segunda-feira, 18 de abril de 2011

Jesus conhecia homossexuais! Ou você está convencido que não?

Imagem aleatória do Google Images - Aqui



Há algum tempo estava a fim de escrever sobre homossexualidade no blog e não sei por que cargas d'água decidi que o dia seria hoje.

O cristianismo é muito interessante. E estudá-lo é mais interessante ainda. Acreditar nas escrituras e estudá-la se torna um hábito para aqueles que insistem em descobrir o que há de genuíno nessa religião. Sim, estou dizendo religião. Não defendendo uma ou outra insinuação da etimologia da palavra. Mas, utilizando-se do conceito popular universal de uma forma de culto ao divino, tomando "forma" no sentido de doutrinas e liturgia.

Nessa trilha pela genuinidade do cristianismo o primeiro passo é dado na direção do seu fundador, Jesus Cristo. E na observação desses princípios básicos é que se tenta recriar hoje um cristianismo mais cristão (embora pareça ser redundante a frase) e menos dogmático e litúrgico.

E como se entender a homossexualidade dando os passos rumo a Jesus?

Antes de responder essa pergunta ou ousar apresentar uma resposta pertinente apenas, precisamos reconhecer o tempo e alguns fatores sobre o próprio Jesus.

1 - Todos sabem que Jesus nasceu exatamente na época em que o Império Romano era o dominador do mundo conhecido. Posteriores a época helenista, onde muitos aspectos dessa cultura grega foram incutidos neles, o Estado Romano se difundiu e evolui pelas terras conquistadas. Entre as conquistas encontraremos o povo judeu. Esse povo cheio de tradições e rígida cultura religiosa abrigaram o surgimento de Jesus Cristo. Está aqui então o primeiro fato que temos que aceitar. Jesus Cristo viveu entre judeus e freqüentou várias cidades, durante suas idas e vindas ele teve contato com romanos (fossem soldados ou autoridades, dentre outros). O que quero dizer com isso, tanto pelas cidades circunvizinhas às aldeias judaicas quanto pela miscigenação de Jerusalém, Jesus viu muitos cidadãos que tinham feito a opção homossexual.

2 - Segundo fato a se levar em consideração é que Jesus (pelos 04 evangelhos reconhecidos em sua autenticidade) nenhuma vez sequer faz menção à homossexualidade. Ele fala sobre tudo, moral, caráter, dinheiro, família, egoísmo, morte, vida, etc. Agora de todos os assuntos abordados pelo Mestre a homossexualidade não foi citada. Não acredito que tendo citado o tema, judeus tão fervorosos como eram seus discípulos, teriam se esquecido de relatar essas palavras depois para os textos bíblicos.

Bom, entrando no assunto mais a fundo. Quero lhes ressaltar algo utilizando as palavras de um ótimo pensador antigo chamado Voltaire:

"Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las."

Com base nos fatos apresentados e na frase citada, pretendo dar-lhes minha resposta para a pergunta acima.

Jesus bem sabia o que haveria de acontecer nos anos seguintes (ele mesmo cita que pessoas em seu nome fariam as aberrações das cruzadas enganando a todos e também sabia que iríamos crer nele, pois de fato orou por isso no Getsêmani. Entre outros versos também.) sendo o homem sábio que era se preocupou com uma coisa apenas...

"amem-se uns aos outros como eu vos amei"

Jesus foi o homem que perdoou a prostituta, tocou impuros, almoçou com ladrões, aceitou religiosos, conversou com desprezados, enfim... Jesus não tinha fobia a nada! Ele sempre expressava sua opinião (se concordava ou não com os atos que via), todavia em nenhum momento agiu com fobia. Inclusive na única passagem em que dá uma resposta intimidadora (a mulher sírio-fenícia que pediu a cura da filha) ele NÃO agiu com fobia, tendo todos os outros que estavam próximo feito isso. Mesmo não podendo (pela lei dos judeus) designar um milagre direto a ela, ele deu um jeito e lhe foi solução.

Agora se ele se esforçou tanto para nos ensinar isso, porque ele não falou de homossexualidade? Acredito que ele sabia que usaríamos de qualquer texto para utilizar como um pretexto para sermos uma espécie de Hitler, declarando jihad, matando e exterminando homossexuais.

E sem ele ter dito nada abertamente essa religião atual se utiliza de menos de 10 versículos em todo o novo testamento para excomungar e desprezar os homossexuais. Seria isso que Jesus faria? Acredito fielmente que não. Se bem li os textos, estou convencido de que pelo contrário, ele marcaria um almoço para falar de acontecimentos políticos com eles.

Agora toda essa guerra pelos direitos hetéros e homo é um tanto ridícula e nada vejo de Jesus nela. Esse direito de não ter uma funcionária homossexual trabalhando com sua família ou em sua empresa é tão preconceituosa tendendo a fobia quanto uma atitude de não se contratar ou ter perto evangélicos, religiosos afins.

Deus nos fez livre e Jesus respeitou essa liberdade. Não discutimos nesse post o certo ou errado, mas a existência ou inexistência do amor entre as pessoas. Não vejo Jesus militando nem a favor nem contra a PL 122 e sim conversando em um piquenique com pessoas a favor e contra o projeto de lei. Inspirando o amor entre elas, o respeito que permite você mesmo sem concordar com as palavras da outra pessoa desejar-lhe a permissão à fala. Nisso vejo Jesus. E o certo e o errado? Onde entra a ausência da religião ou do pecado? Quem define pecado ou extremismo religioso? Diga-me vocês que já leram a bíblia em que momento vocês se esqueceram de que lá fala que é o Espírito Santo que tem o trabalho, a pureza e a perfeição para dar a ambos os grupos o destino à verdade?


Uma boa noite.

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terça-feira, 12 de abril de 2011

"Ser ou não ser..."

Não deu tempo de criar o post da série...então compartilhando um texto retirado do blog do Olgálvaro Bastos Jr.



"Ser ou não ser, eis a questão"

   Esta é uma das mais famosas frases da literatura mundial. Ela foi escrita por William Shakespeare, em sua peça Hamelet.


A frase trata de uma profunda questão filosófica que tem percorrido a história humana: a crise de identidade do ser humano. Uma crise que gera outras como, crise ética, moral e todas as demais mazelas da sociedade.


Tudo isto começa quando o homem decide desobedecer ao Criador caminhando, sem saber, para sua crise existencial. O homem, que deveria estar ligado a fonte da vida, em relacionamento com o Criador, passa a ter, longe Dele, um vazio emocional gigantesco.

Desde então começa uma busca de obter algo que possa satisfazer e dar sentido ao  existir. O ter passa a ser uma obsessão para justificar o ser.

O que era em si mesmo, não dava mais sentido, se tornou necessário as coisas externas, as posses, ou seja o ter, para que, o que era, valesse a pena ser, ou provasse que era algo.

E assim caminha a humanidade, em busca de algo que lhe falta.

Foi neste campo do ser que o Diabo, inimigo de nossa alma, tentou destruir nosso Senhor Jesus Cristo. Foi intentando contra a consciência do ser que ele quis derrotar a Cristo, colocando dúvidas na identidade do Mestre:  “Se tu és mesmo, o filho de Deus faça...”

Esta é a mesma estratégia que ele usa para trazer prisão e destruição as pessoas até hoje. É na crise do ser ou não ser que muitos estão confusos em sua identidade, como homens, como mulheres e todas as atribuições inerentes do ser estão se denegrindo dia após dia.

Quando o homem e a mulher estão sem Cristo, sem ligação com o Criador, são frutos do acaso, da vontade do homem, das influências da sociedade, do meio, dos desejos e paixões, são escravos de seus sentidos, são escravos do inferno.

