terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Olhos. Meus olhos. Seus olhos. Nunca nossos olhos.


Incrível o que os olhos determinam ao seu portador. Não é só uma questão de contemplação, como também uma influência sobre as ideias.

A maldade. Um determina que todos podem controlar, outro determina que ela é inevitável. Aquele que diz a primeira sentença obtém das experiências, suas ou de outros que viu ou soube a história, o fato determinante para seu julgamento. O outro faz a mesma coisa. Ambos se contradizem, ambos provam (pelo menos a si mesmos que estão corretos). Embora um ou ambos possam estar errados, para os indivíduos sempre será difícil essa aceitação.

A pobreza. Alguém se vira e diz que as pessoas são reféns dela, outro diz que é possível vencê-la e se manter aquém de suas influências. Novamente o fato de um e de outro é determinado pela crença, outrora construída empiricamente ou por suas experiências.

Tendências. Opiniões. Previsões, etc. O olho do homem faz dele próprio refém. Ver não significa ver a verdade. Ouvir não significa ouvir a verdade. Sentir não significa sentir o que realmente é. Assim como degustar ou cheirar pode facilmente seguir a mesma sina.

O problema é que o meio de contato do homem com o exterior é através dos sentidos. Esse por sua vez dá forma ao racional e o constrói. Então, os homens sempre serão manipulados e aqueles que conseguirem evoluir dessa fase e entender que o racional pode dar significado ao sensorial mesmo depois de por ele mesmo ter sido moldado, essas pessoas serão por fim as que terão os meios e as ferramentas para manipular ou libertar os homens da alienação.

Boa dia.

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domingo, 20 de novembro de 2011

Envenenados

Clique na imagem para ver a fonte de sua origem.

Bem vindo ao sofá...

E perguntou-lhe um certo príncipe, dizendo: Bom Mestre, que hei de fazer para herdar a vida eterna?Jesus lhe disse: Por que me chamas bom? Ninguém há bom, senão um, que é Deus.Sabes os mandamentos: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não dirás falso testemunho, honra a teu pai e a tua mãe.E disse ele: Todas essas coisas tenho observado desde a minha mocidade.E quando Jesus ouviu isto, disse-lhe: Ainda te falta uma coisa; vende tudo quanto tens, reparte-o pelos pobres, e terás um tesouro no céu; vem, e segue-me.Mas, ouvindo ele isto, ficou muito triste, porque era muito rico. Lucas 18:18-23

Há aqueles que pensam que esse homem se tornou um exemplo para que todos os ricos se auto-examinem. Não acredito que seja esse o ponto principal a trazer para nossas vidas. O ponto principal é conseguir rastrear o que mais torturou esse homem na indicação de Jesus.

Ele seguia a lei em suas regras mais rígidas. Elas sabia os mandamentos. Frequentava os templos. Não era um pecador, no sentido difundido da palavra. E desejava ir ao céu. Quem pode acusá-lo de negligencia? Um esmero adorador judaico. Então o problema era que ele era um murrinha? Ele não poderia ser murrinha se seguia a lei. O problema era ser rico? A lei judaica nunca proibiu o acúmulo de bens. Os patriarcas eram muito ricos. Os reis. Vários judeus dignos de exemplo religioso. Qual foi o problema?

Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam;Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam.Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz;Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas! Mateus 6:19-23

O problema desse homem era o lugar onde estava seu coração. Ele não confiava em viver a mercê do acaso, ele acumulava e vivia disso, investia, doava, mantia, vendia, comprava. Obedecer a lei era fácil, obedecer Jesus era díficil. "Vender tudo e repartir!". E o amanhã? E o hoje? E o trabalho acumulado? E a justiça? O teste desse homem era ser capaz de desgrudar seu coração daquilo que havia construído. Ele não conseguiu.

Quando Deus te pede tudo, não significa que ele vá requerer tudo. Lembra de Abraão? Ele havia conectado seu coração ao filho. O seu desejo de anos. Deus pediu o filho. Abraão deu o filho. Nesse caso Deus preservou o filho pois sabia que o coração dele havia se desprendido e voltado ao lugar onde deveria estar. Outras vezes Deus pede tudo, e requer tudo. Jesus fez isso com seus díscipulos, Mateus compreendeu isso, mesmo sendo rico ou um Classe C+ da época.

O lugar onde está nosso coração é onde habitará nosso tesouro. E quando temos que nos sondar é isso que devemos encontrar. Muitas vezes nosso dia a dia nos envenena sem percebermos, começamos a construir, lutar, requerer, pedir, ganhar coisas e sem ao menos notar essas coisas vão se tornando o foco, não um dos focos. O FOCO. Da nossa vida.

Relacionamentos envenenam. Muitos desejam tanto casar, namorar, fazer sexo que sem perceber suas mentes vão se tornando máquinas de formar lembranças e imaginações para esse fim. O seu coração vai sendo colocado lá.

Grana, grana, grana. Trabalhar, proteger a família, ter dinheiro para boas ações, não importa o motivo. A sede pelo dinheiro pode envenenar, pode destruir a mais boa intenção e transformá-la em uma ganância embutida.

Sonhos, projetos. Isso é bom, mas não a qualquer custo. Um veneno sutil que começa a remoldar os limites do seu caráter. Coisas ilícitas vão se tornando lícitas por um bem maior, um atalho. E o veneno vai se espalhando.

Poderia citar bilhões de exemplos, qualquer coisa pode ser exemplo. Qualquer sentimento, desejo, sonho, vontade pode se tornar venenoso. É por isso que a bíblia diz:

Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo.E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre. 1 João 2:16-17
Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida. Provérbios 4:23

Como eu já envenenado posso ser sarado? Bom, segue o seguinte episódio:

Um dia por conta das peripécias do povo judeu eles foram atacados por cobras peçonhentas e Moisés foi dirigido por Deus a artesanalmente construir uma serpente e levantá-la no meio do acampamento. Todos os que foram envenenados podiam olhar para o estandarte da cobra e seriam imediatamente curados. Por que Deus não curou logo todos se era tão fácil? Não sei. Mas acredito que tinha algumas pessoas que por teimosia não olhavam.

Leia esse versículo:

E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado;Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3:14-15

Jesus nos disse isso. Olhe para ele. Ele prometeu fazer o resto.


Boa noite. Boa semana.


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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Sexo, a lenda urbana mais vendável da história.



