segunda-feira, 20 de maio de 2013

O complexo de messias

Quando eu era mais jovem eu sonhava em salvar o mundo. E já salvei de diferentes formas, em vários sonhos acordados, desses que se fala sozinho enquanto a imaginação corre solta durante a espera do sono. E nunca economizei em sonhos, sonhei em resolver os problemas da nação, das crianças de rua, dos viciados, dos perseguidos, da economia, das guerras. Já imaginei inúmeros projetos, alguns cheguei até a planejar por completo. Sempre quis dedicar a minha ridícula vida para que alguém tivesse uma que não fosse em nada ridícula. E hoje, como todo mundo percebe cedo ou tarde, descobri que a vida não favorece sonhadores. Ela é cruel. Sim, a vida é cruel. E dizer isso me fez ser o mais pessimista entre todos os meus amigos e inimigos. E, na boa, hoje sei que isso pode salvar minha vida.

Já fiz todos os discursos ideológicos possíveis, já fui um dos mais politizados adolescentes de minha época e para dar crédito ao paradoxo da vida, hoje trabalho em uma profissão capitalista que enriquece pessoas através do incentivo ao supérfluo de outros (na maioria das vezes é isso). O que mudou? Aceitar a realidade. Não dá pra levantar nenhum dos projetos que um dia imaginei sem recursos, como os meus jogos na mega-sena ainda não deram resultados só dá pra trabalhar como prole e tentar fazer o dinheiro render. É quase impossível ser relevante na sociedade sem o networking adequado, se você não vender sua alma para isso, precisará trabalhar e conhecer pessoas como ninguém. Em um eterno "provar que você é capaz" para o resto da sua vida. Então, posso hoje ser o sonhador mais pessimista do mundo, todavia, reconheço que certas lutas nunca serão ganhas e um trabalho bem feito tem que ser relevante para o todo.

Respeito o trabalho um por um, acho que ele pode e é importante. Acho que não adianta dar cidadania se o cidadão vai morrer de fome antes de terminar o ensino médio. O equilíbrio é a política estatal que promove um e o outro. A sociedade que inspira o bem e contém o mal. O jurídico que reconhece o inocente e não salva o injusto. E por ai vai... Para não extender, a violência não irá ter fim. O mal não acabará. A família está fragmentada. A sociedade (a começar pela brasileira) está em crise. A democracia é uma ilusão. E o mundo caminha de uma forma moderna e tecnológica o mesmo caminho que percorre desde que existe. Reconhecer isso é o primeiro passo para começar o trabalho. Como diz uma música da Zélia Duncan, "Desse trauma de ser Cristo, deixa disso. Vira o disco. Deixa". Não somos salvadores do mundo, nem da humanidade. Podemos ter nossos sonhos realizados, sim! Mas com o pé no chão! Lutando, com garra e força. Só assim, pensaremos em soluções que podem impactar milhares, salvaremos um a um e quem sabe...muito quem sabe, poderemos salvar uma parcela do mundo da tão cruel vida, que nunca será tão cruel enquanto estivermos preocupados só com o status no Facebook ao invés de dar uma boa olhadinha no dia a dia dessa bola azul.

terça-feira, 23 de abril de 2013

A Bíblia, 2 versículos e deixa pra lá.

As opiniões sobre a Bíblia são controversas, alguns vivem dizendo que: "São o que a Bíblia diz que eles são, que podem o que a Bíblia diz que eles podem", outros beijam o livro e dizem: "Crer até nos mapas", ainda há os que acreditam que seja um grande livro de metáforas com pedaços da voz de Deus nas entrelinhas, e por fim há os que a vêem como um livro histórico de um religião velha e decadente e deve ser ignorado. Bom, independente do que se crê uma atitude permeia todos eles, todos selecionam o que querem e o que aprovam suas atitudes ou seu modo de ver a vida.

Assim alguns dizem que sofrer é bom, outros que nasceram para a prosperidade, há os que falam de amor incondicional, uns sobre como vingar-se é uma possibilidade dada por Deus, surgiu pessoas que aprovaram o casamento gay usando a Bíblia e outros apoiam a não divindade de Jesus. Onde eu quero chegar? Se você tiver paciência e ser genioso você pode provar o que quiser com a Bíblia.

O que me dá medo são os seguintes versículos:

Pois virá tempo em que os homens não suportarão a sã doutrina, mas desejosos de ouvir coisas agradáveis, cercar-se-ão de mestres segundo os seus desejos,
e desviarão os ouvidos da verdade e se aplicarão às fábulas.
2 Timóteo 4:3-4

Ultimamente eu sempre penso sobre isso, "Será que não estou procurando gente que fala o que eu quero?". E acho que essa pergunta é sempre interessante para se fazer. Será que nosso caminho é mesmo o melhor e dos outros errado? Será que dizer que os outros estão errados não é a forma errada de estar certo? Se o amor é a medida de equilíbrio por que nos cercamos dos verso da Bíblia que nos empunha as armas para a batalha? Será que faremos tudo o que ela diz? Será que o que ela disse é para nós vivermos hoje também? Será que usaremos histórias narradas como profecia e tempos antigos como metáfora para promulgar nosso modo de pensar?

Deixa pra lá... vou dar um tempo de escrever. Tenho visto tanta coisa ruim e errada sob uma camisa do "nós que estamos certos". Que me cansa. Já foi difícil vencer o ódio que a vida me acorrentou. Agora, se conselhos não bastam e todos estão certos. Boa guerra! Por que eu me manterei em paz. Deixa pra lá...

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Desabafo rápido...

Ás vezes eu me canso das pessoas. Pensa bem, sempre tão alienadas, tão babacas. O mundo indo pro ralo e todos vivendo a mesma paranóia social.  Você tenta gritar: "Acordem! Esse é o caminho do precipício  Eu mal consegui sair daqui, voltem!". E elas olham para você, com aquele ar orgulhoso, soberbo e prepotente que você mesmo já teve, e dizem: "Não se preocupe, sabemos o que fazemos. Isso não será assim conosco!". E como diria o brilhante Lulu: "Assim caminha a humanidade, em passos de formiga e sem vontade".