Mas quando encontramos a Cristo, somos feitos de novo, somos agora família de Deus, conhecemos o que somos, definitivamente entendemos o SER.

Por isto é importante conhecer a Cristo, pois é Nele que vivemos, movemos, existimos. É em Jesus que nossa identidade é restaurada e agora podemos ser plenos em tudo, pois é Nele que estamos.

Então a questão de ser ou não ser se define em estar ou não em Cristo, é viver Cristo, para Cristo e  com Cristo.

Pois Nele somos o sal desta Terra e a luz que ilumina o mundo, e neste ano de 2011 vamos meditar muito sobre a identidade, as características de ser o sal da terra.


Olgálvaro Bastos Jr.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Série Quem é Você? #6

Como combinado, no livro de São Mateus chegamos agora na segunda parábola (alegoria, história) que está no capítulo 13 verso 3-9, e uma explicação nos versos 18-22.

Das pouquíssimas histórias que possuí a própria explanação explicativa do Mestre, não desejo eu remendar e explicar aquilo que está descrito.

Porém, para não perder a caminhada, quero mostrar um jeito peculiar e individual de ver a história. A história claro que desencadeia uma série imensa de outras histórias que, embora separadas e contadas e ocasiões diferentes, contam uma única história paralela se as colocarmos em seqüência.

Um homem olha o campo assim que acorda, levanta e toma seu café da manhã. Provavelmente um Kelloggs sem leite e um suco de pêra com pouco doce. Confere na parede ao lado da geladeira o cronograma de plantio, aquele era o dia de semear o campo. Se prepara com o saco de sementes, já pré selecionadas, e sai rumo ao campo. Claro não era um campo tão gigante ao ponto de ter que comprar uma Amazone Cirrus 6001, porém deveria ser cauteloso e caminhar durante todo o dia.
Traçou a rota de início, começaria a beira dos limites da propriedade até o outro lado dela. Saiu jogando as sementes, com toda a técnica que seu pai lhe havia ensinado antes de morrer, e assim se seguiu o dia. Claro que algumas sementes caíram para fora do terreno no caminho, outras se entocaram perto de pedras ou espinhos, mas enfim o campo arado precisava germinar um dia e graças a sua perspicácia outras sementes caíram sobre o campo arado e assim podiam crescer tranquilamente.

Quem é Você #6

Jesus disse “A esse homem, o semeador, o Reino de Deus é comparado”. Os discípulos ouviram a história e pediram explicação. Simples como a história era resumisse a explicação em “as sementes são as mensagens espalhadas entre as pessoas, umas acreditam, outras duvidam, outras a abandonam e umas se enlouquecem com ela”. Entender o Reino era para ser simples, mas acabou se tornando muito complicado. Assim por todo o livro de S. Mateus Jesus decide explicar pausadamente o Reino para que ninguém, anos mais tarde, fizesse o que acabaram por fazer.

Por isso te convido a continuar a peregrinar pelas histórias, essa foi a “Abre-alas” as outras começaram a explicar o que Deus queria no fato de enviar o filho dele para a terra. Encontramos-nos no sofá mais tarde e viajaremos por essas linhas tentando encontrar a essência não alterada das verdadeiras palavras do Mestre que há anos visitou a terra.

Até breve.

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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Meu sonho ontem...

Tive um sonho curioso essa noite. Sonhei que estava caminhando em plena W3 norte procurando uma livraria. Já era tarde da noite, por volta de 4 ou 5 da madrugada, mas as ruas estavam cheias de pessoas andando tranquilamente. Percebi que não tinha bares, gritarias, bebedices, tudo tinha sido fechado por conta da Reforma Legislativa. Acionamos nas urnas a presença de um presidente evangélico e a bancada evangélica sendo maioria, conseguimos mudar algumas coisas. No meu sonho eu entrava na livraria, que era tão grande quanto se pode imaginar em um sonho, caminhei até a sessão que queria e passei a procurar o livro. O achei prontamente, pois livros religiosos estavam nas prateleiras do meio, onde antigamente se ocupava os livros de bruxaria ou espiritismo. Esses haviam tido suas tiragens canceladas e os já publicados estavam confiscado para análise de conteúdo pelo Conselho de Ética Cristã Nacional. Fui para o balcão e recebi um sorriso forçado da garota, que costumava usar o uniforme menor para ressaltar-lhe a silhueta, era de se imaginar o porquê, afinal as roupas largas que usava eram no mínimo GG. Como a fila era grande e sem paciência cheguei à sua frente perguntei-lhe porque atendia só. De pronto ela me explicou que o rapaz homossexual que trabalha com ela, por ter se recusado participar de uma atividade religiosa que iria expulsar seu mal, tinha entrado em “Observação Psicológica Obrigatória” já que foi constado no Brasil o apoio irrevogável à família heterossexual e legitimando os gays como transtornados espirituais ou psicológicos. Confesso que saí perturbado da livraria. Com o livro em mãos fui para casa. Cheguei e sentei em uma poltrona, que por ser meu sonho era muito confortável, e abri o livro para ler, “A História da Igreja Cristã pelos Séculos”, ao rever o conteúdo do livro me senti amedrontado ao ver que na Idade Média a igreja conseguiu reorganizar o estado, mas por fim acabaram por matando inúmeras pessoas. Assustei-me por ter a impressão de estar no reinício dessa história e fui ouvir uma música no rádio. Fiquei por horas procurando uma estação já que várias concessões tinham sido retiradas. Já frustrado pela procurada comecei a ressonar e mover o botão lentamente, como um susto o grito de um pastor neopentencostal numa rádio me fez acordar. Dando um salto na cama acordei do sonho e agradeci a Deus por preservar o cristianismo distante desses religiosos. Mas, confesso que agora quando cheguei no trabalho e vi os twitters de um certo pastor e outros apoiando senti a estranha sensação de um Déjà Vu daquele sonho.

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terça-feira, 29 de março de 2011

Série Quem é Você? #5

 Jesus era um homem muito diversificado. Todos que comentam sobre ele revelam uma faceta nova e uma observação diferente da sua personalidade. Não por motivo que era uma pessoa de diversas personalidades, ao contrário era um indivíduo de diversos talentos. Por isso, cada característica de sua vida impressionava mais tal pessoa do que outra, assim sendo, um gigantesco mosaico falando dele foi construído.

Dentre as diversas características, hoje, começaremos a (na métrica permitida a um post) destrinchar uma em especial. Sua arte de fazer alegorias e contar histórias.


O CONTADOR DE HISTÓRIAS

Jesus sempre que começa a ensinar, demonstrar alguma verdade, ilustrar um acontecimento etc, tomava as histórias como melhor ferramenta para fazê-lo. Todavia, não gostava das histórias por serem mais fácil das pessoas entenderem, até porque algumas delas se metaforizavam de tal forma que até aqueles que durante três anos estavam acostumados a ouvir seus discursos não as entendiam. Porém, isso é assunto para uma outra oportunidade…

Suas histórias são contadas pelos livros e, como o livro de S. Mateus é o primeiro do Novo Testamento começaremos a examinar as histórias dele. A primeira a ser encontrada está no capítulo sete nos versos vinte e quatro até o vinte e sete. Acompanhe o texto tal como lá está (Versão Católica):

    Aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática é semelhante a um homem prudente, que edificou sua casa sobre a rocha.

    Caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos e investiram contra aquela casa; ela, porém, não caiu, porque estava edificada na rocha.

    Mas aquele que ouve as minhas palavras e não as põe em prática é semelhante a um homem insensato, que construiu sua casa na areia.

    Caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos e investiram contra aquela casa; ela caiu e grande foi a sua ruína.

    Quando Jesus terminou o discurso, a multidão ficou impressionada com a sua doutrina.

    Com efeito, ele a ensinava como quem tinha autoridade e não como os seus escribas.

Uma personagem, uma casa. Outra Personagem, outra casa. A mesma situação climática.

No contexto Jesus havia falado durante um longo período para aquela multidão. E eram uma platéia muito diversificada, havia jovens e idosos, crianças e mulheres, ricos e pobres, cultos e não-estudados, trabalhadores e soldados. Em especial essa multidão foi a que ouvia o famoso (como alguns gostam de rotular) “Sermão da Montanha”. O Mestre conhecia seus ouvintes, sabia que havia ensinado coisas muito sérias e que não deveriam ser esquecidas.

A história que ele utiliza nessa ocasião é ressaltando com clareza uma ação que todos, indepente de quem fosse, entenderia. Todos já haviam visto construções, casas prontas. Todos já haviam experimentado grandes chuvas e período intenso de calor. Imagino o Mestre construindo em sua mente a alegoria perfeita.

Aquele que ouve e prática é semelhante a um homem que decentemente constrói sua casa. Aquele que simplesmente ouve da boca para fora é igual a alguém que edificou a casa sobre a areia.

Quantas vezes ouvimos palestras, aulas, discursos, oficinas, seminários, conversa do dia a dia e, não conseguimos manter nossa mente focada. Grande parte do que ouvimos diariamente é esquecido, grandes ensinamentos são perdidos constantemente. Muitas pessoas dizem “não preciso de tal matéria” e no passar dos anos se descobre em um momento em que o ensinamento antes desprezado seria incrivelmente útil. Assim somos, temos nossa mente vagando sempre.

As situações da vida, boas e más, ocorrem para todos. Mas o início de tudo é ouvir, entender e práticar. Jesus tinha começado sua pregação, as multidões o ouviam a pouquissímo tempo. Uma coisa ele já sabia, muitos desprezariam e esqueceriam aquilo que haviam ouvido. Para o bem delas, quando o tempo díficil da vida chegasse (as tempestades na história) era importante que elas se lembrasse da imensidão do amor do Messias.

Incrivelmente as histórias que ele contou a partir dessa se interligam e mesmo contadas para pessoas diferentes, em lugares e tempos diferentes todas as histórias contam uma história maior. Te convido a montar esse caminho deixado através de alegorias junto comigo. O ínicio da jornada sobre as histórias que montam uma história maior começa com:

Escute e edifique sua vida com base no ensino que tem ouvido.

Como farei isso? Porque eu farei isso? Isso se responderá nas próximas duas histórias… Por hoje, boa noite!

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quarta-feira, 23 de março de 2011

O Sentimento



O sentimento cresce a cada dia como se fosse um balão a se encher
Muito provavelmente nada mais resta ao sentimento do que estourar quando for completamente cheio
Ao estouro lhe é reservado o susto que impulsiona os sentidos e desperta a atenção do sujeito
Aos sentidos do sujeito a observação se torna racional e dinâmica
O racional tão desperto toma nota de tudo até ver que o susto ocasionado é substituído pela calmaria
Uma nova calmaria descansa a pessoa e a faz voltar ao ritmo normal das coisas
Tudo então se torna tão absorto que novamente lhe cabe o despertar dos sentimentos
Uma vez o ciclo renovado o vício de sentir se acaba em uma metáfora, em uma hipérbole ou qualquer outra figura de linguagem, que sempre será interpretada, mas nunca entendida a não ser pelo próprio escritor que quis passar o tudo usando o nada.

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terça-feira, 22 de março de 2011

Quem é você? #4

“[...]desse trauma de ser Cristo Vira o disco, chega deixa disso,chega.”

Esse título é trecho de uma música da Zélia Duncan chamada “Deixa Disso”. Incrivel música e linda letra. Interessante perceber que a frase citada é quase um ideal de algumas pessoas. O que me deixa incrivelmente preocupado. Se notarmos, algumas dessas ilusões são amplamente propagadas e acabam por convencer as pessoas fortemente. Forçando-as a viverem uma vida dura e díficil em busca da perfeição de Cristo. Será que é dessa forma, ou essa intenção do Messias?





QUEM É VOCÊ? #4



S. Mateus Capítulo 16
24     Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me;
25     Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á.




Esse é o versículo utilizado com o argumento “você precisa carregar sua cruz!”. O que é essa cruz? Muitos interpretam como seus pecados, vícios, destino, chamado, algo que lhe incomoda, uma pessoa que você tem que aturar etc. Acho interessante que as pessoas esquecem o que é a cruz. Uma punição, pena de morte, uma sentença de execução. Ou seja, antigamente quando a pessoa carregava a cruz, a carregava para o local onde seria CRUCIFICADO. Obviamente ela estava carregando sua própria sentença de morte. Para a morte.




Se precisamos carregar nossa cruz e ela é toda sorte de mazelas que acreditamos ser, claro que estamos falando que morreremos nelas. Que coisa horrenda! Imagina você ter algo tão odioso em sua vida, repugnante ou enfadonho, e você precisar carregar isso enquanto estiver aqui e sua morte será dada em conta disso. Isso é desesperador. E o Cristo nos mandou carregar a cruz para isso? Cadê aquele discurso de paz e salvação?




Pare um momento. Aprenda a não ler versículos isolados. O contexto se segue com o seguinte resumo: Jesus multiplica os pães para uma multidão de pessoas, depois desse milagre vem um grupo de incrédulos pedindo um sinal de que ele era o Messias, mas Jesus acabou de fazer um sinal gigantesco, isso então termina em um diálogo tenso. Depois Cristo indo com os discípulos lhes avisa para ter cuidado com o “fermento” dos fariseus, lógico fazendo menção ao discurso incrédulo que incita a discórdia. Eles não entenderam e começaram a falar “abobrinhas”. Jesus para e explica. E percebe então que provavelmente aqueles homens também não deveriam acreditar assim nele. Surge a pergunta “Quem vocês acham que eu sou?”. Pedro tomando a frente responde que ele era o Messias, filho de Deus. O Mestre sente-se então na liberdade de contar como seria sua morte, o mesmo Pedro toma a palavra de novo e o repreende, Jesus toma a palavra corrigindo Pedro e passa a falar o versículo que citamos acima, depois disso pede para que eles o sigam e toma rumo na viagem.




O que os discípulos não entenderam aquele dia, mesmo achando que sabiam o que Jesus estava tentando explicar, era a coisa mais lógica do mundo. “Carregar a cruz não significa morrer na cruz”.




S. Marcos 15
21 – E constrangeram um certo Simão, cireneu, pai de Alexandre e de Rufo, que por ali passava, vindo do campo, a que levasse a cruz.




No dia em que Jesus foi crucificado um exemplo disso aconteceu. Fizeram outra pessoa carregar a cruz de Jesus logo após ele. Ou seja, a cruz era punição da pessoa por algo. Se Jesus não havia feito nada de errado por que carregar a cruz. Então a exemplificação do que tentará ensinar aos discípulos a tempos atrás ali se estabelecia. Os homens deveriam sim carregar cada um sua própria cruz até o lugar de execução. Porém, ao chegar ali a cruz seria dada a Cristo e ele morreria nela. Só um pode morrer por nossas mazelas, que julgamos ser nossa cruz. E assim sendo nos libertar e nos dar paz na jornada. Esse trauma de ser Cristo, de querer ficar se remoendo por essas mazelas, autopenitentes, achar que vai pagar por elas aqui ou em outra vida, ficar pensando nisso, na memória e de querer salvar o mundo ou por seus atos salvar a si próprio. CHEGA DISSO.