Desejo é o que impulsiona o ser humano. Antes de desejar alguma coisa o ser humano é um ser morto de preguiça, sua motivação é levada pelas necessidades e para elas se realizarem o desejo tem que lhe ocorrer. Isso é uma premissa tão simples que funciona para tudo, inclusive para o sexo.

Sexo, SEXO, S-E-X-O. Quatro letras que perturbam, atiçam, impulsiona, intimidam. Para cada um ela levará um sentimento. E ao cruzar religião com sexo não há um citadino ocidental que não pense na palavra "pecado" no meio da nuvem de associações que sua mente fez. Vou nos poupar de falar sobre o motivo do porque desde eras antigas o sexo é visto sempre com maus olhos. Para falar exclusivamente de desejo. Todavia, não há nada melhor para introduzir do que esse belíssimo vídeo.



Agora vou lhes trazer uma pesquisa feita por Dan Ariely sobre excitação para que possamos repensar alguns mitos.

Sexo sem proteção, traição, menáge, sexo selvagem. São coisas que a maioria das pessoas diriam não fazer, e outras só de pensar em algumas hipóteses obviamente teriam um bom motivo de briga. Para descobrir se as pessoas em estado de extrema excitação poderiam mudar de ideia sobre coisas que lhe pareceriam óbvias, realizaram uma pesquisa com alunos de uma faculdade renomada. Assim, ao escolher os participantes foi-lhes dado um questionário para responder com a "cabeça fria" depois disso os convidaram a refazer o teste, só que dessa vez excitados. Bom, vejam os resultados:

"Em todos os casos, nossos brilhantes jovens responderam de maneira bem diferente quando estavam excitados e quando estavam de "cabeça fria". Nas 19 perguntas acerca das preferências sexuais, quando Roy e todos os outros participantes estavam excitados, previram que o desejo de praticar uma série de atividades um tanto extravagantes seria quase duas vezes maior (72% maior) do que quando fizeram as previsões de cabeça fria. Por exemplo, a ideia de desfrutar do contato com animais quando estavam excitados foi mais que duas vezes mais atraentes do que quando estavam "frios". Nas cinco perguntas sobre a propensão a atividades imorais, quando estavam excitados, previram que a propensão seria mais de duas vezes maior (136%) do que tinham previsto de cabeça fria. De maneira semelhante, no conjunto de perguntas sobre o uso de camisinha, e apesar dos avisos que ouviram com tanta insistência no decorrer dos anos acerca de sua importância, a previsão de abrir mão das camisinhas era maior na excitação do que com a cabeça fria. Em todos esses casos, deixaram de prever a influência da excitação sobre as preferências sexuais, a moralidade e o sexo seguro."
(ARIELLY, Dan. 2008, p. 79)

Então, duas coisas podemos retirar dessa pesquisa:

1º As pessoas em estado de excitação se transformam completamente. A excitação pode ser qualquer uma: no trânsito, ao receber algo ou até mesmo a sexual. O estado de êxtase pode fazer com que as pessoas reajam segundo instintos que outrora nem poderiam imaginar.

2º No caso sexual, a única forma de evitar com absoluta previsão de acerto, algo que não deveria acontecer é realmente evitando o próprio momento de acontecer.

Ou seja, se queremos que no carnaval as pessoas usem camisinha. Sim, elas terão que recebê-la antes. Por que na hora crucial será improvável o abandono para procurar uma farmácia. E quanto tratamos de religiosidade e abstinência?

O sexo por alguns é visto como pecado, outros vêem como pecado a multiplicidade de parceiros, há ainda a minoria que não vêem pecado em nada. Todavia, querer não fazer algo implica crucialmente em manter a cabeça fria. O êxtase tira o poder da própria das pessoas e dá aos seus instintos, que podem ser por ela desconhecidos. Então, acaba-se o mito do herói. O desejo é controlado até ser transformado em excitação e é daí ao êxtase. Você pode ter conseguido não fazer algo nesse estágio. Mas, enquanto brincar de herói acabará por descobrir a triste realidade de que você não irá conseguir fazer isso em todas as vezes.

Não vim falar de pecado ou liberdade, certo ou errado. Apenas de limites. Se deseja mantê-los já sabe como e se deseja quebrá-los basta fazer o contrário. Você é responsável pelas suas escolhas e não um post de um blog qualquer.





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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Uma (des)Crônica


A cidade amanheceu fria e em um cinza que anunciava chuva. Não qualquer chuva, mas aquela chuva suja, cheio de resíduos acumulados pela poluição e seca de mais de cem dias sem chover. Apanhar o trânsito para o trabalho de moto é sempre um desafio, ele se vestiu de inúmeros agasalhos e fazendo uma prece ligou a magrela e partiu.

O caminho era tão comum que sua mente nem mais se ligava no que passava. Como se estivesse no piloto automático foi dar-se por conta de si ao sentar diante do PC do escritório. Os mesmos rostos, os mesmos “bons dias”, uma repetição que ia ser quase absoluta se não fosse pelo fato do escritório da torre empresarial do lado estar desocupado. Um ponto vazio na vista da janela, uma vista tão boa que qualquer ironia sobre ver só janelas e cinqüenta centímetros do céu seria desnecessária.

Como as pessoas podem fazer sempre a mesma coisa? Já vivemos tão pouco — pensou angustiadamente. Ultimamente nada fazia sentido, nem os sonhos, nem os planos que fizera para alcançá-los. Porém, um dos maiores vícios era imaginar. Lembrava exatamente do primeiro dia que isso começou e dizia para si mesmo que lembrava qual tinha sido a primeira vez que fez isso conscientemente. Nunca mais largou, a esse vício muitos outros se somaram e aparentemente de nenhum se libertou.

Continuar contando seu dia seria o mesmo que matar-nos de tédio. Sentiríamos uma dó tão grande que o assassinaríamos por pena ou nos suicidaríamos de desgosto, todavia das opções nenhuma o salvaria. Naquele dia a única coisa que o salvaria era ouvir. Ah! Mas para isso precisaria um milagre: deixar a surdez. E todos sabem que milagres não existem. Ou existem?!


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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Quando o Amor precisa do Ódio



Já ouvi tanta balela sobre o amor e muito mais sobre o perdão. As pessoas não entendem o primeiro como
se poderá dizer que entendem o segundo?