Escrever isso me faz parecer um pouco sociopata... é, eu sei. Mas, se parar para pensar friamente somos apenas o vírus do planeta. Consumimos orgulhosos todos os recursos, nos matemos, nos traímos, somos o pior animal que deveria ter adquirido a consciência. E admitir isso não me faz ser sociopata mas sim o único entre tantos que reconhece que somos um projeto falido  Os cientistas já dizem de explorar o espaço porque aqui não teremos mais como viver, e ainda assim continuamos. Saiu uma reportagem recente dizendo que uma pesquisa no Brasil comprovou que nós sofremos de ócio coletivo, "se ninguém reclama não serei o primeiro a fazer isso", então ninguém se levanta para tirar corruptos e buscar concertar as coisas. A não ser que a mídia proponha tirar um qualquer irrelevante em prol de uma suposta causa enquanto faz toda uma manobra por traz. A manada se levanta e segue como um bando de estúpido que não consegue discernir nem a direita nem a esquerda.

Estou cansado de lidar com todos esses sentimento e ser influenciado por eles, me odeio ao olhar no espelho e ver que esse comportamento humano me têm sequestrado. Não sei se esse é o problema do Brasil e em algum país mais decente as coisas são diferentes, mas o fato de estar aqui me dá um descrédito geral. Não veja mais saída, nem a religião, nem a filosofia, nem a fé na humanidade. Será que Deus ainda nos ama? Será que ele não foi criar tudo novo lá em Plutão? Já não acredito em ouvir respostas. Sei lá... é como se a gente tivesse em um aquário gigante e por mais que alguém bata no vidro ainda somos peixes idiotas que vivem ali achando que não tem mais nada fora daqueles centímetros quadrados.

p.s: desculpem a escrita e concordância mal feita... foi só um pensamento pra tirar da cabeça.

terça-feira, 16 de abril de 2013

O mundo dos Corajosos Covardes!

Eles falam com vigor, olham para frente e ameaçam dizer isso e aquilo. O sangue ferve nas veias do corpo e os olhos alargam a face. "Sim, ele está falando sério!", pensa você com um pouco de apreensão do que aquela pessoa pode fazer. Aconselha a ter calma e recebe uma bruta resposta em troca. "Aquele Fulano é isso...", "O Beltrano vai ouvir tudo isso se me disser aquilo...", "Vou fazer isso e aquilo quando tal coisa acontecer...". Promessas e ameaças percorrem os humanos mais corajosos até...

O tempo tem essa propriedade. Revela o que as pessoas realmente são... covardes. A tal coisa acontece, Fulano diz aquilo outro e na hora do vamos ver, aquele ser que prometeu ônus e bônus muda do vinho para a água, falta pedir desculpas ou até pede e fica todo ressentido. Tenho vontade de lhe apontar o dedo na cara e dizer: "Covarde, desgraçado! Você não disse que ia fazer tudo aquilo?". Mas me pego tendo apenas dó dele, assinto com a cabeça e guardo meus pensamentos para mim, afinal é triste desmanchar alguns castelos de cartas.

Esse é o mundo de hoje: indiretas e ameaças. Fofocas e mitos. E no fim das contas, os covardes se reúnem entre si para se consolar aprovando um a atitude do outro. E se confirma o ditado... Cão que ladra não morde. Tenho medo dos que escutam, dos que olham no seu olho e dizem algo sem alterar a voz, sem revelar medo ou inquietação. Esses são perigosos... os sinceros! Porque a última vez que fui deixado para trás foi bem após a frase: "Tamo junto, amigo!". Desde então aprendi a não confiar nas palavras e procurar no olhar a verdade sobre o que é feito de verdade o espírito de alguém.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Chuva

Estou em uma cidade que chove bastante, porém, sempre em determinada época. Daqui a um tempo as chuvas param e ficamos por volta de 100 dias sem uma gota de chuva cair do céu. Portanto, por mais que a chuva seja incômoda, em algumas momentos, não há nada melhor do que aproveitá-la ao máximo. Tomar um banho de chuva, correr e brincar (independente de quantas dezenas de anos você já alcançou) e o que seria mais interessante observar as pessoas na chuva.

Lembro que em meus banhos de chuva gostava de andar pelos lugares mais encharcados e olhar ao redor o pavor das pessoas de se molharem, muitas se encolhiam como bichos acuados em paradas, outros tentavam correr para se molhar menos (triste ilusão), outros apenas praguejavam. Mas o que me divertia era ver a reação dos seus rostos quando elas me viam ali, caminhando calmamente embaixo de um temporal, cantando, rindo ou falando sozinho. Louco de uma lado e loucos de outro.

Ás vezes somos tão abitolados em nossas vidas que esquecemos que somos parte da natureza, somos tão defensores modo humano de viver que deixamos para trás o quão parte de nós é o planeta. Não é atoa que as pessoas esqueçam de se relacionarem, ou essa relação se torne fria e desinteressante, pois quanto mais nos fechamos no nosso mundinho mental, nos distanciamos do mundo real, da percepção de que a vida se constrói no agora e que mesmo não tendo dinheiro algum (ou o objeto desejado por você a anos), ainda há ar, amor, pessoas, Deus (se você acreditar que Ele existe), compartilhamento e o mais importante: tempo. Tempo para aproveitar a chuva no meio da rotina e fazer da rotina menos "rotineira", afinal, se você olhar pro lado, nenhum dia nesse planeta é igual ao de ontem, uma nova pintura a cada hora, só você que vive a mesma coisa sempre em frente a tela desse computador.


segunda-feira, 1 de abril de 2013

Dúvida

Entendo o sentimento de dúvida. Ele se apresenta de forma carinhosa e ingênua e dele parte a sabedoria e a curiosidade do conhecimento. E, de certa forma, isso é verdade. Porém, esse sentimento só é útil para construção quando o fim dele é o conhecimento. Quando não, ele se torna justamente o oposto, o contraponto, a âncora que puxa à destruição. Destruir o que? Você iria construir algo, buscando o conhecimento a partir da primeira dúvida, só que não encontrou. Mas a dúvida não recua um só passo e essa exposição faz com que ela se torne uma espécie de ácido, quando estagnado corroe rapidamente.

Entendo o sentimento de medo que vem da angústia dessa corrosão, ele vai destruindo as bases e ampliando a ansiedade das não-respostas. Portanto, compreendo a negação de Deus, a falta de compreensão do amor e a ressignificação de conceitos antigos, por exemplo o da família. Isso se dá pelo simples fato de que quando você não encontra as respostas dá início às perguntas. Quando ninguém as responde você começa a desconfiar de que talvez não haja.

E por fim, esse momento pede uma escolha para dois caminhos:

- Acredita, sem provas, e quase cegamente continua.

