia de luz".

A mudança

A primeira pessoa a notar a diferença em Dimiana foi sua irmã, Miriam. "Antes da conversão de Dimiana, nós nunca conseguíamos nos dar bem. Nós não tínhamos realmente relacionamento algum. De repente, ela passou a me procurar. Eu não sabia o que estava acontecendo. Mas não rejeitei aquilo. Pelo menos havia alguém que estava me dando um pouco de atenção."

Miriam começou a contar sobre sua juventude, quando ela tentou cometer suicídio três vezes. "Dimiana era a filha mais velha. Meus dois irmãos receberam uma quantia razoável de atenção, porque eram meninos, mas não havia ninguém que me desse o mínimo de atenção. Então, tentei em vão agradar minha mãe. Entre os 12 e 15 anos de idade, tentei triar minha própria vida três vezes. Tomei uma overdose de remédios e fiquei esperando até morrer. Se eu fosse para perto de Alá, talvez recebesse um pouco de amor, mas o mais importante de tudo era que deixaria essa vida para trás. No hospital, recebi uma lavagem estomacal e, para me proteger, os médicos não disseram aos meus pais que eu havia tentado suicídio".

Face a face com a morte Dimiana começou a batalhar em oração pela vida de Miriam. "Eu disse a Deus: 'Na Bíblia diz que é melhor dois estarem juntos. Por favor, dê-me minha irmã."

Miriam disse: "Fiquei realmente feliz com a mudança em Dimiana, mas eu ainda não queria saber nada sobre Cristo. Se eu viesse a crer nele, a desgraça sobre minha família seria grande demais. Então, me deparei face a face com a morte novamente. Durante uma viagem no ano 2000, o veículo que estávamos viajando se envolveu em um acidente e eu quase morri afogada. Durante o resto do feriado, pensei sobre a questão: 'Para onde eu iria se eu morresse. Será que eu iria para o céu?'."

Miriam voltou deprimida do feriado. "Eu sabia qual era o caminho certo. Eu sabia que tinha que segui a Cristo, mas não queria fazer isso. Disse tudo isso a Dimiana e comecei a chorar." Então, Dimiana me disse: "Enquanto ela chorava, eu me regozijava por dentro. Ela não estava longe do Reino de Deus".

Finalmente, naquele dia, Miriam disse a ela: "Quero ser batizada".

Rebelião

Dimiana e Miriam decidiram que não usariam mais o véu. Dimiana relatou: "Nossa mãe vê isso como um ato de rebeldia contra o Islã. Por causa disto, alguns anos atrás, ela nos expulsou da casa. Felizmente, outros familiares interferiram. Eles conseguiram um pequeno apartamento para nós. Fica exatamente abaixo do apartamento de nossos pais, mas, pelo menos, temos um teto para separar nossas cabeças".

Miriam disse: "Acho muito mais difícil agora, pois tenho que viver com duas personalidades. Não posso ser quem eu realmente sou. Nós fomos muito criticadas, porque deixamos de usar o véu. Agora, no período do Ramadã, sou obrigada a jejuar. Não posso falar de Jesus no trabalho. Tenho uma amiga cristã que é frequentemente desafiada pelos amigos muçulmanos e ela não sabe como responder as perguntas. Ela sabe que sou cristã e olha para mim implorando por socorro, mas não posso me expor. Algumas vezes, digo algo como: 'Eu li que...'. Mas mesmo isso é muito perigoso. As pessoas imediatamente querem saber porque li temas cristãos".

Dimiana interferiu dizendo: "Quando conversamos sobre Deus, nós precisamos sempre usar linguagem islâmica. Algumas vezes, eu até cito algum versículo bíblico, mas não digo que retirei da Bíblia. Os muçulmanos são completamente surpreendidos pela sabedoria que ele expressa, mas se vierem a descobrir que veio da Bíblia, não aceitarão".

Oração


Outro problema é que é muito difícil para elas encontrarem um marido.

Dimiana: "Um muçulmano não tem a permissão para se casar com um cristão. A única esperança é que Deus encontre um cristão para nós que seja ex-muçulmano, assim como nós. Será que você poderia orar por isso?". Respondi: "É claro que sim! Sobre o que mais podemos orar?"

Dimiana respondeu: "Por favor, ore por nossa família também. Seria muito bom se nossos familiares viessem conhecer a Cristo. Jesus rompeu nossas muralhas de medo, ódio e depressão. Peça que ele consiga fazer isso com eles também. Peça que sejamos mais livres. Queremos proclamar nossa fé, mas ainda nos sentimos aprisionadas".




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Texto retirado do site: www.underground.org.br -> Aproveite e veja mais lá...

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Como andam seus irmãos?

Notícias de Laos - oitavo colocado na lista de países onde existe perseguição religiosa -17°58'N 102° 36'E

Em setembro, as autoridades de uma vila deram permissão à polícia para demolir uma igreja doméstica.

A demolição foi executada com a ajuda de alguns aldeões, que diziam que os cristãos não deveriam ter espaço algum para se reunir naquela comunidade.

“Os cristãos não têm lugar aqui. Vou expulsá-los e eles não serão mais considerados parte do nosso povo”, afirmou um policial.


No lugar da igreja será construída uma hospedaria.