Sobre o amor há filosofia, há empirismo, há especulação, há memória, há imaginação. Sobre o perdão nada há. O ser humano praticamente, para não dizer nunca, pensa sobre fatalidades a si ou aos seus próximos. Traição, mesmo que existe no fundo do pensamento a possibilidade, ninguém quer acreditar que isso irá lhe ocorrer. Ou seja, por mais que pensássemos negativamente, não há um só ser que realmente anseie pela sua auto-destruição (nota: ok! talvez haja um, mas tirando as pessoas que sofrem de problemas de distúrbios como esse, falamos do que é comum. E não de exceções quase inexistentes).

Ouvi certa vez sobre a história de dois irmãos, passo-lhes a contar a fim de no final poder comentar o que penso a respeito do tema.

Eis seus nomes: Esaú e Jacó. Ambos brigaram desde o ventre contou a mãe. Ao se definir qual iria ter a chance de ser o primeiro dos gêmeos a ver a luz do nascimento, se atracaram os bebês como se brigassem no ventre pela preferência. E daí por diante, a cada dia, os dois irmãos iam disputam sobre tudo dentro da casa.

Conta-se por aí que o mais novo, Jacó, se apegou muito a mãe. Por outro lado, Esaú, se apegou ao pai. Suas índoles eram diferentes, assim como seus traços físicos. Pela lei e tradição cultural/religiosa em que viviam o primogênito detinha as bençãos da família, enquanto o outro irmão viveria para servi-lo.

Quando o pai envelheceu bastante e se aproximou a época de designar as bençãos ao filho mais velho, esse foi ao campo caçar algo para cozinhar ao pai antes de tal ritual. O mais novo, juntamente com sua mãe, ousaram montar uma trapaça em cima do irmão, enganar o pai para que abençoasse o mais novo ao invés do primeiro filho. E assim tocaram o plano: disfarces, cozinharam uma carne que já estava lá, disfarçaram a voz do menino e o levaram ao pai, que já estava cego da velhice.

O pai enganado, abençoou o mais novo. Jacó então se escondeu. Quando o mais velho chegou com a caça, a preparou e levou para o pai. Ao chegar lá, ouvir o velho dizer que já o tinha abençoado. E daí em diante Esaú o odiou para sempre. Ou melhor para sempre, não.

Jacó ao ouvir que seu irmão estava nervoso juramentando-o de morte, fugiu. E por longos anos nunca mais se falaram. Até o dia em que Jacó resolveu voltar a terra de seu pai, depois que já havia ficado rico e constituído família. Porém, Jacó lembrou do ódio do irmão e começou a  imaginar como ele seria torturado e escorraçado de lá.

No meio do caminho de ida encontrou seu irmão com um grupo de pessoas que o seguiam. Gelou corpo e alma. Porém, estranhou quando Esaú lhe dirigiu um abraço e um longo sorriso. Provavelmente Jacó se perguntou o resto do caminho por que cargas d'água havia amor no lugar do ódio que conheceu.

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Nos vemos em breve no sofá para terminar esse colóquio que começamos, caso se empolgue com o tema venha terminar o papo no domingo, em Brasília, na Igreja Cristã, hotel Confort Suítes, Taguatinga Centro. Não tem erro nenhum, se ainda tiver dúvidas clique aqui. Querendo Deus estaremos lá palestrando sobre esse tema. Entre em contato ou compartilhe. Abraços.


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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Sacro

"Ando devagar porque já tive pressa e levo esse sorriso porque já chorei demais..."

O papel de parede do computador é uma praia, uma pedra gigante, uma montanha congelada no horizonte e ondas suaves debruçando-se na areia.

"Algum dia, é a senha para 'nunca'". Essa foi a frase de um filme do Tom Cruise que vi essa semana. E sabe, ela tem razão.

Algum dia... Completei essa frase de tantas formas. E hoje com a idade e a responsabilidade idiota que recaí sobre nós, jovens de classe média, percebo o quanto dos meus sonhos morrerão comigo. Talvez isso seja culpa de sonhar demais. Talvez seja culpa de um qualquer, de qualquer país, de qualquer profissão, sonhar.

Como nunca lhes prometi textos de auto-ajuda, não me arrependo dessas palavras. Pelo contrário, gostaria que elas contagiassem alguém ao ponto dessa pessoa largar tudo e sair em busca do que sonha. Hoje, eu mesmo não posso fazer isso. Corro o risco do "nunca". Sim, eu sei. Mas corro o risco de outras coisas boas também. Não se pode saber do futuro até lá chegar.

Talvez, amanhã eu acorde diferente. Ou quem sabe...o risco eleve as chances. Todavia o fato é: não vou viver esperando, vou fazer enquanto eu puder o que preciso para simplesmente ir. Quem sabe dê certo e eu seja um velho feliz.


Boa noite.


Lobo

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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Momento Repúdio



Leio tanta coisa e vejo um bocado de outras por aí. Para a vida me importa o que se importa da vida. E ao falar em religião me repudia apenas uma coisa: o sincretismo.

Para você que já ouviu falar dessa palavra e não a conhece, o Aurélio te explica:

Sincretismo. 1. Fusão de elementos culturais diferentes, ou até antagônicos, em um só elemento, continuando perceptíveis alguns traços originários. 2 . Reunião artificial de idéias ou de teses de origens disparatadas

Sabe, gnosticismo tem sentido. O ateísmo tem sentido. Agora o que não tem sentido é um religioso abandonar a sua religião e recriar uma própria.

Ele é metade cristão, outra metade espiritualista.
Gosta do rigor da punição, mas como budista repele a culpa.
Acredita em demônios e usa elementos para afastar olho gordo e inveja.
Preserva o Nome do Criador, mas não é extremista.
É feminista e machista.
Partidário e apolítico.
Estuda muito e conhece pouco.
É tudo e ao mesmo tempo é nada.

Odeio o sincretista. Por que não há pudor nisso. Não acredite em nada, ou acredite que há alguma coisa, mas faça um favor a humanidade: se for para acreditar, acredite direito. Não misture tudo. Não seja tudo.

Imagine vestir roupa de gala com de praia. Imagine pentear o cabelo e usá-lo ensaboado. Use sua mente direito. Repudio sincretistas religiosos, respeito a diversidade e amo saber que ela existe. Mas, de coração, juntar tudo em uma panela como desculpa de aceitabilidade é no mínimo um trabalho de preguiçoso.

E você é sincretista? Ou também não tem paciência com essa mistura toda?

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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Desabafo de Palavras

Sit please...

Hoje, dia tranqüilo. Por dormir cedo, levantei cedo. E tomei a rotina de um dia produtivo: projeto, trabalho, leitura, estudos. E ainda nem chegou as 18h. Por experiência sei que a noite será cansativa por conta de todo cansaço mental proveniente de um dia assim.