- Nega a existência de algo e parte para a busca de um oposto que substitua, simplesmente, aquilo que não foi respondido. Ou seja, aceita o fato de não encontrar o objeto que responderia a dúvida e segue adiante.

Qual o certo? E o errado? Bom, depende de você e como construiu seu modo de pensar no decorrer da vida. Complicado...

segunda-feira, 25 de março de 2013

Queda Livre

A sensação do vento na cara e o corpo se tornando leve sem importar o quão pesado realmente está, isto é queda livre. Só quem já caiu de uma altura considerável pode entender essa sensação, o momento em que o corpo perde o chão fixo e eleva os batimentos cardíacos, os olhos ficam esbugalhados, a pele sofre o atrito do ar e de repente você tem a falsa impressão de estar voando. É bom, é gostoso. Mas, o fundo se aproxima, o chão é certo. Todo aquele momento há de ter fim, em abrupto susto de ansiedade pela salvação.

E quando se fala de salvação é memorável o olhar para cima, como se das nuvens pudesse vir algo e te segurar. E sempre em uma dessas visões, como uma Madonna segurando um brilhante Jesus, é possível ver alguém. Pai, Mãe... Deus?! A silhueta contra o sol faz ser impossível diagnosticar. O certo é buscar na lembrança quem estava perto de você, quem te alimentou, quem te levou até ali e... quem foi mesmo que te empurrou?

Sim, nem toda queda livre é realizada por vontade própria, com pará-quedas nas costas a partir de um aviãozinho controlado. Ás vezes a queda livre é por vontade imprópria, imposta. E quem te empurrou mesmo? Sim, foi o ser que você mais confiou. Mas, isso não faz diferença agora, quem está caindo rumo ao fim é você. O jeito é se revirar, perceber que o ar bate no seu corpo e muda sua direção. Esticar seus membros e ver que eles podem planar, sobreviver implica em mover-se e isso faz você voar. Subindo de novo ao ponto em que caiu e ver que, para se fazer valer como uma águia, foi preciso ser lançado. Aprendendo a simples lição da vida: nem sempre amar é estar junto e cuidar é levar nos braços, muitas vezes o "não"e o "abandono" é a melhor forma de mostrar aos seres vivos que eles podem ser... o que eles quiserem ser.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Ressaca moral

Paulinho foi dormi com aquela baita ressaca moral. Tinha feito algo que não deveria ter feito e agora estava com aquele sentimento de remorso por conta disso. Não que ele se arrependesse daquele modo de falar  "putz, como foi ruim". Por que não foi ruim, foi bom, em certo sentido, apesar dos pesares que teve que passar. A questão aqui não é o que Paulinho fez e sim o sentimento que agora o perturbava, afinal, aquilo que o pobre fez não era lá bicho de sete cabeças se fosse perceber o contexto todo. Muita gente ainda por cima não tinha problemas de remorso depois disso. Mas, Paulinho por ter ouvido uma vez que isso era embaraço, agora não conseguia se livrar desse pensamento o julgando.

No outro dia esse sentimento ainda o perturbava. Vergonha. Ninguém sabia o que ele tinha feito, todavia, lá dentro da sua cabeça havia um martelo fixando o fato para que não esquecesse. A vergonha é algo notável, ela te amarra. Não que ela seja uma amarra de vida e sim que ela realmente te amarra a um marco imaginário. Você não se move. Fica nu diante da situação, envergonhado, sabendo que mover-se mais ainda te envergonhará.

Vergonha até permite você se aproximar das pessoas, entretanto, lá dentro de si você não se aproxima. "Será que se elas soubessem o que eu faço quando elas não estão por perto, ainda assim, ficariam perto de mim?". Então, a vergonha te distancia até o remorso passar, a consciência deixar de martelar e você se encontrar de novo bem. Até que... "putz, de novo". Mas um dia Paulinho ficou com ressaca moral.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Não valemos nada

Há pessoas que nos orgulham e há pessoas que, como nós, são pura decepção. E é hilário como por mais bom que possamos ser, ainda haverá uma pitada de "sacana" em nossa estrutura. Ainda seremos os filhos que não tem tempo para os pais, mesmo depois de terem dedicado a vida e a grana deles em nós. Somos aqueles que amamos muito, e vez ou outra não amaremos de volta o mesmo tanto que alguém nos ama. Podemos trair, podemos pensar em trair, o que já seria hipoteticamente uma traição. Usaremos nossos preconceitos, seremos rudes desnecessariamente. E, por ai vaí...

Costumo pensar que ingratidão é o pior dos males. Uma pessoa ingrata fere mais do que qualquer outra, pois ela usa tudo que lhe foi confiado e depois sem dar a mínima "toca o barco", deixando a outra pessoa em um vazio, ou como diria os adolescentes "no vácuo". Por isso, fico aqui pensando o quanto de maldosa ingratidão posso estar espalhando por aí. Por outro lado ainda permanece a questão: "Como não ser ingrato?"

E sem essa resposta acredito na impossibilidade. Por que seres humanos não conseguem não ser ingratos. Eles realmente não possuem esse código genético dentro deles. Pois, vez ou outra, iremos cometer qualquer atrocidade (por mais singela que possa parecer) contra alguém que jurará de pé junto que não deveria ser assim. Seremos consumidos por nossas paixões, nossa sede do novo, nossa utópica liberdade, vontade de sermos e dizermos o que quisermos. E, violando outras pessoas, manteremos firmes nossa bandeira de auto-expressão ou de ir e vir com liberdade. No fundo, toda expressão de ingratidão revela o egoísmo. Seja de quem agiu com ingratidão ou de quem sentiu a ingratidão com o desejo de receber a recompensa pelo retorno. Profunda dúvida permanece... "Ser ingrato, ser egoísta ou não ser humano?".

sexta-feira, 15 de março de 2013

Sorriso.

Há gente que reclama de sorriso amarelo. Como pode? Um sorriso é o caminho para a reconciliação, para a paz e o amor. Se sorrir mostrando os dentes já é contagiante, o sorriso de ampliar o rosto é emocionante e a risada é quase um abre-alas. Porque o sorriso amarelo não pode entrar na lista?

Calma, não se ofenda. Sorrir faz bem para a saúde, afinal, não sorrir é bem pior. Passe por alguém e comprimente e espere o retorno. Um olhar sério, balançando a cabeça, uma inclinação de sobrancelha tudo é relevante. Entretanto, o ambiente continuará formal. Sério. Tenso. Arrancar um sorriso em um ambiente assim é algo incrível.

