quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Série - Presentes de fim de ano. Presente 1 - Assuma-se


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Caminhava meu irmão mais velho por ruas em terras do Oriente Médio
, até que certa vez encontrou-se com um homem chamado Levi - vulgo Mateus - e convidou-lhe para seguir consigo em seu caminho. O homem que estava absorto em seus pensamentos de um salto se colocou em pé e passou a caminhar ao seu lado. Como as horas se passavam e a estadia se fazia necessária. Levi convidou toda aquela trupe que seguia meu irmão para comer em sua casa. E foi ali que o barraco desabou...

Muitos homens de índole religiosa seguiam com Jesus, "para que" nunca ninguém soube, além de seus discípulos e uma série de outras pessoas estranhas que viviam pedindo milagres. Obviamente que tantas pessoas diferentes mais cedo ou mais tarde se estranhassem, pois foi o que aconteceu, os mais afortunados não queriam compartilhar à mesa com os esquisitões "plebeus". E uma disputa pela presença do meu irmão se emplacou:

- Como você se assenta para comer com pecadores e publicanos? (N. do A. - "publicanos" seriam aqueles que desviam dinheiro para dar panetones por aí!)

Meu irmão, muito sábio como sempre, em sua eterna paciência resolveu dar uma devida resposta. E começou a dizer que aqueles que precisam de sua presença são justamente as pessoas que não tem apoio social, precisam de socorro e milagres.

É lógico que aqueles homens não entediam como podia o Messias, o Ungido e Rei, se misturar com tal horrenda corja. Nem que meu irmão desenhasse eles entenderiam o plano de Deus.

Então com rápida espiada na roupa de Levi - que julgo eu, ser o homem mais perto dele e que por alguma demência que a bíblia não conta, no caminho rasgou sua roupa de linho fino - e ao pegar o odre de vinho que Pedro, afoito, lhe passava. Passou a descrever o maior presente, de três, que recebi...

Disse mais ou menos nesses termos:

- Não adianta em uma roupa tão cara e fina, pegar um pedaço de pano velho, encardido e costurar para que o buraco se feche. Assim como não há meios de pegar um saco de couro, odre, e colocar um vinho novo. Pois, o couro se dilata por causa da fermentação do vinho e quando o vinho então se fermenta o couro alcança sua dilatação máxima e assim permanece.

Se colocarmos um vinho novo nesse odre, ocuparemos o espaço físico com um vinho que ainda há de se expandir, sendo assim, fato é que derramará, pois o couro já na sua capacidade máxima não dilatará mais. Pois de fato falamos, então fato é que: em saco de couro novo que se ponha vinho novo; e em saco de couro velho se ponha vinho velho. Todavia não são vocês que ao provar tal vinho velho, por ser envelhecido lhes parece melhor?! E tento provado não dizem que o vinho velho é melhor e não há necessidade de se ter o novo?! Sim, vocês isso fazem.


Poxa, se aqueles homens não fossem tão tapados certamente teriam sido renovados por tal palavra.

Como tapado-mor também precisei de uma ajuda. Graças ao Espírito Santo compreendi essa mensagem criptografada, e compartilho com vocês em breves pensamentos o que me foi ensinado...

...O vinho nos representa muitas vezes a unção que tanto queremos de Deus. Essa unção é magnífica e tem um tempo certo de ser experimentada e repassada. Na nossa ansia de seres pós-modernos sempre achamos que o novo é o melhor. Então, passamos a gritar ousadamente em direção aos céus para que possamos receber o vinho novo. A unção nova. Sem ter ao menos o entendimento do que isso significa.

Sim, há uma unção nova a ser dada aos filhos de Deus. Essa unção será fermentada dentro de odres novos. A pergunta é? Que tipo de odre você é? Se você for um odre novo prepare-se, a fermentação da unção dentro de você será torturante. Isso vai requerer que seu espírito se dilate dentro de você inúmeras vezes, para conter essa unção. E certamente, não pode romper. É algo extremamente dolorido e angustiante. Sua vida será formada segundo a dilatação da unção. Então pense duas vezes se quer realmente carregar uma unção nova para sua vida.