Entre os temas diários: publicidade, psicologia, administração, tecnologia e teologia. Acabo por querer desabafar palavras antes que haja uma implosão no meu pensar.

Fato 01 – O conhecimento desmerecido é o conhecimento tido previamente por um indivíduo como indiferente.
As pessoas costumam julgar previamente o que lhes será útil e o que não será. Sempre que taxam algo por inútil passam a desmerecer isto. Porém, diversas vezes somos indiferentes com muitos temas e assuntos e passamos a desmerecê-los também. Isso só pode ocasionar uma visão parcial ou incompleta e talvez um enorme arrependimento no futuro. Devemos estudar de tudo e ler tudo como se pudéssemos assimilar esse todo por completo? Ousaria tentar uma resposta a essa pergunta com: Claro que não! Porém, há uma ordem de prioridades para o conhecimento que julgamos urgente. Assim organizamos e reorganizamos essa lista conforme o decorrer da nossa vida.

Fato 02 – A religião é um auto-embaraço.
Se você discorda é provavelmente alguém que há tempos não estuda sobre, ou no mínimo se perdeu nos estudos tomando rumo sempre na mesma linha. Encontre uma teoria e encontra uma contra-teoria, uma tese e terá seu correspondente contrário. Invente algo e alguém irá lhe contrapor. Desembarace e encontrá novos novelos na linha que soltou. O conhecimento é assim. Por conta disso muitos desistem, outros se empolgam. Cada um naquilo que lhe convém.

Fato 03 – Felicidade é uma definição temporal.
Projetamos o futuro, só projetamos. Relembramos nosso passado, só relembramos. O presente se reescreve ao vivo. Afinal nosso pensamento é uma constante e não uma massa bruta. Conclusão: O ser humano se define e redefine, assim acontece ao conceito que tem sobre os conceitos da vida.

Por hoje, só.

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domingo, 24 de julho de 2011

O Deus de Perguntas - Um olhar sobre o livro de Habacuque


Questionador! Palavrinha dita por todo e qualquer incompetente que deseja manter suas ovelhas fora do âmbito dos pensamentos. Não fazer perguntas é uma técnica de controle de massas muito antiga, todavia o mais interessante é que religiosos tomam isso como ferramenta muitas vezes. Não sei de todas as religiões, todavia, os cristãos são os que nunca poderiam fazer isso.

Deus ama perguntas, sinceras, emotivas, imcomprensíveis. Deus sempre responde perguntas nos livros bíblicos, e qualquer exceção descoberta prometo render-lhe outro post.

Habacuque, profeta. O primeiro a citar definadamente sobre fé. Provavelmente o primeiro que a entendeu o suficiente para que isso lhe fosse revelada. O seu livro começa como? Perguntas!

Primeiro não consegue compreender a injustiça. Deus lhe responde como irá trazer justiça.


Ele foi esperar então em cima da muralha, na torre.

Segundo não consegue entender a justiça. Deus lhe responde por que iria fazer como decidiu fazer.


Então o pobre entendeu algo simples, mas díficil de se engolir. Ele entendeu que não entenderia por mais que lhe explicasse. Ele entendeu as respostas. Mas ainda não compreendeu o modo de pensar por provavelmente ser apenas um homem e não o Deus Poderoso.

Imagino que naquele torre, viu o horizonte, e começou a se tremer de frio e de medo. Mas confiou, não que entenderia. Confiou que Deus faria algo, e lhe ajudaria a sobreviver a esse algo. Mesmo que faltasse tudo a justiça viria e ele a esperaria ali. Olhando para o horizonte. Confiando. Tendo fé. E com suas perguntas.

No mínimo curioso, mas bastante digno de se pensar. Fica a história para reviver sua imaginação durante a semana. Bom dia.


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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Expresso Riso - Um grande trabalho

Conheci esse pessoal no fim de semana e gostaria de compartilhar com vocês o projeto Expresso Riso.







Visite o site e se informe, vale muito a pena.

www.expressoriso.com.br



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domingo, 26 de junho de 2011

O poder dos sonhos

"Eu grito para ti ó Deus: Vem me socorrer"


Essa canção embala minha noite a poucos minutos de sair para ver meus irmãos. Passei quatro dias bem inúteis. Incrível como quanto mais tempo disponível eu tenho menos coisas eu faço. Mas ao meu feriado reservo o esquecimento e espero ansiosamente a segunda-feira. Mas de que importa o meu cotidiano a vocês que lêem o blog? Para nada, essa é a verdade. Então passamos ao colóquio relevante:



Sonhos e Pesadelos


Um fato foi que sonhei bem menos nesses dias, alguns pesadelos. Sonhos viraram pesadelos. E outros se dissolveram em uma esperança longínqua. Peguei-me desejando sonhar velhos sonhos quando me deitei essa noite.

Um livro do antigo sábio Salomão* diz um conselho bem interessante e no mínimo curioso, resumindo: Quando nos assentamos com pessoas de alto escalão devemos temer entrar nas lisonjas deles, se imaginarmos algo de suas "delicadezas" o que não era delicado pode se parecer assim para nós e cairmos em uma grande armadilha.

Claro uma parte dessa história é utilizada fora de contexto em grandes sermões positivista e de auto-projeção-futurista.

O fato é a verdade sobre a imaginação, assim como imaginamos é como nosso cérebro acredita que é.

Não que tudo que for imaginado acontecerá, pode ser que não. Todavia imagine o silêncio agora, imagine uma canção bem sutil ao fundo, talvez essa imaginação seja real, talvez não. Porém, lhe reservo um segredo: No meio dos sonhos ou dos pesadelos, pare um pouco e imagine estar vivendo com o Espírito Santo ao seu lado. Talvez seu cérebro acredite que ele esteja lá, talvez você o sinta. Ou, pare de imaginar e criar na mente sua "vida espiritual", afinal talvez nada disso dê certo porque no final das contas imaginar sobre aquilo que já é e já está é uma tremenda perda de tempo.



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B. Lobo.



*Pv 23.1-9

quarta-feira, 15 de junho de 2011

CORTAR O TEMPO

Por Carlos Drummond de Andrade




Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente

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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Humanos - Parte 01






 "Um olhar para o céu, nossa casa, esquecendo o mundo e caminhando de volta ao lar!"