Há somente um salvador, que já veio e já morreu na cruz. Entrega o que você chama de cruz para Cristo. “E quando ele nos fala para sermos como ele?”. Essa é a pergunta mais fácil de se responder, um dia ele disse “Amai-vos uns aos outros COMO EU vos amei.” Quer seguir a Cristo copie seu cárater e seu amor. Esse é o caminho para ele. Entregue suas mazelas para ele cuidar. E descubra a liberdade e a paz de viver sem elas e viver com o autor desse livramento. Seja livre, de verdade. Você consegue? Ele consegue te fazer assim. Tente!

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terça-feira, 15 de março de 2011

Quem é você #3 - O Deus Difamado

Somos sempre acusados de sermos parecidos com algo ou alguém, não importa as pessoas sempre nos julgam sermos iguais as outras pessoas com quem andamos, conversamos etc. Daí surge os velhos comentários: “Cuidado com quem você anda” ou “Me diga com quem tu andas e eu te direi quem tu és” e por aí vai.

Sendo assim, o meu desejo de conhecer Deus nos últimos dias foi se desvanecendo quando percebi que sou um imenso pecador, e não porque eu faço coisas levados pelo diabo ou pela tentação da carne, e sim porque certas ações são boas e prazerosas sim, e pecar nem é de todo ruim. Convenhamos, sejamos sinceros.

Daí, uma vez admitindo quem sou, sobrou o desejo de ser pertecente a Deus, de falar com ele e poder tocá-lo, ser intímo. Porém, mais e mais vezes comecei a ouvir pessoas esbravejarem sentenças dizendo: “Você precisa ser Santo”, “Sem purificação e consagração Deus não fala com você”, “Deus condena pecadores ao inferno”, “Deus não suporta ver e estar perto de quem está em pecado”, e tantas outras sentenças que com certeza você já ouviu.

Pensei com meus botões: “Estou inteiramente sem esperanças”. Se Deus não se comunica com pecadores inutilmente poderei buscar conhecê-lo.

Nesse momento acredito que o próprio Deus me fez lembrar de outro texto chamado “I’m a Sinner” (postado aqui a um bom tempo atrás), e apartir daí passei a peregrinar pelas histórias de Jesus e descobri um Deus que sinto o maior orgulho de chamá-lo de “Meu Deus”.



#O Deus Difamado

Aqueles ditados sobre quem andamos e que não devemos andar com pessoas “piores” são dizeres antigos, e pessoas sempre rotularam outras e os que caminhavam com elas também rotulados foram.



Marcos 2.15
E aconteceu que, estando sentado à mesa em casa deste, também estavam sentados à mesa com Jesus e seus discípulos muitos publicanos e pecadores; porque eram muitos, e o tinham seguido.
Lucas 18.9-14
E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros:
Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano.
O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: O Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano.
Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo.
O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: O Deus, tem misericórdia de mim, pecador!
Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.
Mateus 9.10-13
E aconteceu que, estando ele em casa sentado à mesa, chegaram muitos publicanos e pecadores, e sentaram-se juntamente com Jesus e seus discípulos.
E os fariseus, vendo isto, disseram aos seus discípulos: Por que come o vosso Mestre com os publicanos e pecadores?
Jesus, porém, ouvindo, disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos, mas, sim, os doentes.
Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício. Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento.
Mateus 11.19
Veio o Filho do homem, comendo e bebendo, e dizem: Eis aí um homem comilão e beberrão, amigo dos publicanos e pecadores. Mas a sabedoria é justificada por seus filhos.



E sabe é engraçado que em uma sociedade tão preconceituosa como era a daquela época, onde os grandes homens da religião não tocavam nas pessoas ou se tocados por pessoas doentes e pecadoras eram “impuros” até certa hora do dia, precisam se banhar e se purificar. Por isso eles não entendiam que o Mestre, Rabino, Profeta se permitisse ser tocado por essas pessoas, e visitava e andava com elas. E quando ele fala sobre Deus o chamando de Pai, essas pessoas não conseguim visualizar um Deus tão bom e tão permissivo e amável assim. Veja essa última história:




E rogou-lhe um dos fariseus que comesse com ele; e, entrando em casa do fariseu, assentou-se à mesa.
E eis que uma mulher da cidade, uma pecadora, sabendo que ele estava à mesa em casa do fariseu, levou um vaso de alabastro com ungüento;
E, estando por detrás, aos seus pés, chorando, começou a regar-lhe os pés com lágrimas, e enxugava-lhos com os cabelos da sua cabeça; e beijava-lhe os pés, e ungia-lhos com o ungüento.
Quando isto viu o fariseu que o tinha convidado, falava consigo, dizendo: Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, pois é uma pecadora.
E respondendo, Jesus disse-lhe: Simão, uma coisa tenho a dizer-te. E ele disse: Dize-a, Mestre.
Um certo credor tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos dinheiros, e outro cinqüenta.
E, não tendo eles com que pagar, perdoou-lhes a ambos. Dize, pois, qual deles o amará mais?
E Simão, respondendo, disse: Tenho para mim que é aquele a quem mais perdoou. E ele lhe disse: Julgaste bem.
E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês tu esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; mas esta regou-me os pés com lágrimas, e mos enxugou com os seus cabelos.
Não me deste ósculo, mas esta, desde que entrou, não tem cessado de me beijar os pés.
Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta ungiu-me os pés com ungüento.
Por isso te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama.
E disse-lhe a ela: Os teus pecados te são perdoados.
E os que estavam à mesa começaram a dizer entre si: Quem é este, que até perdoa pecados?
E disse à mulher: A tua fé te salvou; vai-te em paz.
Lucas 7.36-50

Quando li essas coisas comecei a perceber que na verdade, Deus ama e anda com pecadores, Ele sim responde e conversa com pecadores, Ele permiti ser tocado por pecadores, e sim Ele tem misericórdia de pecadores. Poderia ainda citar da história do homem crucificado ao lado de Jesus, que virou e repreendeu o outro que difamava o Mestre, assumindo que era pecador e que merecia estar ali e depois disso virá-se para Jesus e diz: “Lembra-te de mim quando entrares em teu reino”. Ou seja um pecador, semelhente a história dos homens no templo que citei acima, admite que é pecador e pede misericórdia.

O único Deus que realmente ama pecadores e lhes dá misericórdia é Jesus, já ouvi falar de Deus que destroem os pecadores, os obrigam a reencarna até livrar o seu carma, a ficarem em um lugar entre o céu e o inferno depois da morte para se livrarem das dívidas e punições, e o único que consegue olhar para dentro de nós e não ter medo de contaminar-se e andar conosco, sendo quem somos, é Jesus.

Em uma das versões dos textos acima a citação diz que Jesus veio chamar pecadores ao arrependimento. Não um arrependimento de remorço e de auto-punição, Ele nos convence do que fazemos errôneamente com o dia a dia e vai nos ensinando como viver uma vida mais agradável. E serei radical, o único que pode opinar em minha vida para me falar o que devo mudar e o que faço de errado é aquele que ao olhar dentro de mim não tem medo e sai a fugir ao ver a maldade instalada lá. E por me amar ao ponto máximo eu permito ser aconselhado por ele. Ao meu Deus, com orgulho, um “eu te amo”!

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quinta-feira, 3 de março de 2011

Teoria e Prática Cristã no Século XXI

Publiquei esse artigo no blog a algum tempo atrás, por decidir reescrevê-lo retirei na época. Porém, agora o reponho no lugar fazendo dele uma introdução para um estudo que seguirei após as séries já iniciadas.