Agora antes que equivocadamente você responda que quer, duas considerações:

1- A unção nova não é aceita, não é bebida hoje. Certamente quando você abrir a boca para falar do que Deus te tem compartilhado, as pessoas vão te recriminar. Você será considerado: liberal, rebelde, questionador, louco, "viajante", underground, teológo etc. Enfim, você receberá duros apelidos, seus olhos verão que é a unção para a geração pós-moderna, porém ninguém te acompanhará no processo. Digo-lhe porque! O Mestre disse: "tendo provado o vinho velho, dizem: o vinho velho é melhor e não precisamos do novo." Na mente das pessoas de hoje não precisamos de um novo modelo, de uma nova revelação etc. Porque a unção atual que está sobre a Igreja é o suficiente. "Não precisamos de modelos novos, estes ainda funcionam" mais ou menos isso odres novos escutam. Suas idéias são ditas como futuristas demais. E a velha tradição é perpetuada.

Isso acontece com odres novos. Agora preste atenção: A unção que fermenta dentro de você não é para as pessoas de agora e sim para os próximos cristãos, quando os próximos chegarem beberão do vinho que há dentro de você, porque este já estará envelhecido e fermentado, pronto para ser consumido. Então não julgue os odres velhos que tão zelosamente protegem o vinho atual, a unção atual fortalecerá os cristãos atuais e lógicamente VOCÊ... é sim, você. Afinal, você também precisa de forças, então não seja orgulhoso honre o vinho atual, e se fortaleça da unção atual.

2 - Nunca vi um odre se formatando em outro. Descubra o tipo de odre que você é. Se for odre velho, lembre-se sua missão é mais urgente, requer atenção imediata, não se atrase, vá para o trabalho, guarde e proteja a unção existente, certifique-se de que não acabe essa unção até que a outra esteja fermentada. Se for odre novo, não julgue os outros, pois estes trabalham de forma incansável para que nós tenhamos suprimentos até que a unção em nós se fermente. Agora, seja firme. Não veja os julgamentos. E não desista, custe o que custar você tem que suportar. As próximas gerações beberão do vinho que fermenta em ti. Se você romper, pessoas ficaram sem vinho no futuro. Pense nisso. Seja quem Deus quer que você seja.

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Meu irmão em metáforas e histórias nos deixou segredos criptografados que a cada vez se revelam diferentemente. Se quiser descriptografar pessoalmente está em Lucas 5. 27-39.

Bom, vou dormir. Há, um beijo especial para meu irmão primogênito, Jesus te amo!

A vocês: não durmam no sofá! Ainda falta o presente 2. Boa noite.


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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Notícias

Irmãos cristãos são envenenados por patrão muçulmano

Compass Direct

PAQUISTÃO (13º) - Patrões muçulmanos de três faxineiros cristãos teriam os envenenado em um salão de festas no dia 15 de dezembro, matando dois deles. No momento dessa notícia, o terceiro estava lutando contra a morte sob cuidados especiais.

O pai dos três trabalhadores, Yousaf Masih, disse que o proprietário do salão de festas, juntamente com o administrador, envenenaram seus filhos porque eram cristãos que ousaram pedir pelo pagamento que lhes era devido.

Imran Masih, 29, e Irfan Masih, 25, morreram no Salão de Festas Ferozewala Pul após terem sido forçados a beber algo fortemente envenenado, disse Yousaf Masih. O terceiro trabalhador, Aakash Masih, de 23 anos, estava em condições críticas na UTI do Hospital Civil de Gujranwala, na província de Punjab.

“Na posição em que estavam, parece que foram forçados a consumir algum tipo de bebida envenenada, ou alguma droga, e foram deixados lá para morrer”, disse Yousaf Masih. “A administração do salão de festas não telefonou nem os levou para um hospital. Em vez disso, eles nos telefonaram após a morte de dois de nossos entes queridos.”

A delegacia de polícia Colônia dos Povos registrou um assassinato e um caso de fraude contra Imtiyas Warriach, proprietário do salão de festas Ferozewala Pul, e contra o administrador do salão, Abid Virk. Até o momento dessa notícia, os dois permanecem em liberdade.

O chefe da delegacia de polícia não estava disponível para comentar o assunto, mas um oficial disse à agência de notícias Compass Direct News que os dois suspeitos seriam presos em breve.