Cresci com um ar de nômade permeando os ambientes em que andava. Como logo cedo fui pra igreja evangélica esse ar foi da esfera externa para a interna e rapidamente me vi um peregrino em terra alheia.
Nossa casa era o céu, estávamos no mundo, todavia sem ser daqui. Olhava o céu desejando-o, sentia saudades como se tivesse passado as últimas férias lá. Desejava tanto ir além das nuvens...


Até que me fizeram o favor de, a um evangélico, pregar o evangelho. Suspirei ao destino e tomei rumo ao Cristianismo. Fui buscar em Jesus Cristo as palavras suaves que ouvi.  Deixei a religião, ou melhor, estou deixando a religião e tentando trilhar um caminho junto ao Guia da Verdade.
Hoje, da fama de questionador que me impuseram, resolvi entender um pouco do saudosismo daquilo que não vivi.

"Um olhar para o céu, nossa casa, esquecendo o mundo e caminhando de volta ao lar!"

Jesus, esse papo de andarilho terráqueo foi dito por você quando mesmo?

Para escrever esse texto fui ler as 04 versões do evangelho, amplamente aceitas, a saber: Os evangelhos segundo Mateus, Marcos, Lucas e João.

Reservo a primeira parte desse texto para as versões de Mateus e Marcos.
Ao lê-las não encontrei nenhuma menção de um Jesus dizendo para aspirarmos ao além em detrimento do aquém. Claro, antes de comentários logo abaixo, estou referindo à Mateus e Marcos. Fique calmo na sua cadeira!

Onde quero chegar? Simples! Já ouviu o ditado popular “o que os olhos não vêem, coração não sente”?

As pessoas confundem o esperar em Jesus com o desejar o Céu a ponto de desprezar a Terra. Muitos abominam tudo que se pode ter no planeta por desejar ser levado ao céu. Isso faz com que algumas coisas diminuam...

- A humanidade. Tudo gira em torno das “almas”, meio estranho para quem não é do convívio evangélico. Mas a verdade é que todo interesse em alguém ou em uma amizade se dá para atraí-la a uma igreja, uma religião e por fim a salvação. Não se importa com o Homem, por ser humano, com as pessoas por ser pessoas.

- A gratidão. É sim, essa é a palavra. “A terra deu Ele aos filhos dos homens...” lembra do Salmo? Lembra-se que esse globo foi feito para nós cuidarmos dele? Queremos tanto sair dele e abandoná-lo a uma cadência de destruição que simplesmente estamos negligenciando um presente de Deus.
Daí você diz... E quando Jesus orou “eles não são do mundo”, isso guarda especialmente para a parte dois do texto, pois foi dito no livro segundo João.

Todavia uma palavra surge nessa recapitulação dos evangelhos (Mateus e Marcos).
“VIGIAI”
E quando ela foi citada o contexto é acompanhado por duas, ou melhor, três parábolas.

- As dez virgens. Vigiar. 5 mantiveram acesas as lâmpadas, as demais por falta de óleo deixaram as suas apagar.
 - A história dos servos que ganharam talentos (alguma coisa que poderia ser taxada como propriedade de troca, dinheiro, habilidades, títulos etc.). Todos investiram e multiplicaram apenas um enterrou e nada fez com ele.

Contexto de ambas: Alguém voltaria para encontrar com eles, na primeira o noivo, na segunda o dono dos talentos. Ambas as personagens ilustram a identidade de Jesus.

Conclusão simples: Esperamos o Messias voltar, por isso não podemos negligenciar a presença do Espírito Santo em nossas vidas (óleo) e muito menos sermos omissos quanto ao que fomos destinados a fazer.

O que fomos destinados a fazer?

A terceira estória antecipa a própria comissão da missão cristã. Essa parábola fala sobre o julgamento das nações, onde as pessoas pelos atos que tiveram em relação às demais pessoas seriam julgadas. Os indivíduos que se posicionaram na missão cristã (AMAI AO PRÓXIMO COMO EU VOS AMEI, frase de Jesus Cristo) ouviram:

“Quando fizeram por um destes, fizeram a mim”

Estes herdariam o céu, os demais por omissão estariam encrencados. Em ambos os livros, Mateus e Marcos, o final é descrito pelo colóquio de Jesus com seus discípulos. Onde mundialmente são reconhecidas as últimas indicações missionais dadas por Jesus. Todas voltadas para o ser humano.

Conclusão da parte 01:

Quanto menos olharmos a Terra e as pessoas que moram aqui, menos perceberemos a necessidade, já previamente exposta por Jesus, de ajudarmos e amarmos uns aos outros. E fazer um olhar tão mesquinho assim não me parece ser a vontade de Jesus. Reflita.

Tem mais, muito mais sobre esse assunto, vale passar aqui no sofá semana que vem... na Parte 02.


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 Por B. Lobo

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Ele é o Designer de Interiores






Por Gilssandra Bispo




Vivi uma experiência única com Deus. Ele me ensinou que mexe no meu interior com arte, combinando as coisas, buscando harmonia.Ele trabalha para combinar tudo, arrumar espaços para as coisas que precisam ser encaixadas nas nossas vidas, só Ele sabe trabalhar a nossa estrutura, só Ele pode entender o lugar de cada coisa, e só Ele pode explicar o por que delas estarem em determinado espaço.

Ele sabe como trazer a cor perfeita, a luz perfeita...

Estive há alguns dias na loja do shopping casa park, Tok Stok, e foi lá que Deus falou comigo, Ele chamou minha atenção para a perfeição de cada espaço planejado, cada cozinha, sala, quarto, que estão expostos naquele lugar para encher nossos olhos e no meio do meu passeio guardei na memória cada detalhe. Em casa quando o meu Amor me deixou, fui orar, e Deus me disse algo:

Só eu sei o lugar de todas as coisas na sua vida, o que pode combina, e o que pode estragar a sua estrutura. Só Eu tenho a sensibilidade de perceber o que realmente você precisa ter ou o que deve ser lançado fora por não combinar com contigo e nem com meu propósito em sua vida. Eu sou seu designer de interiores....

Deus não exagera, Deus não excede, Deus não edifica sem propósito, Deus não decora sem objetivo, Ele é perfeito. Ele sabe exatamente o que esta fazendo em nós, não podemos interferir, pq aquilo que julgamos ser bom, ou agradável, pode estragar a decoração do nosso design de interiores.

Levei minhas discípulas lá na Tok Stok, e mostrei a elas o Deus de excelência e da arte, no que diz respeito a fazer de nós obras perfeitas de suas mãos!