Acredito que seja a hora de reiniciar as discussões, por isso, me adianto expondo-o para ser lido agora. Espero que vocês gostem desse start.

Teoria e Prática No Século XXI                                                                                            


Sábado estaremos compartilhando uma discussão e uma mensagem em Brasília, na M Norte. Quem quiser ouvir e participar do evento pode mandar uma mensagem no facebook do Fio que estarei encaminhando as informações.


Boa tarde a todos.

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terça-feira, 1 de março de 2011

Série Quem é Você? #2

Quando comecei minha peregrinação em busca de quem é Jesus, confesso que uma coisa me facinou desde o ínicio. O legado que ele deixou, a verdadeira e única ordem que ele nos destinou. É interessante observar a vida dele, foi um homem que caminhou tanto e falou com tantas pessoas. Vemos sua compaixão e ao mesmo tempo sua ira. Um homem que em todas as facetas, corrigindo alguém ou ensinando, conversando ou palestrando. Enfim, uma característica sobressai em todas as histórias que temos sobre ele.

Engraçado é ver que os dias de hoje são tão maus quanto os dias do Império Romano, uma maldade diferente em alguns aspectos mais a desigualdade e cobiça no coração dos homens tem sido algo atemporal. O mundo todo sofre de déficit de amor, não importa por mais que você faça algo para alguém em relação a um outro alguém você não dedicará compaixão.  Sempre falhamos nisso, nunca amamos a todos que de algum forma passam por nossas vidas. Alguns detestam pessoas em um nível básico outras chegam ao ódio, porém não beneficiamos a todos por igual. Isso é fato.

Se observarmos as histórias desse homem chamado Jesus veremos que sempre ele conseguiu (fato inédito nesse planeta) amar a todos que se envolveram em sua trajétoria aqui. Poderia citar vários exemplos como: A paciência com Natanael, o amor a uma não judia, o paciência e compaixão que teve aos hipócritas que o crucificaram, as díscipulos inféis e traidores, as crianças, as mulheres, aos doentes, aos duvidosos, enfim… passaríamos horas aqui por que haveríamos de citar todas as passagens bíblicas.

Quando penso nisso, me orgulho de que tenha alguém assim na história do mundo, e passo então a desejá-lo e ansiosamente querer segui-lo. Inspirar minha vida na dele. Quando faço isso e passo a ler os escritos sobre sua história encontro um texto que muito me pertuba.

    “O meu mandamento é este: Amem-se uns aos outros como eu os amei.”

    (Evangelho Segundo S. João capítulo 15 verso 12, NVI)

Penso: Estou terrívelmente encrencado! Amar a todos como Ele me amou, sendo que Ele amou todos e inclusive aqueles que ele teria direito de odiar! Me sinto completamente réfem de algo que não consigo fazer. Se me falta amor, a seja lá quem for, seria um infrator de uma ÚNICA lei. Isso não é só crime como atestado de inutilidade. Tudo bem em um Brasil de inúmeras leis e códigos, vez ou outra nós esbarramos em alguma infração. Seria totalmente aceitável, afinal ninguém conseguiria ser 100% em mundo de milhares de normas. Agora em um mundo de apenas uma lei, ainda assim eu me torno infrator dela. Isso é imensamente grave.

Poderia dedicar as próximas palavras a falar sobre o que significa amor, todavia acho desnecessário isso por você mesmo ser bem ciente do que significar amar outra pessoa. Talvez nunca tenha amado ou sido amado, não falo no sentido de relacionamentos conjugais, mas amor em uma forma completa e sublime, você pode pelo menos ter ouvido falar do que seja o amor se não tiver o experimentado.

Jesus nos amou, e nos deixa o legado de aprendermos com ele e sermos também amorosos, com todos. Não quis aqui encher de referências bíblicas, por que quero te convidar a pensar em pessoas que você detesta e ao mesmo tempo em pessoas que você adora e tentar dedicar o mesmo amor a ambos os grupos, e te convido a peregrinar pelas páginas da história de Jesus afim de tirar a verdadeira prova real se ele fez isso, por que se ele tiver feito, nossa responsabilidade é seguir seu legado e mudarmos de atitude com os outros seres humanos.

Até breve.

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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Série Quem é você #1

Terça dia de série. Episódio 01, "Só começando...".


#1 - QUEM É VOCÊ?




Acredite um homem dividiu o mundo. Indiscutívelmente todos precisam admitir isso, mesmo que você siga o calendário muçulmano ou chinês ainda assim, você saberá que todos os outros seguem um calendário baseado no nascimento de um homem, onde tudo passa a ser contado como antes do nascimento dele e depois do nascimento dele. Bom, no mínimo fico completamente curioso para conhecê-lo.

E se me disserem coisas do tipo: Ele é o Filho de Deus, morreu em uma cruz para salvar  a humanidade, que seus ensinamentos perduraram milhares de anos, que pessoas morreram por acreditarem nele, pessoas sofreram por falar no nome dele, que ele nunca inspirou violência mais inspirou uma ação de amor e sem guerras. Minha curiosidade no mínimo se duplicará.

Se comentarem comigo que ele ainda está vivo e que temos acesso para falar com ele. Minha curiosidade simplesmente se explodirá de dentro de mim. Com certeza gostaria de conhecer esse homem.

Se por acaso, me dissessem que esse homem é Jesus Cristo. Poxa, entraria em crise e diria… “Ah! Jesus, esse eu já conheço”.

E se alguém me dissesse que conhecer de verdade é ter profunda intimidade e conhecimento da pessoa, do seu caráter e dos seus ensinamentos. Certamente titubearia na minha afirmação. Se alguém me perguntasse logo após se eu conhecia esse homem. Certamente minha resposta mudaria para “Ah! Jesus, eu já ouvi falar”.

Bom, se você assim como eu gostaria de conhecer o Jesus de quem só ouvimos falar. “Achegue-se” e seja bem vindo. Passsaremos a perigrinar rumo ao homem que nos atiçou a curiosidade…

#1

O que Ele significou…

De todos seus díscipulos somente dois deles tiveram possibilidades de fazerem escritos sobre a vida do Mestre e há controvérsias sobre outros mais que vão sendo achados com o tempo. Outro dia conversamos sobre os achados recentemente. Sendo que dos evangelhos segundo Mateus e João, muito provavelmente o de Mateus tenha sido ditado ou iniciado por ele e terminado por seus díscipulos. O evangelho segundo Lucas e Marcos, que não eram do grupo inicial dos Doze, também contam detalhes surpreendentes sobre esse homem. Hoje, leremos o ínicio da descrição feita por João que ilustra todo o significado desse homem.

Evangelho Segundo S. João Capítulo 01 (nesse post usarei a versão bíblica NVI)

    “No príncipio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus. Ele estava com Deus no príncipio. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele; sem ele, nada do que existe teria sido feito. Nele estava a vida, e esta era a luz dos homens. A luz brilha nas trevas, e as trevas não a derrotaram.”

João, judeu devoto e seguidor de João Batista, conhecedor das doutrinas mosaicas e certamente das profecias messiânicas se transformou no João, apaixonado seguidor de Jesus, e promulgador da Graça do Mestre. Sendo assim, depois de receber o Espírito Santo, João compreendeu o significado daquela bagagem judaica na face de Cristo. E pode perceber que Jesus, era Deus e era o verdadeiro autor da Vida e da Luz.