E o sorriso? Tente ser amável com alguém assim. Tente de novo. Tente amanhã. Dê um presente. Peça perdão. Fale algo carinhoso. Seja gentil. Quando essa pessoa, depois de tudo isso, der aquele sorriso amarelo e sem graça. Uau. Que grande passo! Fique feliz, depois de um sorriso amarelo é sempre mais fácil encontrar o sorriso sincero e arreganhando os dentes. Por isso, sorria! Não para ser positivista ou positivo no dia. Sorria porque o mundo precisa de sorrisos para quebrar a solidez e mudar os corações.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Tristeza

Tristeza é como uma erva daninha. Não que eu saiba tudo de jardim para fazer essa analogia, todavia, pelo que dizem por ai essas plantinhas causam bastante problema. Acho que estar triste é como elas, crescem devagar entre o jardim e para arrancar é um saco. Estar triste para mim é diferente de ser triste, o que por sua vez é bastante distante de ser depressivo ou estar com sintomas depressivos. Mas, no fundo, se juntarmos tudo no mesmo pacote tenho a leve impressão de que todas essas coisas nascem da mesma forma.

Um acontecimento não muito bom, agraciado por um aspecto de desesperança faz brotar as mudinhas de tristeza no coração. E desesperança é o alimento da tristeza, quanto menos você acredita que a situação pode mudar mais a tristeza cresce. Quando os fatos cotidianos colaboram com a desesperança a tristeza vai afundando suas raízes. Acredito que é por isso que amigos são importantes, eles tem o poder de alimentar esperança e renovar as forças para se acreditar em uma mudança. Porque é justamente acreditar que algo pode mudar que altera o fluxo da tristeza.


Pergunte agora a alguém que esteja triste se é fácil assim! Ele vai baixar os olhos e pensar sobre o fato de você não saber nada do que ele está passando. Porque tristeza é uma raiz forte, ela vai fundo e quando se assenta, derrubar é coisa de outro mundo. Estar triste faz parte da vida, ser triste é um estilo de vida, estar com sintomas depressivos pode ser uma causa de médico e ser depressivo é um problema grande. Em todos os aspectos, acredito eu, tristeza nunca será algo bom. É por isso que as pessoas deviam ter um radar para detectar tristeza ao redor delas e combater. Não no intuito de proibir mas sim para trabalhar para vencê-la. Quem sabe ai amigos seriam mais eficazes, namoradas mais próximas, pais mais presentes, colegas de trabalho mais conselheiros. Entretanto, já diz o triste escritor para as nuvens da janela: "Ah, pobre pequeno! O mundo não é assim!".

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Silêncio

O silêncio é um caminho rápido para uma longa conversa. É como se toda dimensão das palavras coubessem mais no vazio do que na fala. Silenciar-se é expressar o máximo de si em uma atitude. O olhar caridoso dentro do silêncio de dois corações apaixonados, dois amigos que sem palavras dizem tudo, o vazio das palavras frente uma acusação, ou calar-se no íntimo do ódio.

Não falar amplia os outros sentidos e expressa sua opinião. Todavia, não falar quando deveria pode ser mais perigoso do que falar demais. Se as palavras forem ser subjugadas, a fala deve ser expressa pelos outros sentidos. O silêncio de todo o corpo traz a morte da comunicação e isso implica em separar-se. O silêncio que separa destrói a alma, todavia, o silêncio que expressa uma comunicação eleva a alma.

Portanto, ao silenciar-se. Lembre-se: do vazio brota elevação ou destruição. Sorte e azar na mesma moeda, jogá-la sem saber qual lado irá cair para cima é uma tentativa de vida dos mais tolos.

domingo, 4 de novembro de 2012

Série: Comentando o Sábio Mulherengo - #3

NeilsPhotography by Flickr

E assim caminha a humanidade, em passos de formiga e sem vontade. Já disse o poeta Lulu Santos. Essa vida nos atrapalha e é tanto cotidiano para um pessoa só que fiquei atrasado aqui. Façamos de conta que não estou, e seguiremos:

Eis os textos do velho mulherengo:

Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;
Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;
Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;
Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;
Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;
Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.
Que proveito tem o trabalhador naquilo em que trabalha?
Tenho visto o trabalho que Deus deu aos filhos dos homens, para com ele os exercitar.
Tudo fez formoso em seu tempo; também pôs o mundo no coração do homem, sem que este possa descobrir a obra que Deus fez desde o princípio até ao fim.
Já tenho entendido que não há coisa melhor para eles do que alegrar-se e fazer bem na sua vida;
E também que todo o homem coma e beba, e goze do bem de todo o seu trabalho; isto é um dom de Deus.
Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe deve acrescentar, e nada se lhe deve tirar; e isto faz Deus para que haja temor diante dele.
O que é, já foi; e o que há de ser, também já foi; e Deus pede conta do que passou.
Vi mais debaixo do sol que no lugar do juízo havia impiedade, e no lugar da justiça havia iniqüidade.
Eu disse no meu coração: Deus julgará o justo e o ímpio; porque há um tempo para todo o propósito e para toda a obra.
Disse eu no meu coração, quanto a condição dos filhos dos homens, que Deus os provaria, para que assim pudessem ver que são em si mesmos como os animais.
Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais, e lhes sucede a mesma coisa; como morre um, assim morre o outro; e todos têm o mesmo fôlego, e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma, porque todos são vaidade.
Todos vão para um lugar; todos foram feitos do pó, e todos voltarão ao pó.
Quem sabe que o fôlego do homem vai para cima, e que o fôlego dos animais vai para baixo da terra?
Assim que tenho visto que não há coisa melhor do que alegrar-se o homem nas suas obras, porque essa é a sua porção; pois quem o fará voltar para ver o que será depois dele?
Eclesiastes 3:1-22
Engraçado, anteriormente, o velho se embate em um pensamento sobre a validade de seu esforço, se perde no pensar que o acumulo de coisas é puro desperdício de esforço, pois provavelmente outro se beneficiará disso. Se pergunta do injusto e percebe que tolo ou sábio, ambos, passaram pelo mesmo fim. E ao pensar se Deus faria distinção sobre ambos ele chega na conclusão das etapas da vida.
Tudo tem seu tempo. Tempo disso ou daquilo. E sua pergunta prevalece... "que proveito há?". Não há nada melhor do que a cada pessoa ser concedido o prazer de provar do seu trabalho. Isso é o presente de Deus, desfrutar do próprio trabalho em vida. Porém, entre esses ensinos o velho disse uma frase, que particularmente eu gosto muito: "Tudo fez formoso em seu tempo; também pôs o mundo no coração do homem, sem que este possa descobrir a obra que Deus fez desde o princípio até ao fim". Ele diz que Deus colocou o mundo, em outras versões diz que colocou a eternidade, ou o desejo da eternidade. Sem que houvesse tempo ou possibilidade de compreensão para nós entendermos a obra de Deus. Fico pensando nisso, quem sabe essa frase faça nascer um post no futuro. Continuemos por hora...