Outro policial prometeu: “Da próxima vez que vocês orarem juntos, vão ver armas contra suas cabeças assim que abrirem os olhos”.




Pedidos de oração:

• Não sabemos ainda como estão os cristãos dessa vila. Ore para que permaneçam fiéis em Cristo, apesar das ameaças que têm sofrido.

• Interceda especialmente pelo pastor dessa igreja doméstica. Que ele encontre força e paz em Deus durante esses momentos de dificuldade para ele e sua igreja.

• Cremos que Deus está no controle da situação, e que seu braço não está encolhido para salvar. Suplique a Ele para proteger nossos irmãos dessa vila.

• Peça ao Senhor para mudar essa atitude hostil dos chefes locais contra os cristãos. Que qualquer mal-entendido em relação ao cristianismo seja resolvido por meio de diálogo.



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Fonte retirada do site: www.underground.org.br

segunda-feira, 6 de abril de 2009

10 Anos da Morte do meu Irmão



Sei que até hoje nunca falei sobre ele, mas hoje me lembrei dele e resolvi expor uma das histórias mais íntimas e marcantes que chocaram minha vida.

Sempre fui extremamente relapso em relação a família, relacionamentos, compromissos e coisas que a maioria das pessoas são ligadas. Conheci meus irmãos muito recentemente e tudo em relação a família é uma descoberta diária. Em um desses dias eles me contaram sobre um irmão mais velho que nunca conheci e junto com essa descoberta a triste fala de que o mesmo havia sido assassinado.

Pensa, em sua pele, duas grandes notícias: Uma te faz pular de alegria por descobrir alguém que compartilhou do mesmo sangue e a outra de que nunca verá em vida pessoalmente este alguém.

Punk. Com minhas palavras quero falar sobre aquele dia. Ou melhor, apartir de alguns dias antes.

Conforme meus irmãos contaram:

Na semana de 10 a 2o de janeiro de 1999 meu brotherzinho estava extremamente empolgado a participar de um acampamento da igreja e no dia 20 ele e mais cento e poucas crianças foram para um tipo "Acampadentro", uma éspecie de acampamento dentro de um local - tipo igreja, escolas, universidades, etc. - dentro da Universidade da cidade. Foram dias maravilhosos, uma palavra sobre ser um "Soldado de Cristo", fico imaginado os pensamentos do meu irmãozinho sonhando acordado em meio tamanha presença de DEUS.

Quando o acampa acabou ele e seus amigos arrumavam as coisas para ir embora, como algumas crianças tinham dificuldade para chegar em suas casas alguns responsáveis pelo evento foram tentar consiguir uma carona no posto militar próximo.

Meu brother talvez aguniado com a demora das pessoas que nunca retornaram se deparou a olhar pela janela do saguão da universidade um turba violenta gritando no portão.

Olhos arregalados tentando compreender o motivo do tumulto ouviu o responsável do acampas falar para esconder as crianças menores nos cômodos e se esconderem depois. Nesse momento consiguiu decifrar o que a multidão gritava e com certeza elas odiavam cristãos.
Se esconderam como puderam. Ouviu a porta do saguão ceder aos solavancos a ela dispensados. Ouviu o tumulto se aproximar. Certamente a oração constante se tornara uma súplica inexplicável.

Um dos homens o achou. Obteve a sua certeza, toda aquela confusão era porque eles eram cristãos. Arrastado para o saguão viu outros amigos que foram descobertos, por um momento agradeçou por outros terem escapado e na metade da oração sentiu o calor da face do homem perto da sua dando solavancos em seu corpo.

Começou a ser espancado severamente como se tivesse o porte físico daqueles homens. Até que depois de tamanha violência o homem se aproximou e perguntou - Quem é você?

- Sou um soldado de Cristo.

A resposta inusitada infureceu aquele homem que odiava Cristo e qualquer um que o seguisse. O homem empunhando um machado acertou o braço do meu irmão a ponto de quase decepá-lo.

- Quem é você?

- Sou um soldado de Cristo.

O machado encontrou o outro braço do meu irmão. Imagino os gritos e as lágrimas que meu brotherzinho deve ter derramado.

- O que é um soldado de Cristo? - Um soldado de Cristo está disposto a morrer por Ele!

Dessa vez o machado encontrou sua barriga, o homem cortou-lhe a gargata e arrastou seu corpo para fora jogando em cima do de outro jovem que já estava desfalecido lá.

Bom, ninguém gosta muito de lembrar de casos de assassinato ou morte em sua família. Mas, a história do meu brotherzinho que só tinha 15 anos quando o fato ocorreu impactou tanto a minha vida e o meu cristianismo que absolutamente não contar sua história é um pecado de negligência.
Ainda soube recentemente que tenho outro irmão preso na Índia, duas irmãs no Irão foram presas também, outro sequestrado na Colômbia. E o que mais me faz chorar de raiva de mim mesmo é AINDA não ter dinheiro o suficiente para comprar uma passagem e ir até lá ficar com eles. Mesmo assim nunca abandonaria alguém que participou do mesmo sangue que eu, orar e escrever e contar para vocês deles é a parte que me cabe hoje da família.

Não quero escrever "morais" sobre histórias tão lindas que dispensam explicações. Só quero te perguntar algo:



- E você, sabe aonde e como estão seus irmãos?






Em memória meu brother Roy Pontoh.