Em Jesus recebemos a vida e a luz dos homens. E o que haveria de ser isso? Todo homem por si só compreende dentro dele o bem e o mal, sendo assim por impulsos naturais ele tende a querer superar seu próximo e garantir sua própria sobrevivência, nessa individualidade brota os desejos egoístas assim de um sentimento natural surge as ações más do homem. A partir do momento em que suas ações se tornam más elas se tornam opostas as ações de Deus, e sendo Deus Luz categorizamos a ausência do amor de Deus como trevas (ausência da luz). Temos então a ilustração de que o homem sem Deus habita nas trevas, ou seja, em um lugar onde não há luz, não há presença de Deus. O homem então por estar em um ambiente enegrecido por suas ações e seu egoísmo é impedido de buscar a reconciliação da luz, ele então passa a buscar em outras formas e/ou pessoas formas de se ligar a luz. Como o texto se segue…

    “Surgiu um homem enviado por Deus, chamado João. Ele veio como testemunha, para testificar acerca da luz a fim de que por meio dele todos os homens cressem. Ele próprio não era a luz, mas veio como testemunha da luz. Estava chegando ao mundo a verdadeira luz, que ilumina todos os homens. Aquele que é a Palavra estava no mundo, e o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o reconheceu. Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam.”

O homem vive a buscar substitutos para Deus, e muitos homens são selecionados para isso ou para apontarem o verdadeiro caminho. Todavia, um homem somente é um mensageiro de Deus se ele indicar o caminho que leva a Jesus, isso foi o que aconteceu com João Batista, era popular entre os judeus por conta da sua mensagem e por seus batismos. João era um homem que foi escolhido por Deus para preparar o coração e a mente das pessoas para a mensagem que Jesus traria algum tempo depois, assim Jesus poderia ter sido reconhecido em sua época, todavia a ganância e a malignidade das pessoas se apoderaram tanto dos seus interiores que eles não conseguiam reconhecer quem esperavam.

    “Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram por descendência natural, nem pela vontade da carne nem pela vontade de algum homem, mas nasceram de Deus.”

Apesar de muitos terem seus corações contaminados alguns realmente tinham o desejo que eu e você tem de conhecê-lo verdadeiramente. A essas pessoas Jesus não se atrasa e por elas crerem nele, que ele está vivo e que é quem ele disse que era. Jesus filho de Deus, o único, fez por sua própria vontade com que nós também fossemos aceitos na família celestial.

    “Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e verdade. João dá testemunho dele. Ele exclama: ‘Esse é aquele de quem eu falei: aquele que vem depois de mim é superior a mim, porque já existia antes de mim’. Todos recebemos da sua plenitude, graça sobre graça. Pois a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por intermédio de Jesus Cristo. Ninguém jamais viu a Deus, mas o Deus Unigênito, que está junto ao Pai, o tornou conhecido”.

João, o apóstolo, compreendeu as palavras que ouvia de seu então discipulador, Batista, e começou a ter a mesma curiosidade que nós, ao ouvir que a graça, tão saudosa e amávelmente desejada graça, e a verdade como resposta para todos os seus questionamentos estavam em Jesus. O que Jesus significava? João começou a desejar conhecê-lo. O capítulo não termina por aqui. Todavia vamos dar uma pausa e continuaremos em breve. Até lá… reflita sobre que ouviu. Pergunte. Interaja. Sinta se livre. Boa semana…

***



p.s: Relendo este texto da vontade de aprofundá-lo, tantas coisas novas me vêm a mente para dizer. Façamos isso exponencialmente.


p.s²: Para encontrar as séries já postadas no blog é só ir na tag "série" na coluna do lado.



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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Meu teto branco


Olha para cima, o que vê? Não há montanhas, nem socorro nenhum. Só o teto, gélido e branco. Pintura mal feita dessa casa alugada. Meu único pensamento é “Deus não existe”. Isso é coisa de tolo dizer no coração! Claro, por isso que sou um tolo há tanto tempo. Todavia não tenho medo dessa afirmação. Ou dessa dúvida. Não tenho medo das dúvidas. Tenho medo de uma porção de outras coisas, mas dá dúvida?! Claro que não. Adoro ela. Afinal ela me fez descobrir a verdade e conhecer quem pudesse me guiar pela verdade.

“A verdade vos libertará” essa foi a frase mais digna do mundo. Agora quem a disse existiu? Talvez, mas foi tudo o que dizem que foi? O teto ainda é branco e gélido. O silêncio só é quebrado pela canção do Nando Reis e o barulho dos meus dedos no teclado. Ore, diz um lado de mim. O outro diz, chore. Por que orar se não acredito que serei ouvido? E chorar? A sim! Isso eu preciso. Agora porque mesmo? Essa inundação de pensamentos estourando na minha cabeça seriam resolvidos falando em alta voz palavras para uma parede?

Deus existe? Se sim, ele podia vir aqui dizer um “oi”. Um “eu te amo ainda”. Ou, “desista você não tem esperança”. Resolveria tanto coisa. Se Deus é invisível e sempre continuará assim porque precisamos vê-lo? Se temos que interpretar sua direção, sua vontade, porque devemos lhe perguntar coisas? Será que um livro compilado com o passar do tempo e cheio de histórias é a vontade dele?
É mais difícil acreditar nisso do que na existência de Deus. Olhe a história. Veja o que aconteceu. Deus existirá cada vez menos. Investique o pensamento humano e como ele constrói as fábulas, a filosofia, a sociedade. Deus praticamente se desaparecerá. Olhe o universo e acredite que as coisas simplesmente são e a criação se tornará sem sentido. Acredite nos telescópios que dizem sobre as galáxias quase que infinitas e Deus se tornará muito mesquinho de ter ficado com a Terra só como seu aquário pessoal.

Deus morre a cada dia, diminui a cada dia, inexistente a cada dia. Porque esse Deus, na verdade, não existe! Nós o inventamos e quando descobrimos como foi essa invenção, começamos a nos repudiar de ter feito tal trabalho. E ainda por cima usado essa fábula mística para matar, controlar e até dar paz para tantas pessoas.

“A verdade vos libertará”. A grande verdade é que devemos assassinar esse Deus antes que ele tome o mundo todo e a criação da mente humana seja por fim a dominadora da mesma. Só pode saber quem é o Criador quem um dia esteve lá com ele. Entender que não é um Deus apenas e, sim o Criador. Acima da imaginação, a fonte da vida, não simplesmente da nossa. A energia que criou o cosmo e o faz multiplicar de tamanho. Que criou as menores bactérias e as maiores supernovas. Esse DEUS deve existir mesmo. E como só ouvi dizer de um que disse que o conhecia, e como quero descobrir se ELE existe e se importa conosco mesmo. Eu resolvo seguir essas pistas. Se quiser seguir outra, ou nenhuma. Tudo bem. Te entendo. Mas, pelo menos hoje, não vou ficar olhando o teto gélido da insuportável cor branca. Não me interessa, hoje, as meias verdades. Só as pistas. E as melhores pistas para se descobrir se existe DEUS eu encontrei com um judeu chamado Jesus. Até descobrir que as pistas dele são falsas prossigo a buscar o que nunca encontrei, mas continuarei procurando. Quando eu me convencer de que não nasci para isso, venho aqui e leilôo o sofá. Até lá conversarei sobre a dúvida e a esperança da existência de DEUS. Boa noite.


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Não "metáforize" tudo!!





Encontrei um menino ontem no meio do parque. O vi de longe admirando o céu com a bola do lado e as meias sujas por conta do parquinho de areia.

 Passei do lado e disse: Ei! Moleque, vai ficar com o pescoço doido de olhar tão pra cima assim!
Era engraçada a cena por conta que o céu na capital do Brasil, nessa época do ano, tende a ficar imensamente cinza por conta das nuvens de frio e chuva que se alocam na cidade por longos períodos. O menino estava olhando simplesmente para uma massa cinza, sem variação ou formas atrativas. Era tudo cinza. Denso.