A família soube das mortes quando um outro filho de Yousaf Masih, Javed Masih, de 21 anos, recebeu um telefonema em casa do proprietário do salão, Imtiyas Warriach, dizendo que seu irmão mais velho, Imran Masih, estava morto no chão do salão de festas.

Por não terem recebido pagamento, os três irmãos tinham deixado o salão para trabalhar em outro local antes de terem regressado no fim de semana que antecedeu o envenenamento. Javed Masih disse que falara ao telefone com Imtiyas na sexta-feria, dia 11/12, quando o proprietário ligara pedindo que seus três irmãos voltassem ao trabalho.

“O proprietário e o administrador do salão de festas me ligaram na manhã do dia 11 de dezembro e imploraram para que meus três irmãos se reunissem e começassem a trabalhar”, disse Javed Masih. “Eles prometeram pagar seus salários atrasados, bem como um bônus de natal e as horas extras. Meus irmãos concordaram e foram trabalhar na manhã seguinte.”

Quando Yousaf e Javed Masih foram chamados ao salão de festas, no dia 15 de dezembro, encontraram Imran Masih e Irfan Masih mortos. Aakash Masih estava vivo, mas ainda deitado no chão, disseram eles.

Yousaf Masih disse que, há muito tempo, seus filhos tinham-lhe dito que o proprietário Imtiyas Warriach e o administrador Abid Virk se recusavam a pagar suas diárias e que os administradores e membros da equipe do salão falavam-lhes de forma depreciativa por serem cristãos.

“Sobre a exigência de suas diárias, o proprietário e o administrador tinham-lhes ameaçado que continuariam a trabalhar sem pagamento ou enfrentariam consequências terríveis”, disse Yousaf Masih. “Após meus filhos terem voltado a trabalhar como faxineiros, tanto o proprietário como o administrador começaram a ridicularizá-los por terem deixado o emprego anteriormente. Os dois muçulmanos zombaram de meus filhos por serem cristãos e os chamou de nomes pejorativos tais como "Chootra"”.

Yousaf Masih, de 47 anos, disse ao Compass no escritório de uma organização de direitos humanos que seus filhos haviam trabalhado no mesmo salão de festas desde o dia de sua abertura em 2005. Soluçando, ele disse que o proprietário e o administrador nunca lhes pagaram o salário completo durante esse tempo. Então, eles começaram a procurar por outro trabalho algumas semanas antes do festival islâmico de sacrifício, chamado Eid-ul-Azha.

Os muçulmanos evitam casamentos durante o mês islâmico de Muharram. Então, na pequena janela de tempo entre esse mês e o fim do festival de Eid-ul-Azha, os salões de festas de casamento prosperam e precisam de toda a ajuda possível, disse ele.

Javed Masih disse que os corpos de Imran Masih e Irfan Masih foram levados para o necrotério do Hospital Civil de Gujranwala para autópsia.


Mais informações www.underground.org.br

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Série - Presentes de fim de ano. Presente 3 - Não se mova!



Ansiedade. Meu maior pecado. Este se torna a porta para todos os outros. Me deixa instável.
Desestabiliza. Recebi três presentes no final do ano. Esse é o terceiro deles. Gostaria de conversar sobre ele e desembrulhar o pacote com você. Sinta-se em casa...


Você conhece a história, basta descrevê-la que você lembrará.

Um homem baixinho, uma multidão se empurrando, um homem importante e seus díscipulos sendo a causa disso tudo, uma árvore no meio do caminho.

Caso não tenha se lembrado certamente o nome Zaqueu te será uma ajuda à memória e no caso de ser novidade consulte o evangelho segundo S. Lucas capítulo 19 nos versos de 1 ao 5.

Enfim, sintonizados na mesma história uma curiosidade...

O baixinho nunca conseguiria alcançar Jesus, ou vê-lo de longe, mover-se atrás de Jesus seria perigoso para alguém da sua estatura, por conta da multidão. Qual era o segredo então?

O segredo era não se mover. Zaqueu corria em busca de Jesus, porém, desapercebido passaria por conta de vários fatores. A solução mais obvia era aumentar a percepção da visão subindo na árvore e ficando parado esperando ele passar por ali.