Parece que o velho começa a compreender algo apesar de que o que mais o inquieta ainda fica vago. Os justos e injustos, justiça e injustiça. Ele quer acreditar que a morte sentencia igualdade a todos. Igualdade entre humanos e até equiparação com os animais. Todos morrem. Mas, essa definição de viver e alegrar-se de seu esforço em vida é o que interessa e, a injustiça de deixar o injusto para ser justificado só na morte, isso não foi respondido, provavelmente custou outra noite de sono ao velho e nos custará ainda outro post para ver onde esses seus pensamentos foram.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Série: Comentando o Sábio Mulherengo - #2

Neil. Moralee by Flickr


Se você chegou aqui. Primeiro, não ouse começar a ler esse texto sem passar pelo primeiro texto. Não é assim que se faz com uma série. Risos. Segundo, um bem vindo a você que leu o primeiro texto e resolver continuar essa saga de comentários sobre os textos de um homem que dormiu com mais de mil mulheres.

Eis, a continuação de seus textos e sua filosófica sabedoria:


Disse eu no meu coração: Ora vem, eu te provarei com alegria; portanto goza o prazer; mas eis que também isso era vaidade.
Ao riso disse: Está doido; e da alegria: De que serve esta?
Busquei no meu coração como estimular com vinho a minha carne (regendo porém o meu coração com sabedoria), e entregar-me à loucura, até ver o que seria melhor que os filhos dos homens fizessem debaixo do céu durante o número dos dias de sua vida.
Fiz para mim obras magníficas; edifiquei para mim casas; plantei para mim vinhas.
Fiz para mim hortas e jardins, e plantei neles árvores de toda a espécie de fruto.
Fiz para mim tanques de águas, para regar com eles o bosque em que reverdeciam as árvores.
Adquiri servos e servas, e tive servos nascidos em casa; também tive grandes possessões de gados e ovelhas, mais do que todos os que houve antes de mim em Jerusalém.
Amontoei também para mim prata e ouro, e tesouros dos reis e das províncias; provi-me de cantores e cantoras, e das delícias dos filhos dos homens; e de instrumentos de música de toda a espécie.
E fui engrandecido, e aumentei mais do que todos os que houve antes de mim em Jerusalém; perseverou também comigo a minha sabedoria.
E tudo quanto desejaram os meus olhos não lhes neguei, nem privei o meu coração de alegria alguma; mas o meu coração se alegrou por todo o meu trabalho, e esta foi a minha porção de todo o meu trabalho.
E olhei eu para todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também para o trabalho que eu, trabalhando, tinha feito, e eis que tudo era vaidade e aflição de espírito, e que proveito nenhum havia debaixo do sol.
Então passei a contemplar a sabedoria, e a loucura e a estultícia. Pois que fará o homem que seguir ao rei? O mesmo que outros já fizeram.
Então vi eu que a sabedoria é mais excelente do que a estultícia, quanto a luz é mais excelente do que as trevas.
Os olhos do homem sábio estão na sua cabeça, mas o louco anda em trevas; então também entendi eu que o mesmo lhes sucede a ambos.
Assim eu disse no meu coração: Como acontece ao tolo, assim me sucederá a mim; por que então busquei eu mais a sabedoria? Então disse no meu coração que também isto era vaidade.
Porque nunca haverá mais lembrança do sábio do que do tolo; porquanto de tudo, nos dias futuros, total esquecimento haverá. E como morre o sábio, assim morre o tolo!
Por isso odiei esta vida, porque a obra que se faz debaixo do sol me era penosa; sim, tudo é vaidade e aflição de espírito.
Também eu odiei todo o meu trabalho, que realizei debaixo do sol, visto que eu havia de deixá-lo ao homem que viesse depois de mim.
E quem sabe se será sábio ou tolo? Todavia, se assenhoreará de todo o meu trabalho que realizei e em que me houve sabiamente debaixo do sol; também isto é vaidade.
Então eu me volvi e entreguei o meu coração ao desespero no tocante ao trabalho, o qual realizei debaixo do sol.
Porque há homem cujo trabalho é feito com sabedoria, conhecimento, e destreza; contudo deixará o seu trabalho como porção de quem nele não trabalhou; também isto é vaidade e grande mal.
Porque, que mais tem o homem de todo o seu trabalho, e da aflição do seu coração, em que ele anda trabalhando debaixo do sol?
Porque todos os seus dias são dores, e a sua ocupação é aflição; até de noite não descansa o seu coração; também isto é vaidade.
Não há nada melhor para o homem do que comer e beber, e fazer com que sua alma goze do bem do seu trabalho. Também vi que isto vem da mão de Deus.
Pois quem pode comer, ou quem pode gozar melhor do que eu?
Porque ao homem que é bom diante dele, dá Deus sabedoria e conhecimento e alegria; mas ao pecador dá trabalho, para que ele ajunte, e amontoe, para dá-lo ao que é bom perante Deus. Também isto é vaidade e aflição de espírito.
Eclesiastes 2:1-26

O velho ao entender que o significado de compreender as coisas trazia um extremo desafio de levar nas costas a verdade, fez o que todo homem acaba por fazer engatou o copo cheio pra dentro. Mas, diferente de um bêbado chorando ao ombro de um garçom ele se empenhou em pensar sobre a vida e as coisas que traria prazer. O caminho tomado, não novo por se dizer, foi a construção de bons momentos, experiências e projetos.

Aqui já se faria feliz qualquer escritor de auto-ajuda. Obras, casas, vinhas, jardins, lugares bonitos, trabalhadores, fazendas, mais popularidade do que todos de sua região, dinheiro, muito dinheiro, festas, mulheres. Óbvio, tudo isso lhe trouxe felicidade. Prazer. E o bom senso de pensar sobre as coisas agregou ao velho sábio mais sabedoria. Todavia, os mais loucos sempre fazem a pergunta que não deveriam fazer quando alcançam esse auge: "Que me serviu tudo isso?".