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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Exemplo de Perseverança

Texto retirado do site www.underground.org.br




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A igreja perseguida é sempre fonte de grande motivação pra mim. Guardo na memória diversos testemunhos de fé, força, superação e provisão divina de cristãos perseguidos. Sempre me impressiona – e acho que sempre vou ficar impressionada – com o grau de resistência de alguns cristãos, sendo eles tão... Tão comuns!

Porque esse é um fato que sempre me choca quando me deparo com um testemunho que me toca mais a fundo: aquele irmão ou irmã é parecido comigo. Ele não é um super cristão. Depende de orações como eu, precisa alimentar sua fé, precisa exercitar seu relacionamento com Deus, precisa resistir ao pecado. Assim como eu.

A bíblia diz, em I Pe 8,9: “Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar; Ao qual resisti firmes na fé, sabendo que as mesmas aflições se cumprem entre os vossos irmãos no mundo”.

Essa passagem me deixa intrigada. As outras passagens que falam sobre a unidade do corpo de Cristo não me intrigam tanto, porque eu imagino logo em me por no lugar do outro e sentir a dor dele, e assim entendê-lo, e ser um com ele. Mas estarmos passando as mesmas aflições, em contextos tão diferentes, isso me escapa. E peço pra que Deus me faça entender, porque é aí que certamente está o trecho mais maravilhoso da passagem.

O exemplo dos cristãos perseguidos sempre nos ensina alguma coisa. Aprendemos a ser cristãos melhores, mais fortes, perseverantes, tolerantes e corajosos, entre muitas outras características que você também poderia citar pensando no que sua vida mudou depois que você conheceu a igreja perseguida. Tudo isso sem que você tenha sofrido o mesmo tipo de perseguição que eles.

Mas, de alguma forma, nos identificamos com algumas das histórias da igreja perseguida, porque temos nossa própria cota de sofrimento que sempre será semelhante em certos aspectos da vida cristã, como na prática do perdão, no exercício da fé e no nosso relacionamento com Deus, entre outras questões tão delicadas quanto essas. Estamos unidos aos cristãos perseguidos nos seus sofrimentos não só quando nos colocamos no lugar deles e tentamos entender uma experiência específica, mas também nos desafios cotidianos que enfrentamos como cristãos. Por isso, os testemunhos deles nos fortalecem porque nos impulsionam a orar e, ao mesmo tempo, nos ensinam tanto.



Autor: Juliana Suzuhara (@jusuzuhara)





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terça-feira, 24 de maio de 2011

Série Quem é Você? #9

Jesus está vivo! Sério, onde? Jesus responde suas orações! Sério, porque não respondeu a de ontem a noite? Jesus te ama! Poxa vida podemos dar um nobel por isso?

#9 Como vossos poetas já dizem...

Quando eu era pequeno aprendi uma história: "Se eu não for um bom menino, Deus vai castigar" (Zé Ninguém, Biquini Cavadão).

Quando eu era adolescente ouvi dizer que Ele era o designer dos destinos.

Bem certo, na juventude ouvi dizer que poderia eu mesmo ser Deus ou que ele na verdade nunca existiu.

Hoje me perguntei porque tantas opiniões sobre Deus? Bom, na verdade acho que não são várias opiniões sobre um Deus. Porém, uma opinião para cada Deus conhecido.

Jesus Cristo disse que só ele poderia ser o primeiro a definir de verdade a Deus, afinal ele tinha conhecido ele pessoalmente. Mas qual Jesus? O Jesus que apareceu na história contando lendas e foi morto, após ter sido gerado de um possível estupro de um soldado? Ou aquele cara que estudou tanto a lei que foi tomado por mestre e imortalizado pela imaginação dos discípulos? Ou aquele filho de Deus que veio perdoar pecados e resgatar os homens, (afastados?), de Deus? Ou ainda aquele que ressucitou? Ou ainda aquele que ressuscitou, foi pro céu e ainda vai voltar? Ou aquele que fez tudo isso e deveria ter voltado sábado passado?

Sabe acredito que cada povo tem o Deus que merece. O Jesus que mais lhe convém ou os deuses e os messias que achar que precisa para pacificar sua conciência.

Uns são sensitivos e tem experiências. Outros são racionais e tem revelações. Outros querem abstrações. Há um Deus para cada humano. Há um messias para cada pecador. Há uma religião para cada necessidade.

Na boa? Acho que aquela pedra nunca saiu do sepulcro de Jesus. Ou que ele nem entrou lá! Você acredita nisso? De verdade? Vou ter que sorrir de você e me sentar do seu lado. Pois eu também acredito. Tentei não acreditar e ainda estudo a história para tirar a "prova dos 9" para saber se é ou não verdade essa história. Mas eu acredito.

Não acredito no papo "Ele é seu Senhor, submeta-se!". Acredito no Jesus irmão. O "Senhor" foi medieval, foi daquela época. Acredito no senhorio de Cristo! Mas não nele como esse tal Senhor. Se ele nos chama irmãos e amigos porque preciso me portar a ele como servo? Sei que ele é meu Deus e reconheço seu senhorio, mas não um lado macabro de um Rei feudal que dá ordens arbitrárias. Acredito no senhorio do rabino que caminhou dando direcionamento e abraços ao mesmo tempo. Que observou os lírios e disse que há poda nas árvores, mas que há jardineiros que pedem mais tempo para as árvores frutificarem.

Jesus morreu há muito tempo. Mas deixaram a pedra na porta do sepulcro. Afinal as pessoas queriam um Messias. Ele foi Messias. Mas queriam um Rei. Ele foi. Mas não o aceitaram como irmão. Muito menos como amigo. Insistem em lhe chamar de Senhor. Mas ele disse: "E dirão: Senhor, Senhor! Fizemos isso e aquilo em seu nome". Porque isso? Oras, porque você insiste em negar a família para ser escravo? Pedir perdão ao invés de ser perdoado? Viver martirizando a santidade ao invés de ser tomado pela graça?

Escritor em qual Jesus você acredita?

Eu acredito no Jesus que saiu do sepulcro e acredito que o que saiu foi o mesmo que entrou. Santo, amoroso, Rei, Deus, Senhor...AMIGO E MEU IRMÃO.

Posso escolher o Jesus que dá dinheiro. Ou aquele que cura. Tem aquele que ama e é libertador. Ainda há o Senhor. Não quero escolher um Jesus que me convém. Quero aceitar o que existe, quero acreditar no verdadeiro e não no que me agrada. Para ele peço ao Espírito Santo que me guie. Peço que não me permita deixar a pedra no sepulcro impedindo o verdadeiro de sair por um clone mais pós moderno vir me dá as mãos.