Esse segredo foi desapercebidamente obedecido por outros, André e Pedro, João e Tiago, Mateus etc. Todos estavam parados. Jesus se moveu até eles. O cego Bartimeu, não se moveu até Jesus o chamar. Pedro só saiu caminhando nas águas depois de ter sido chamado, os 12 apóstolos foram convidados por Jesus para esse cargo ocuparem, não me lembro de referências sobre concursos para essas ocupações.

Onde quero chegar? Em lugar nenhum. Ficar necessáriamente parado. Nos mover traz uma visão limitada, nossa concentração é unilateral, isso implica em visão menos abrangente de Cristo. Sempre queremos nos mover em direção a Ele, procurá-lo, ir para o centro da Sua Vontade, etc. Movimento.

Lembra o que Jesus falou para Natanel? "... eu te vi, quando você estava embaixo da figueira..."

Jesus está te vendo, assim como sabia que Zaqueu estava ali. Basta-nos estarmos no lugar certo, qual lugar? No lugar onde Jesus se moverá! O convite virá dele. O ínicio do ministério virá dele. O "start" para começar a ver milagres virá dele. O chamado para segui-lo virá dele. O convite para a intimidade virá dele. Basta fitar os olhos nele. Ver seus movimentos. E esperar ele passar embaixo da figueira.







Não se apresse. Ainda falta compartilhar-lhe 2 presentes, Café?!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Jesus rompeu nossas muralhas de medo, ódio e depressão

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Diante de mim estão sentadas duas irmãs felizes e sem véu. Segundo o passaporte delas, elas são muçulmanas. Na verdade, são seguidoras de Jesus Cristo. Dimiana, 34 anos, e Miriam, 28 anos, são cristãs secretas. Os pais, amigos e vizinhos não sabem que elas são cristãs. Eles não sabem como o Senhor lutou para convencer essas duas mulheres de seu amor. Elas nunca puderam falar sobre isso antes. Até agora. Pela primeira vez, elas irão contar inteiramente suas histórias. Antes de o Senhor assumir o controle de sua vida, Dimiana estava trancafiada no ódio. Miriam tentou suicídio três vezes. "Nós estamos cheias de vida, mas não podemos dizer isso a ninguém".

Quando perguntei como elas se tornaram cristãs, Dimiana começou a contar sobre os incidentes dolorosos que enfrentou durante sua infância. Ela disse: "Fui abusada sexualmente e isso estragou minha vida. Eu tinha medo de todos os homens. Não queria ter relação de nenhum tipo com o sexo oposto. Não conseguia me relacionar nem com meus pais, com meus irmãos mais novos ou com minha irmã, Miriam. Eu me comportava agressivamente na escola. Meu pai me espancava todos os dias".

Miriam e Dimiana foram criadas no islamismo. Dimiana disse: "Nossa mãe é uma muçulmana fanática. Ela até 'evangeliza' cristãos para conquistá-los para o islã. Ela está envolvida com feitiçaria e adivinhação. Ela nos ensinou sobre os cinco pilares do islã, sobre a importância de frequentarmos uma mesquita e de ter uma vida de oração. Ainda assim, eu não conseguia orar, por causa do abuso sexual que sofri, me sentia suja, culpada e indigna. Nunca poderia me aproximar de Alá. Quando completei 16 anos, comecei a fazer a terapia. Fui medicada com antidepressivos e, por causa disso, me sentia melhor".

Após concluir os estudos, Dimiana começou a trabalhar como enfermeira em um hospital. "Havia muitos cristãos ortodoxos trabalhando ali e, algumas vezes, nós conversávamos sobre fé. Eu disse a meus amigos cristãos: 'Sinto pena de vocês, porque vocês irão para o inferno'. Mas, por alguma razão desconhecida, eu fiquei curiosa por conhecer a fé deles. Fiz várias perguntas a eles sobre o cristianismo. Como Deus faz para gerar a vida de uma criança no ventre da mulher? Por que vocês adoram três deuses? Um dos médicos percebeu que eu estava buscando o Evangelho, mesmo eu não tendo percebido que estava fazendo isso. Ele me desafiou a pedir a Deus que se revelasse a si mesmo para mim".