E ai é o que velho já havia falado, a compreensão dos fatos traz o peso. Qual o motivo te ter feito tudo isso? Vaidade. Queria isso para mim e suprir os desejos dos meus olhos, essa era a intenção. E o que há de melhor? Sabedoria no andar e clareza na vida.

Todavia, com o tempo algumas coisas acontecerão, por exemplo, tanto o sábio quanto o tolo morreram. Suas histórias podem ser esquecidas. E todo o trabalho realizado e as coisas conquistadas? Ficariam para um outro. Os filhos talvez. Acumular tanto, crescer tanto e aproveitar tão pouco. Provável que a aposentadoria traga o esperado descanso e a maldita velhice. O que há de pensar um homem se ver que o tempo lhe sobrevém e que o tudo pode se tornar nada.

Assim, o primeiro passo é a abnegação. Desprezar as próprias conquistas e diminuir a vontade de fazer tudo que os escritores de auto-ajuda falaram. Tanto cansaço e aflição para ser bom, sábio, inteligente e rico. Vaidade em tudo. E então, a paz e certeza da felicidade irá se desvanecendo. O velho, da vaidade do outro texto encaminhou-se para esse das incerteza nas conquistas cotidianas da sociedade. E para alcançar um pensamento sublime em cima do caos que se revelava reconheceu a intenção de Deus para os bons e maus. Agora, qual caminho traria pensar sobre essa certeza? Encontrar a continuação dos devaneios ou sabedorias do velho mulherengo necessitará continuar os textos. E você meu amigo teimoso, que não deveria ter chegado até aqui...algo me diz que nos veremos amanhã. Todavia, já que estamos nessa linha juntos compartilhe algo logo abaixo. Se não estou sozinho é sempre bom saber que tem alguém por perto também. De forma pessoal e não pelos relatórios do Google Analytics, risos.


Boa noite.






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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

#NAOLEIA - Série: Comentando o Sábio Mulherengo - #1

Nwardez by Flickr


Se você está lendo já desobedeceu a primeira expressão que eu disse. Desobediente. Ovelha negra.

Se ainda insiste até essa linha você é um renegado incurável. Tem perguntas que te inquietam e talvez até duvide de que exista alguém para respondê-las. Nessa caso, já que sua ousadia não tem cura só me resta dizer "bem-vindo". Ouso assumir que sou louco e comentar as falas de um homem mulherengo. Todavia, uma pessoa inquietante.Em sua história preferiu a sabedoria do que as mulheres. E não é que por ter sido sincero nesse pedido ele não ganhou justamente sabedoria, mulheres e riqueza. Haja sorte assim para um homem só. Porém, quem caminha atrás de sabedoria acaba por descobrir estranhas verdades. Como disse um personagem de um livro que será lançado: Não busque a verdade se não estiver disposto a aceitá-la quando a encontrar.


Eis o início do falatório:


Sábio Mulherengo, vulgo Salomão, em seu segundo livro denominado "Eclesiastes":


Palavras do pregador, filho de Davi, rei em Jerusalém.
Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade.
Que proveito tem o homem, de todo o seu trabalho, que faz debaixo do sol?
Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece.
Nasce o sol, e o sol se põe, e apressa-se e volta ao seu lugar de onde nasceu.
O vento vai para o sul, e faz o seu giro para o norte; continuamente vai girando o vento, e volta fazendo os seus circuitos.
Todos os rios vão para o mar, e contudo o mar não se enche; ao lugar para onde os rios vão, para ali tornam eles a correr.
Todas as coisas são trabalhosas; o homem não o pode exprimir; os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos se enchem de ouvir.
O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol.
Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Já foi nos séculos passados, que foram antes de nós.
Já não há lembrança das coisas que precederam, e das coisas que hão de ser também delas não haverá lembrança, entre os que hão de vir depois.
Eu, o pregador, fui rei sobre Israel em Jerusalém.
E apliquei o meu coração a esquadrinhar, e a informar-me com sabedoria de tudo quanto sucede debaixo do céu; esta enfadonha ocupação deu Deus aos filhos dos homens, para nela os exercitar.
Atentei para todas as obras que se fazem debaixo do sol, e eis que tudo era vaidade e aflição de espírito.
Aquilo que é torto não se pode endireitar; aquilo que falta não se pode calcular.
Falei eu com o meu coração, dizendo: Eis que eu me engrandeci, e sobrepujei em sabedoria a todos os que houve antes de mim em Jerusalém; e o meu coração contemplou abundantemente a sabedoria e o conhecimento.
E apliquei o meu coração a conhecer a sabedoria e a conhecer os desvarios e as loucuras, e vim a saber que também isto era aflição de espírito.
Porque na muita sabedoria há muito enfado; e o que aumenta em conhecimento, aumenta em dor.
Eclesiastes 1:1-18
 Já lhe ocorreu aquela sensação de "para que raios eu estou fazendo isso?", comigo já e inúmeras vezes. Acho cômico o início de um sermão de um velho sábio começar com "vaidade... vaidade... vaidade". O que menos admitimos na vida é que somos vaidosos. Fazemos isso ou aquilo para os outros mas prestamos relatórios e colocamos fotinhas nossas chorando nas redes sociais. Vaidoso! Trabalhamos duro e gastamos com nós, ou nossa família, é claro. Para que? Para todos terem o melhor, serem os melhores e no final das contas podermos dizer que estamos bem. Vaidosos! Fazemos rituais religiosos e contamos para todos, obviamente, disfarçadamente entre uma linha e outra em um contexto que foi costurado singularmente para não parecer ostentação. Vaidosos! E no fim de um pensamento como esse refletimos: "que diferença isso faz!" O sol sobe e desce, o vento vai e volta, as águas seguem ignorando o fato de clicarmos elas no Instagram. E assim, trabalhamos em um sistema humano que não precisaria existir. Geração após geração. Repetindo um ciclo que propagamos não haver anteriormente existido. E como aqueles loucos que afastamos em hospitais psiquiátricos, também levamos nossas vida dizendo que somos normais e, diferentemente, caminhamos nas ruas sendo apenas "nós mesmos".

Então, tirando as fotos dos álbuns e os livros que sobreviveram ao tempo, temos um pedaço da imensa verdade do que foi o passado. Julgamos ser completa, todavia, o mais completo livro ainda é incompleto em relação ao todo que aconteceu realmente.