Ele me respondeu: Essa p**** do céu mudou de cor!

Eu achei graça da revolta do garoto ser tão grande. E resolvi alongar o papo.

Disse: O céu não mudou de cor, só a nuvem o cobriu. O céu ainda é azul durante o dia e preto durante a noite.

Pela primeira vez ele baixou o pescoço e olhou para mim com a cara mais abusada que um moleque pode fazer.

Escuta aqui, começou ele, só porque eu sou mais novo que você não significa que tem o direito de zuar da minha cara.

Insisti e tentei explicar, não vale contar esse diálogo por que isso aqui não é uma história e sim um inconveniente de criança birrenta na metade da minha tarde no parque.

Vale dizer apenas como consegui encerrar a discussão. Quando ele perguntou como tinha tanta certeza eu respondi que já estive lá. Quando se voa de avião se percebe que o céu ainda é azul e a noite ainda é negra independente das nuvens que estejam cobrindo a paisagem.

Como ele era do tipo que só acredita vendo prometi trazer para ele as fotos quando fosse para o Rio agora no próximo mês.

Moral da história: Tire fotos da próxima vez que viajar de avião, senão ninguém acreditará nas histórias que contamos.


#ficadica



p.s: Toda terça-feira vamos discutir uma série especial preparada ano passado sobre Jesus. Série "Quem é você?"... Aguarde na poltrona da sala...=D


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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Ao Deus mudo meu "Glória a Deus".

Beleza! Entendi o recado.
Outro dia alguém ficou me repetindo algo. Algo que eu já tinha dito que iria fazer. Dei minha palavra e garantia. Mas a pessoa não calou a boca. Repetiu. Todos os dias a mesma coisa. Fiquei indignado. Como podia duvidar do que eu tinha falado. Por fim, mandei ir tomar banho na “soda cáustica” e ignorei. Vou fazer o que falei. Mas não agüento zumbido no ouvido o tempo todo. Dane-se se a pessoa está com pressa ou querendo mil vezes uma confirmação. Falei, tenho caráter, vou cumprir e fim. Até lá ela vai falar com as paredes.

Viu como entendi o recado. O que eu fiz, não foi o que Deus faz comigo. Mas é quase parecido. Sabe, Elias queria do jeito dele, Deus fez de outro. Jonas uma coisa, Deus a forma dele. Moisés discutiu tanto que levou bronca. Abraão negociou e não salvou ninguém, exceto três pessoas. Todos os juízes foram levantados porque o povo era chato demais para perceber que estavam aporrinhando sobre o obvio. Paulo mudou a rota. Enfim, Deus fez o que ele iria fazer. E disse uma vez, no máximo duas ou três. Depois chega. Acabou. A última resposta de Jesus a molestação de Lucifer “não tentarás o Senhor teu Deus”.

Ele se cala porque não precisa se reafirmar, ele já disse o queria dos filhos, dos servos, dos amigos. Não precisa “redizer”. Você também sabe. Cala sua boca. Para de perguntar, seu chato desgraçado. Deus nunca vai te xingar, mas eu posso me e te xingar. Isaías fez e depois teve a visão. Gideão fez e depois foi chamado, etc, etc, etc, etc. O mundo, sua vida, sua família, você, não precisa das suas orações e lamentações, gemidos e lágrimas, e sim das suas ações. Faça, refaça. Para de agir igual um idiota porque terminou o namoro, um líder babaca falou asneiras no púlpito. Concerte as coisas. Ou pelo menos discuta as soluções para isso.


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sábado, 12 de fevereiro de 2011

Sit Please!




Lembra da década de 90?

Lembra dos anos 2000 até 2010?

Me lembro muito bem que reclamavamos muito. A igreja isso, a instituição aquilo! Os líderes isso, os crentes aquilo!

Vinte anos até 2011...acho que já deu para fazer todas as perguntas possíveis, não acha?!

Estou convencido disso. Que tal começarmos a buscar as respostas, elas trarão novas perguntas. Mas, pelo menos serão novas e para as velhas teremos respostas. Acho mais louvável. Não acha?!


Como resolveremos o que apontamos durante vinte anos?

Estou convicto de que esse ano será para respostas (e novas perguntas). Adoro as dúvidas mas sou incrivelmente mais apaixonado pelas verdades. Te convido a vir para o sofá esse ano com isso na cabeça. Topa?


fiodarabiola@gmail.com

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sábado, 29 de janeiro de 2011

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Duas tendências... TENDÊNCIAS!


Essa semana na agência em que trabalho participei de um workshop sobre as classes sociais CDE. Claro que não vou falar de coisas publicitárias hoje aqui. Todavia, quero expor duas suspeitas, duas tendências possíveis de acontecer na história da igreja moderna. Consideremos esse post um anexo para a Série sobre a igreja moderna.

 Para não dizer que eu não falei das flores...

Primeira - Evolução digital e tecnologia

Você já ouviu falar dos conceitos dos “nativos digitais”? Não há nada mágico nisso, todos que nasceram de 80’ para cá com certeza já o são. Esse modo de pensar, traduzido magnificamente pelo Walter Longo à Matriz Comunicação em uma entrevista, não é novo e nem difícil de entender. Tentando uma síntese, pense no grupo de pessoas que nasceram dentro das épocas mais modernas em questões de tecnologias. Tudo bem que você pode ter visto o tal “celular tijolão” quando criança, não importa. Você viu, já existia então. Então você nasceu nessa época. Simples assim. Os mais velhos podem migrar para essa geração digital ou fazer visitas esporádicas não estabelecendo uma conexão verdadeira com essas tecnologias.
              
Enfim, estive observando a mim mesmo e aos mais próximos. Por exemplo, meus irmãos que são 10 anos mais novos que eu fazem um uso inexplicável da internet. A forma que interagem já é uma maneira totalmente diferente da minha. Do que estou falando? Os conceitos virtual e real, on e off.

Detalhando

Minha geração e os mais velhos viveram muito intensamente um padrão de vida sem muita tecnologia. E são esses mesmo que insistem nessa chatice de dizer:

— As relações virtuais não são como as reais.

Bom, talvez não fossem. Mas estão se tornando. O mundo de hoje não se divide em vida real ou virtual. Esses conceitos estão se fundindo. Tudo é real, às vezes expressado no ambiente físico, outras online. Essa nova geração tem conseguido fazer essa fusão. Por isso, que é muito fácil se conectar e conhecer pessoas online, brigar e perder amigos por conta de uma frase mal dita no MSN. As pessoas tem se aproximado mais. E não seja um arcaico dizendo que se aproximam virtualmente, mas não fisicamente. Todo contato online, a não ser que a distância seja além do município, acaba levando para o físico. O que importa é que a divulgação e exposição de conteúdos online, o nascimento dos blogs e vlogs, twitcam e derivados. Trazem a possibilidade de uma futura igreja virtual. E só a geração do futuro saberá vivê-la e pastorea-la. Os mais tradicionais acharão isso um absurdo. Mas, grandes igrejas serão aquelas que com um streaming sintetizarão acessos de milhares de pessoas. Espero que os primeiros a fazerem isso sejam as pessoas intencionadas em falar de Jesus. Porque se procrastinarmos isso, esses falsos cristãos que querem grana travestida de dízimos farão isso e arrebatará milhares de inocentes para a boca de um lobo.

Isso nos leva para a segunda tendência...