Peregrinação

Dimiana começou a buscar o Senhor Jesus no Alcorão, mas não conseguia encontrá-lo ali. Pouco depois de ter completado 20 anos, a mãe de Dimiana fez a peregrinação à Meca. Ali, ela encontrou um egípcio que seria um bom partido para casar-se com Dimiana. A jovem pediu conselho ao médico, que agora era seu amigo. "Ele leu a Bíblia comigo, mas eu estava tão trancafiada em meu próprio mundo que não conseguia nem olhar para a Bíblia dele. Alguns dias depois, o médico teve que viajar para o exterior e pediu a um amigo que me ajudasse. Esse homem lia a Bíblia comigo frequentemente, mas eu entendia muito pouco dela. Eu constantemente lhe apontava o que acreditava serem contradições. Como era possível que no Antigo Testamento Deus dissesse que uma mulher adúltera deveria ser apedrejada, enquanto que no Novo Testamento ele dizia que ela era livre para ir? Nesse período, desonrando grandemente meus pais, rompi o noivado. Fui muito criticada por isso, mas perseverei."

Uma nova visão

Cristo ainda não tinha terminado a obra em sua vida. Em 1998, Dimiana teve uma visão. "Eu vi o Senhor Jesus andando com uma lâmpada a óleo nas mãos. No momento certo, ele colocou um pouco mais de óleo na lâmpada. Ele repetiu isso diversas vezes. Contei a meus amigos cristãos sobre essa visão. Eles me disseram: 'O óleo é sua fé e o Senhor tem mantido a chama da sua fé acesa e queimando, porque ela quase se extinguiu'. Eu neguei isso veemente."

Deus quase conseguiu tê-la aonde ele queria que ela estivesse. Ela lhe pediu que ele se revelasse a ela. "Os cristãos acreditavam que era tempo de eu ser batizada, mas eu recusei. Eu pensava que o batismo era mais uma maneira de crucificação. Eles me explicaram o significado real do batismo e, então, concordei. Quando estava sendo submergida na água, senti como se um fardo muito pesado fosse retirado dos meus ombros. Sentia-me mais leve. Estava cheia de algo diferente e não conseguia entender o que havia acontecido. Somente mais tarde, passei a compreender, quando li Gênesis 1. Ali, naquele momento, Deus fez de mim uma nova criatura. A escuridão que havia em mim desapareceu e eu estava agora cheia de luz".

A mudança

A primeira pessoa a notar a diferença em Dimiana foi sua irmã, Miriam. "Antes da conversão de Dimiana, nós nunca conseguíamos nos dar bem. Nós não tínhamos realmente relacionamento algum. De repente, ela passou a me procurar. Eu não sabia o que estava acontecendo. Mas não rejeitei aquilo. Pelo menos havia alguém que estava me dando um pouco de atenção."

Miriam começou a contar sobre sua juventude, quando ela tentou cometer suicídio três vezes. "Dimiana era a filha mais velha. Meus dois irmãos receberam uma quantia razoável de atenção, porque eram meninos, mas não havia ninguém que me desse o mínimo de atenção. Então, tentei em vão agradar minha mãe. Entre os 12 e 15 anos de idade, tentei triar minha própria vida três vezes. Tomei uma overdose de remédios e fiquei esperando até morrer. Se eu fosse para perto de Alá, talvez recebesse um pouco de amor, mas o mais importante de tudo era que deixaria essa vida para trás. No hospital, recebi uma lavagem estomacal e, para me proteger, os médicos não disseram aos meus pais que eu havia tentado suicídio".

Face a face com a morte Dimiana começou a batalhar em oração pela vida de Miriam. "Eu disse a Deus: 'Na Bíblia diz que é melhor dois estarem juntos. Por favor, dê-me minha irmã."

Miriam disse: "Fiquei realmente feliz com a mudança em Dimiana, mas eu ainda não queria saber nada sobre Cristo. Se eu viesse a crer nele, a desgraça sobre minha família seria grande demais. Então, me deparei face a face com a morte novamente. Durante uma viagem no ano 2000, o veículo que estávamos viajando se envolveu em um acidente e eu quase morri afogada. Durante o resto do feriado, pensei sobre a questão: 'Para onde eu iria se eu morresse. Será que eu iria para o céu?'."