O velho foi rei, teve muitas mulheres. Muitas mulheres, mesmo! E se dedicou a desvendar algumas perguntas. E percebeu que tudo isso, até o motivo que lhe fez escrever o livro, era vaidade e não só isso, como também aflição. "Porque?" Pergunta você todo afoito esperando ouvir a resposta. É simples, por que você não obedeceu o que deveria ter obedecido: #NAOLEIA. Procurar o conhecimento implica em descobrir verdades. E mesmo que você diga que está pronto para elas. Bem, meu amigo: VOCÊ NÃO ESTÁ! Existem verdades que te enlouqueceriam mesmo você já em sua vaidade dizer: "Eu já vi de tudo nessa vida". Não, você não viu! Muita sabedoria é cansaço (enfado) e quanto mais você tiver mais dor terá porque terá que carregar o fardo de saber dessas verdades e ter que decidir o que fazer com elas.

Assim,  o velho mulherengo começou seu segundo livro de sabedorias. Aqui deveria ser a pausa em sua vida. Realmente quer seguir a jornada? Realmente quer ler o que esse amante das mulheres tem a dizer? Quer dor, cansaço? Não busque a verdade se não estiver pronto para aceitá-la quando a encontrar. Digo isso a anos e ninguém me escuta. Não volte aqui amanhã. E acima de tudo, leia qualquer coisa desse blog. Menos essa série, é claro.




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terça-feira, 9 de outubro de 2012

#CRITICA - Proletários e o sonho americano, ops... brasileiro.


O Brasil está em bons tempos econômicos, ouvi algumas pessoas falando. A nova classe C está tendo poder de compra, vi em outro relatório outro dia. Eleições anunciam grandes fracassos ao poder, se interpreta do resultado das eleições; a classe B se institui com mais força esse ano, é a nova pauta dos jornais. Os juros prometem cair, as taxas bancárias também. Um bolha imobiliária se infla mais não estoura. Resumindo, nosso país está muito bem. Ou não.

Aqueles que vendem o produto do seu esforço humano, trabalho, em troca de sobrevivência está seduzido pelo capitalismo inalcançado, tendo mais cédulas de reais para gastar, porém, reforçando o ciclo desse mercado que agora está fazendo campanhas específicas para eles. Como assim? Bem, o nome disso é proletariado. A grande massa de pessoas que não podem usufruir do seu trabalho para vendê-lo sem se vender, e se permite a explorações para poder sobreviver. Sim, não serei hipócrita, as condições de trabalho melhoraram, as leis de CLT estão bem solidificadas no país, a justiça trabalhista é uma das mais rápidas e a cada dia parece que essa massa está muito bem. Todavia, lá no fundo da questão. Os proletários continuam trabalhando porque parar significa extinção.

Mas eles podem trabalhar e ainda ter um dinheirinho para um iPhone! Eles podem consumir viagens pelo Brasil. Os novos classe média podem parcelar produtos caros. Isso para mim parece tudo ilusão. Na verdade, me aparenta uma outra palavra: tortura. É torturante ter que trabalhar dois anos ou mais pelo sonho capitalista de conhecer a Europa. Me parece angustiante trabalhar e vender sua mão de obra aguentando qualquer coisa para poder comprar um Negresco para o filho todo o mês. Se endividar, depois limpar o nome, depois parcelar, depois pagar as atrasadas, depois quitar e depois comprar de novo uma nova coisa. Uau! Que correria. Quando você menos percebe, gastou a vida tentando ser menos proletário. Acabando, por fim, sendo mais proletário ainda com sonhos capitalistas para no fim repassar isso como tradição para sua prole. Tente escapar! - ouço um desses dizer ao filho. E como o sistema é tão bem montado, vamos lá para o início do texto começar tudo de novo, só que dessa vez com os herdeiros do pobre coitado que vendeu sua vida em troca de nada, por desejos que nunca teve realizados no final das contas.

Agora sim, nesse texto faz sentido usar a frase: "Proletários de todos os países, uni-vos!".



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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Coisas da vida...

Uma ponte existe para unir dois lados. E dois lados existem para ser o oposto ao lado do lado de lá. Escolher um lado é uma coisa tão chata. Certo ou errado, tudo ou nada. Isso ou aquilo, outro ou outra. Machismo ou feminismo, capitalismo ou comunismo. Branco ou preto. Yin ou Yang. Você está comigo ou é meu inimigo. Um ou dois. Dois ou um. A escolha é um mito que separa e separação é algo que traz guerra.

Acho que ser ponte não é estar no meio. Ser "em cima do muro". E sim, ser união. Coexistência. É a possibilidade de zona neutra, de ida e vinda. De conhecimento, de mistura. Equilíbrio. A estrutura de uma ponte se equilibra, sobre o ar, sobre a água, sobre algo. O equilíbrio que permite a coexistência. Onde um lado não é o lado de lá, mas é de cá e de acolá. Onde uma ponte não é indecisão. E sim passagem, mudança e o mais importante: INTERSECÇÃO.


Boa tarde!

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domingo, 2 de setembro de 2012

Um buraco

Inquieto. Sinto-me bastante inquieto. Com um buraco gigante no peito. Um vazio que não preencho. Uma solidão que me perturba. Impulsiona-me para um ponto. Todavia, não saio do lugar. Uma âncora gigante foi amarrada nos meus pés e não sei quem a colocou lá. Embora quando me olho no espelho tenho a leve sensação de que vejo o culpado disso.

Sabe esses filmes onde o personagem está imóvel e o roteirista cria um plot point para levá-lo à sua missão? Esses tipos sempre permanecem insaciáveis, a não ser quando o personagem é saciado pelo cumprimento daquilo que deveria fazer. Me sinto assim, insaciável. Com um buraco gigante no peito e um grito gigante na garganta. Uma vontade imensa de mudar algo e por mais que eu procure minha missão, sinto ela gritando de dor nos meus ouvidos. Muitas vezes tento abafá-la com o "entretenimento", mas esse som nem sempre é silenciado.

Quero minha missão. Quero meu plot point. Quero minha vida além desse ato inicial que parecesse já estar cansando os telespectadores com tamanha longevidade. Espírito Santo, nos tira do contingente?!

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Lendas Urbanas, Didi e outros acontecimentos das redes sociais.

http://www.umsabadoqualquer.com

Tem muito tempo que não escrevo e por isso pretendo voltar das minhas férias com mais dedicação. Porém, adiantando a volta aos textos, hoje fui impulsionado pela quantidade de postagens no meu Facebook, dos religiosos que sobreviveram ao meu limpa na timeline.