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sábado, 21 de maio de 2011

Uma bomba do tamanho do globo por favor?!

Meia noite e vinte e cinco e o mundo ainda não acabou, então dá tempo de escrever mais um post.


Já citei aqui sobre a vontade irremediável das pessoas de acabarem com tudo. E sabe de uma coisa... também queria acabar com tudo.


Uma bomba do tamanho do globo por favor!?


Onde eu almoço, a copa da empresa, resolveram colocar uma televisão. Confesso que não gostei nem um pouco. Antes conversavamos muito mais e riamos das histórias da vida de cada um. Agora aquele tubo de elétrons capta as atenções e o máximo que fazemos é ver os simpsons e depois um telejornal regional.

Ás vezes brigamos, outras concordamos com as matérias, todavia, o fato é que o jornal só passa notícias ruins. E quando na pauta se coloca uma notícia razoável, o infeliz do apresentador consegue fazer um comentário, desnecessário, de baixa estima. Ou seja, o almoço acaba pegando um ar sombrio e chato.

Afinal as coisas andam tão mal mesmo, tudo bem que não gosto de ficar ouvindo sobre isso, mas que eu posso fazer para resolver? Colocar uma bomba no globo e ajuste do botão de time em 15 segundos?

Se você tiver uma bomba para fincarmos no meio das ruínas maias ou no stonehenge que detone o planeta então vamos nessa!

Caso o contrário o que faremos?

Minha sugestão:

Primeiro, não assista esses telejornais.

Segundo, não discuta as reportagens do jornais.

Terceiro, decida-se! Ou você se importa com os problemas do mundo e das pessoas, OU NÃO!

Se não se importa, não fique achando que o restante do texto vai te acusar. Não se importa, então não se importa. Siga sua vida, seja bom com as pessoas (porque mesmo não se importando com elas você irá precisar delas), faça suas metas, destrua suas metas, refaça as metas, viva cada dia bem, e morra feliz com o que tiver alcançado.

Se você se importa, então vai ter que realmente fazer valer isso.Se importa com o que?

Pobreza? No mínimo dê esmolas, junte suas roupas antigas e leve para doação, comece a ser paciente com os analfabetos, ache uma ONG. Ajude pelo menos com recursos financeiros.

Injustiça e afins? Bom, defenda as pessoas. Comece a colocar a cara para bater.

Natureza? O básico, pare o desperdício. Depois, sua conduta vai tirar a fama de ecochato e terá voz para ensinar outra pessoas.

Coisas espirituais? Ame. Sem amor é tudo lixo.

Outras coisas...bom, sempre tem o básico. Depois o intermediário. E enfim o díficil. Se não podermos explodir o mundo só nos resta duas opções:

Ou você se importa

Ou admite que não tá nem aí e para de balela.

00:40, o mundo não acabou. Acho que dá tempo de dormir.



Boa noite.

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terça-feira, 17 de maio de 2011

Série Quem é Você? #8

Ele acordou sozinho e teve que trabalhar. Não era nenhum dia de trabalho, era o fim de semana. E entusiasmado começou... A garganta ressacada anunciou uma terrível inflamação. Embrulhou o estomago depois do almoço e se dopou com os comprimidos para resolver a situação.O quarto se tornou escuro pelo cair da tarde, a meia luz trouxe uma sensação de tristeza no coração.

Engraçado como as pessoas vivem sozinha nessa era pós-moderna. Muitos moram sozinhos, outros tantos chegam à velhice sozinho. Outros vão morar longe da família, em outros estados. Outros vivem em relacionamentos, mas continuam sozinhos em suas casas. Outros tentam se juntar, mas parece que continuam sozinhos mesmo em uma casa cheia ou uma república alvoroçada.

Ligou o som do CD Duals do U2 e viajou com seus pensamentos. Desejou muito ter uma mulher para lhe acompanhar, mas apesar de querer muito um relacionamento, não queria nada momentâneo ou desinteressante. "Cadê as mulheres interessantes?" perguntava-se. Ficou triste desenhando o final do seu trabalho.

O que me indigna mesmo é que a solução da tristeza não é a alegria. Nem a solução da solidão o acompanhamento. O que nos faz tristes e solitários é determinado por causas tão variadas que é impossível lhe receitar uma solução.

Ouviu na letra de uma música o nome Jesus (the wanderer, U2) e foi buscar a letra. Que por coincidência era algo que fazia parte dele. Sentiu saudades, sentiu um sentimento de amor. Sentiu que queria estar perto dele. Sentiu ele. Por um momento na solidão sentiu alguém, que lhe era mais que físico era de dentro e de fora de si mesmo. Sentiu-se feliz. Sentiu paz. E a noite chegou. A tristeza aumentou na escuridão. Embora soubesse que estava perto de alguém que era só chamar para que sentisse novamente e se quisesse continuamente aquela sensação que sentirá a pouco.

João 14. Ele prometeu não nos deixar órfãos (sozinhos e sem parentesco). Ele prometeu estar conosco pelo seu Santo Espírito. Ele disse que nos daria paz, não a que costumamos pedir para nosso povo, uma outra que é indefinível, pois só pode ser sentida. Aprecie o capítulo, entenda. Boa semana.

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sábado, 7 de maio de 2011

Walking Dead

Hoje comecei a ver uma série chamada The Walking Dead. Interessante. O piloto dela sugere o tema, batido a bessa, todavia uma abordagem cativante.

O personagem principal leva um tiro e fica em coma no hospital. Quando ele acorda a cidade foi transtornada, tudo destruído, sua mulher e filhos e um montande de pessoas sumiram. Outros muitos no chão mortos, e os que não foram totalmente abatidos viraram zumbis. Contado parece tosco. Sim. Baixe o piloto e virará fã da série.

O que isso tem haver com esse texto? Bom, tanta gente fala que estamos no fim do mundo. Que pelas coisas que acontecem realmente o mundo está destruído. E todo aquele blá blá blá. Muitos ousam até dar datas para o "the end", todavia ninguém acertou ainda.

Bom, estou firmado no seguinte pensamento: As pessoas amam o caos! Querem destruir tudo, os outros, julgar, leis e quando ferem sua opinião resolvem lutar pelos direitos de expressão. Pura hipocrisia.