Segunda - A durabilidade do império pseudo-cristão
               
Uma coisa que quem trabalha com mercado publicitário sabe muito bem é que no Brasil as classes sociais tem tido uma mudança significativa. Centenas de reportagens estão disponíveis em canais de vídeo, na internet, sobre isso. Então o assunto é grande para explicar aqui, confiando que você já viu essas reportagens ou vai clicar em algum dos links espalhados pelo post.


Detalhando:

O consumismo aumentou, as classes mais pobres estão tendo ascensão. Mesmo que continuem como no máximo classe C, o poder e a transformação que estão tendo são visíveis. Mas para a religião é um prato cheio, essa maioria de pessoas desejam como mostra a pirâmide de Maslow coisas além das que só satisfazer seus interesses básicos.

Se Deus der mais do que isso. Uma vida abundante, por exemplo. Talvez um carro ou um concurso, talvez nós sejamos feitos para a vitória constante, nossa prosperidade seja a vontade de Deus e blá blá blá. Se alguém falar essas coisas, toda essa massa intensa de pessoas que consomem isso e deseja isso, vão também estar ouvindo esses manipuladores. Como esses falsos cristãos sempre existirão bem provável que os grandes impérios monopolistas e hierárquicos do cristianismo contemporâneo perdurem muito tempo e seus fieis alienados seguidores continuem o patrocinando. Afinal, CRM maravilhoso eles têm. Infelizmente.




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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Segundos preciosos

Beleza. Eu não congrego, mas eu tento. Isso ninguém pode negar. Há meses que não congrego em uma igreja mas a meses que vou em uma (ou visito outras) com alguns amigos. Sempre saio de casa desanimado, pois tenho a certeza absoluta que terei todas as palavras de motivação, todavia voltarei sem nenhuma sobre Jesus. Mas eu tento. Porque? Não sei. Eu tento. Talvez lá no fundo eu acredite que essas igrejas possam mudar e se converterem a Jesus se tornando um lugar onde as pessoas poderão saber mais sobre ele para achá-lo. Isso é uma esperança. Fé. Não é em absoluta certeza o que eu vejo acontecer.

Ontem, domingo, fui em especial em uma de um pastor que conheço há anos. Velho amigo. Esperava que ele realmente pregasse naquela noite. Depois do louvor e das palavras que nada interessam para a vida espiritual, ele subiu, pegou o microfone, abriu a bíblia e falou sobre Jesus. Há tempo eu tentava ouvir algo sobre Jesus, qualquer coisa, só queria ouvir o nome dele pelo menos mais de cinco vezes em um culto de duas horas nas igrejas dos crentes. Ele falou por alguns segundos e infelizmente passou a palavra para outro pastor pregar. Triste, a mesma ladainha. Se não fosse um amigo ao meu lado eu teria saido. Depois fui abraça-lo, conversei com amigos e fui embora.

Enfim, poucos segundos. Preciosos segundos. Ouvi sobre Jesus e isso me deu paz. Claro que carregou só algumas pilhas, a bateria ainda está fraca, mas aquela energia me deu algum tipo de força. Sabe as vezes vale a pena ouvir tanta balela para ter a sorte de algum dia entrar em uma dessas igrejas e ouvir sobre Jesus. Não que esses lugares sejam os únicos em que isso possa acontecer, mas ainda são lugares onde talvez isso possa acontecer. Vale o risco.



Boa semana.

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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Aos escritores com amor...



Algo me deixou muito triste na última semana. Visitando alguns antigos escritores, alguns blogs e conversando com alguns amigos percebi que, por algum acontecimento qualquer, grande parte deles pararam de escrever.

O ser humano nasceu para se expressar, para comunicar. Para pensar, para discutir. Onde estão as pessoas que querem conversar e compartilhar pensamentos? Repensar os modelos, repensar a cultura e o comportamento?

Aos escritores, oradores, atores, artistas, compositores, musicistas, blogueiros, inventores, dançarinos e todo aquele que em sua profissão, hobbie ou por decisão se expressa. Peço-lhes não parem. O mundo precisa de arte, pensamento, discussão, expressão. Não ache que não há quem para apreciar, sempre haverá alguém que necessita da interpretação do mundo que você pode oferecer.

Com amor... Não parem. Se pararmos ao invés de nos unirmos (no sentido de continuar produzindo conteúdo) não haverá matéria bruta no futuro, a alienação prevalecerá agora e morreremos explodindo por dentro por ter decidido parar.

Acredite. O mundo só é humano porque os humanos expressam sua humanidade. Pleonasmo desnecessário. Mas é a verdade.


Tire um cochilo no sofá e volte a se expressar como fazia. Beijos e mande depois para mim, quero apreciar.

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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Brasília está no verão... "que verão?", perguntarão os brasilienses que lerem essa frase. Aqui só chove. O tempo todo, a cada meia hora, chove. Eu adoro chuva, tomar banho de chuva então... mas, para que falar disso quando encontramos alguém que escreve tão bem aquilo que pensamos em escrever. Aprecie.




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Num final de tarde...
Por Jacqueline Boriam - Blog Verbo Vivo

Foi na Quinta-Feira, saindo de casa para ir para a faculdade, vi o Jornal Local, e a apresentadora informou que era previsto chuva pra tarde daquele dia em toda região.Incrédula ao olhar para o céu e ver que o dia estava lindo, saí , como de costume, sem guarda-chuva!

E, aquela tarde passou ( na verdade não vi muito porque estava na sala de aula,bitolada nos exercícios de matemática,rs), mas, ao trocar de lugar para a próxima matéria, meu amigo comentou que estava começando a chover!

(Estranho esse post?! Calma eu chego lá, rs!)
Enfim, mais duas horas lá e como toda Quinta, após a aula, antes do Inglês paro na doceria (boaaa) e sigo...Mas, aquele dia, por uns probleminhas acabei atrasando e já estava chuviscando!O que eu não esperava é que faltando um quarteirão pra chegar no meu "destino" a chuva aumentou sobremaneira e me "refugiei" em um toldo na esquina da escola. Ela era tão forte que dava medo a princípio.

As pessoas foram parando. Ali parecia mais seguro devido a intensidade do vento e do volume de água.As luzes dos postes piscavam.Pra quem conhece aquela rua, que é famosa por ser uma das mais arborizadas, pode ter uma idéia do que era aquelas folhas voando , levadas pelo vento fortíssimo.Confesso, de início, fiquei receiosa, as pessoas que ali estavam, comentavam abismadas de como o tempo mudara rapidamente, e eu abraçada aos livros e cadernos, tentando me proteger, fui invadida por uma paz.Toda vez que chove sinto algo estranho!Engraçado pensar, mas como se a chuva e o tempo feio fosse um castigo , não sei, rs! Mas aquele dia senti, depois de minutos, uma alegria tão grande porque, ao ver aquela quantidade imensa de folhas, luzes piscando, vento, chuva, tudo em tão pouco tempo, lembrei- me do Deus poderoso que tudo criou, que nos enche de promessas e que diz que "ainda que andassemos pelo vale da sombra da morte não temeríamos mal algum porque Ele está conosco".

Aquela experiência me fez enxergar, mais uma vez, que Deus é soberano sobre todas as coisas.Assim como criou todos os fenômenos naturais, também nos criou.Assim como uma folha não cai da árvore sem que Deus permita, nada da nossa vida passa despercebido por Ele.Grande Ele é, bondoso e misericordioso é o Nosso Deus!


Por fim, cheguei meia hora atrasada na aula: molhada e feliz!
hehe

God Bless

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p.s: Aos brasilienses, aproveitem para tomar banho de chuva com Papai antes que aquela seca de mais de 100 dias chegue. #fikadica

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