Sinceramente não suporto mais ver imagens malfeitas do Didi e seu suposto filme, muito menos lendas sobre o apocalipse, o fim do mundo, mensagens subliminares e etc.

Em primeiro lugar essa alta "re-postagem" do filme do Didi não passa de um desejo insaciável que os religiosos (crentes, católicos ou pseudo-cristãos) tem de se sentirem ameaçados e reprimidos e acharem que Deus é tão ínfimo que não possa se defender. Esse desejo de destruição que procede nos religiosos para desbancar "as investidas do maligno" não passa de uma imensidão de falta de inteligência e o mínimo de curiosidade para investigar as verdades antes de clicar no botão "compartilhar".

Primeiro, abaixo segue o parágrafo do texto explicativo no próprio site do Didi (http://bloglog.globo.com/renatoaragao/):


[...]Minha empresa já produziu mais de 45 filmes, todos voltados para o entretenimento da família brasileira, respeitando nossos valores e nossa cultura. Sou católico e temente a Deus. Jamais abriria mão de minha fé incondicional em Jesus, o Filho Único de Deus.  Gostaria, entretanto de relembrar que fé e ficção são áreas completamente distintas, mas que sempre despertaram polêmicas, desde Milton, em "Paraíso Perdido" até José Saramago em seu "Evangelho Segundo Jesus Cristo". Mesmo estes gênios literários e suas polêmicas obras não foram capazes de rebaixar a Bíblia e as histórias de vida ali contidas a meros personagens de obras literárias ou de ficção. Por que digo isto, porque realmente escrevi um roteiro provisoriamente intitulado "O Segundo Filho de Deus", obra de ficção com registro público na Biblioteca Nacional, a qual vem sendo deturpada, dizendo inclusive que eu teria a pretensão de ser o "novo" Jesus!, ABSURDO.  O Didi é um grande atrapalhado, e em todos os filmes essa será sempre sua característica. Só para esclarecer, este roteiro inclusive já teve o título alterado para "O Segredo da Luz" e não há previsão para sua realização. Acredito que estas pessoas, que nem sequer tiveram acesso à obra,  querem apenas incitar os incautos a juntarem-se a eles nesta invejosa empreitada de denegrir meu nome e desacreditar uma campanha séria que já comprovou sua atuação e eficácia em 27 anos de resultados positivos.  Registro que nestes 27 anos isso sempre acontece... infelizmente. [...] (grifo meu).


Sim, existe um filme que inicialmente teve esse nome. Mas, me dá licença... Você leu o roteiro? Alguém viu o roteiro? Alguém viu a filmagem? O filme nem foi filmado. Quem vazou isso usou de pura auto-liberdade de fofoca.

Segundo, o mundo não vai acabar. Desculpe-me você pseudo-cristão que quer destruir tudo e matar os infiéis condenando-os ao inferno. Depois do arrebatamento, volta de Cristo, Armagedom (que é uma guerra e não a explosão do globo terrestre), e tudo o mais que você encontra em escatologia, o que acontece é a renovação da Terra. Novos céus e nova Terra. O planeta não explode, meu querido. Para de bestagem.

Terceiro, você que adora mensagem subliminar, tenho uma péssima notícia: toda mensagem que é exposta em qualquer meio que esteja sendo transmitida em uma frequência abaixo ao acima do limiar de percepção do ser humano não é processada ou captada pelo cérebro. Então, não tem nenhum efeito sobre a pessoa. Ponto. Isso é ciência. Até hoje isso foi comprovado. Beleza!? Vamos parar com essa chatice também.

Pelo amor de Deus. Vamos parar de achar que tudo gira em torno de religião! Vamos parar de pensar como seres alienados. Usemos o cérebro que Deus nos deu. Larguem os preconceitos e esterótipos em relação as pessoas, ainda existe liberdade de expressão nesse país. Se você quer dizer que Jesus é bom, a lei que é laica ainda concede liberdade para alguém dizer o contrário também. Parece que os religiosos vivem com inveja dos países muçulmanos radicais e gostariam imperar no Brasil sobre um regime parecido. Estou de saco cheio disso. Respeitem as pessoas. Parem de divulgar mitos. Comprovem os fatos. Deem direito a fala, réplica, tréplica às pessoas. Tentem ser mais como Jesus. Por que toda vez que eu olho para vocês procurando um exemplo de vida cristã me enojo e fico perdido sem saber quem na verdade se assemelha com o Jesus que eu leio na Bíblia.

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sexta-feira, 27 de julho de 2012

O maior pecado de todos os tempos

O maior pecado de todos os tempos, na minha opinião, não é o sexo. Muito pelo contrário, a falta dele faz muitos pecarem absurdamente mais. Também não seria a inveja, porque por muito menos gente humilde cometeu absurdos. Acredito no amor, mas a falta dele, não acho, que é o maior pecado de todos os tempos. Imagino que o maior pecado de todos os tempos é a covardia.

"Ahn... covardia?!". Passou em sua mente agora: "Desde quando isso é pecado". Bom, desde que a covardia pode ser exatamente o estágio posterior ou o sinônimo para timidez. Afinal, você nunca se perguntou por que no livro do Apocalipse (21.8) isso entrou na lista de características eliminatórias para entrar no céu? Timidez silencia, tira a ação, falta à exposição. Se isso for acoplado a um contexto onde era preciso o posicionamento de uma pessoa. Hum, sim... a timidez se tornou covardia. Ou sempre foi.

Não ir até o fim ou ser capaz de gerir um pensamento capcioso durante a busca por uma verdade. Ter medo de ser retaliado por uma opinião, e não dizê-la. Nunca arriscar e permanecer inerte. Não mudar. E blá blá blá.

Um covarde se esconde de Deus e coloca a culpa na mulher. O outro foge da comunidade por não ser capaz de reescrever uma história. Alguns não perdoam ou não amam, ou pior não se expõem a isso. Quem tenta mudar, muda ou não, e ainda quem desafia, vence ou não. Porém, vale a dica: Pedro duvidou ao andar sobre as águas. Fato. Mas, foi o único que andou. Os demais covardes nem o pé colocaram para fora. Covardes ficam, os demais vão. Os tímidos se calam, os outros se expõem. Quão diferente seria a história se 13 homens tivessem andado na água aquele dia? Quão diferente seria sua história se tivesse feito aquilo que prometeu a si mesmo que ia fazer?



Boa tarde!

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