Todavia, não são passeatas, leis, comportamentos, destruições, catástrofes que deveria nos assustar quanto um "deadline" do mundo. Jesus disse no livro de São Mateus que coisas horrendas, guerras, terremotos aconteceriam sempre. Isso não marcaria o fim, pelo contrário, marca o começo. Comportamentos e cultura não marca o fim. No mundo tudo se repete, as leis que já se aprovam hoje, já marcaram grandes épocas da história. Tudo é um ciclo. Isso não marca o fim. Marca o meio.

O que marca o fim? Jesus disse, "quando o filho do homem vier achará fé na terra?".

Quando ele vier. No fim. Ele vier, uma ação, um verbo. Futuro. Quando ele VIER.

Isso marca o fim. A fé. Ele não disse que a fé acabaria. Ele perguntou se a acharia! É importante esse detalhe. Há também outra importante consideração...

Algo iria diminuir! Jesus disse: "por se multiplicar a iniquidade o amor de muitos se esfriaria".

Onde está a fé? Onde vemos o amor esquentando corações?

Fé não é radicalismo. Amor é ação.

Por ver a iniquidade muitos acabaram esfriando o amor e tomando em suas mãos as armas. Vingança. A luta por seus ideais.

Encontrar a fé implica em colocar em prática o amor. Só tem amor esquentando seu coração quem ainda tem fé de que a iniquidade pode recuar. O fim é marcado pela diminuição do amor e o colocar a fé em dúvida, a ponto de ter que procurá-la.

Sem mais... reflita você mesmo! Siga o som da adoração.............


Bom final de semana...\o

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terça-feira, 3 de maio de 2011

Série Quem é Você? #7




O contador de histórias...


Mas um dia no Oriente Médio. Na época em que provavelmente os rumores políticos de Roma incomodava os bons judeus, que tentavam as margens do mar da Galiléia pescar alguns peixes. Jesus ia e vinha pelas estradas de chão em toda Judéia e Samaria, caminhava um pouco além e retornava a visitar outros e os mesmos povoados hebreus.

Imagine um homem de trinta anos que estudou o necessário e trabalhou tal qual os proletariados do século XX. Um homem que provavelmente estava surrado pelo clima áspero da região.

Suas viagens eram muito cativantes e imagino um homem extremamente silencioso pelo caminho, seu olhar percorrendo os lírios, observando as aves, vendo ao longe as montanhas. Entrando nas cidades e vendo os costumes e as culturas, que pelos adventos já se misturavam umas às outras. Ele havia sido carpinteiro, agora era profeta itinerante. Lembrava, certamente, da sua mãe ordenando as coisas em casa e de seu pai meticuloso no manejo da madeira.

Aquele saudosismo todo era expresso pela visão dos jovens carregando coisas para seus pais pelas ruas e outros brincando e se escondendo dos afazeres. Era de se entender que com atmosfera nada sutil do lugar a preguiça tomasse das pernas aos cabelos cada jovem que se encontrasse por ali.

Daí então, no meio de uma conversa que se tornava muito tensa, as memórias lhe faz sobrepor um exemplo sobre o debate que se seguia...

"Havia um homem que tinha dois filhos. Chegou-se ao primeiro e lhe mandou cuidar do campo. Este prontamente disse "sim", mas quando o pai se afastou continuou por ali deitado sonolento por seja lá qual motivo fosse.
O mesmo homem ao andar pela casa encontrou o segundo filho. Chamou o mesmo e lhe mandou cuidar do campo. Sentindo o tamanho desconforto para realizar aquilo disse ao pai um grande "não" e se foi de volta ao quarto. Porém, ao estar no quarto fazendo qualquer coisa que nem era importante, acabou por sentir que estava errado e levantou-se e foi cuidar do campo."

Jesus ao contar isso viu que os jovens estavam prestando atenção, afinal seus pais estavam lhes cutucando enquanto ouviam a história, bem junto a eles ficaram os mais velhos também pensativos sobre o discurso. No contexto da história, toda a narrativa dirigia a uma interpretação mais firme, mas ilustrando sutilmente a história vemos a construção dos personagens revela algo que era fato que ia além de um improviso expontâneo.


"Qual dos filhos agiu corretamente?"

Obviamente todos criticaram o primeiro filho por dizer não, embora no final dessem para o mesmo os parabéns pela obediência.

Acredito que o Mestre quis contar uma história que pudesse ser percebida diferentemente, analisando o ponto de vista de cada personagem. Ressaltarei apenas um, os outros ficam ao critério de vocês... e a história como um todo vale a pena ser lida depois para entender que essa cena quis dizer algo mais.





Descontruindo uma personagem da história...



O pai bem sabia que nenhum dos filhos estava disposto a fazer a tarefa. Mas chamou os dois para a mesma coisa. Não quero criticar o primeiro filho, apenas dizer o seguinte...

Nosso Pai conhece nossos corações e sabe que lhe queremos e iremos dizer-lhe "não". Vamos negar fazer, mudar e executar algo. Todavia ele sabe que mesmo troncudos e marrentos nosso coração ainda se comove ao ouvir sua voz. É por isso que mesmo sabendo que estamos relutantes em mudar ou fazer ele vem e nos comunica algo. Ele confia em nós mesmo com nossos defeitos, por que no fundo, no fundo ele sabe que ouviremos o Espírito Santo e com sua ajuda poderemos fazer algo. Não faremos porque Ele nos pediu (não somos do tipo puxa-saco). Nem porque somos bons (afinal não somos). Faremos por amor. Ele nos amou, nós o amamos. E a bíblia diz que o amor cobre multidão de pecados. Não importa nada nessa vida a não ser o amor. Enquanto não tivermos medo de amá-lo mesmo sendo os filhos que dizem "não" estaremos sempre dizendo "sim". Porque não são nossas palavras e nossa cara emburrada que grita, e sim nosso coração. Danem-se quem pensa ao contrário, ele confia em nós porque sente o amor.

"Mesmo se formos infiéis ele permanece fiel...". Infidelidade não afasta Deus. O "não" não afasta Deus. O amor nos faz ser da família. E faz dele ser nosso Pai.

Acredito que algo assim, dentre tantas as outras coisas, o contador de histórias quis dizer no meio de pequenas frases.


Reflita, leia o texto e deixe que a história se revele a você. Tenha um bom almoço...=D



p.s: Referência São Mateus 21.28-31


p.s2: A postagem saiu atrasada, por que o agendamento de publicação não funcionou...kkk...desculpas...\o

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