Miriam voltou deprimida do feriado. "Eu sabia qual era o caminho certo. Eu sabia que tinha que segui a Cristo, mas não queria fazer isso. Disse tudo isso a Dimiana e comecei a chorar." Então, Dimiana me disse: "Enquanto ela chorava, eu me regozijava por dentro. Ela não estava longe do Reino de Deus".

Finalmente, naquele dia, Miriam disse a ela: "Quero ser batizada".

Rebelião

Dimiana e Miriam decidiram que não usariam mais o véu. Dimiana relatou: "Nossa mãe vê isso como um ato de rebeldia contra o Islã. Por causa disto, alguns anos atrás, ela nos expulsou da casa. Felizmente, outros familiares interferiram. Eles conseguiram um pequeno apartamento para nós. Fica exatamente abaixo do apartamento de nossos pais, mas, pelo menos, temos um teto para separar nossas cabeças".

Miriam disse: "Acho muito mais difícil agora, pois tenho que viver com duas personalidades. Não posso ser quem eu realmente sou. Nós fomos muito criticadas, porque deixamos de usar o véu. Agora, no período do Ramadã, sou obrigada a jejuar. Não posso falar de Jesus no trabalho. Tenho uma amiga cristã que é frequentemente desafiada pelos amigos muçulmanos e ela não sabe como responder as perguntas. Ela sabe que sou cristã e olha para mim implorando por socorro, mas não posso me expor. Algumas vezes, digo algo como: 'Eu li que...'. Mas mesmo isso é muito perigoso. As pessoas imediatamente querem saber porque li temas cristãos".

Dimiana interferiu dizendo: "Quando conversamos sobre Deus, nós precisamos sempre usar linguagem islâmica. Algumas vezes, eu até cito algum versículo bíblico, mas não digo que retirei da Bíblia. Os muçulmanos são completamente surpreendidos pela sabedoria que ele expressa, mas se vierem a descobrir que veio da Bíblia, não aceitarão".

Oração


Outro problema é que é muito difícil para elas encontrarem um marido.

Dimiana: "Um muçulmano não tem a permissão para se casar com um cristão. A única esperança é que Deus encontre um cristão para nós que seja ex-muçulmano, assim como nós. Será que você poderia orar por isso?". Respondi: "É claro que sim! Sobre o que mais podemos orar?"

Dimiana respondeu: "Por favor, ore por nossa família também. Seria muito bom se nossos familiares viessem conhecer a Cristo. Jesus rompeu nossas muralhas de medo, ódio e depressão. Peça que ele consiga fazer isso com eles também. Peça que sejamos mais livres. Queremos proclamar nossa fé, mas ainda nos sentimos aprisionadas".




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Texto retirado do site: www.underground.org.br -> Aproveite e veja mais lá...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Último ano...




Encontrei um menino sabádo, sorrindo para as paredes, foi hilário me encontrar com ele justamente no dia do seu aniversário, ou melhor no dia do meu aniversário, pasme-se que foi mais hilário ainda se encontrar comigo mesmo no dia do meu aniversário, parece papo de louco, mas se você já leu alguns dos post desse blog e por ironia do destino clicou aqui de novo significa que você no mínimo é curioso em ler histórias de seres loucos... bom, já que estamos em casa, sente-se no sofá e deixe-me lhe contar o resto da história.

A conversa seguiu no seguinte tom:

- Odeio aniversários! É extremamente complexo pensar nesses dias, em toda minha vida só encontrei uma pessoa que gostava de aniversários, todos diziam que não gostava, passei a odiar tanto que comecei a evitá-los, fugir das festas, desligar o celular, todo sorriso me parecia meio falso... criei um trauma mesmo, admito. Mas dessa vez quando o dia começou eu comecei a rir e observar as coisas a minha volta, as conclusões foram... - Nesse momento olhei o menino com olhar intrigado, porque via o mesmo sorrindo em um dia que não costumava acontecer isso, porém acreditei firmemente que ele sempre surpreendente.

- Vinte e quatro anos... um ano antes dos vinte cinco, parece redundante, mas se formos analisar toda vez que alguém pergunta - Quantos anos ele tem? - Vinte e cinco - a impressão que dá é que a pessoa já é madura, afinal são os últimos cinco anos dela ser considera 100% adulta. Vinte e cinco é metade do famoso "cinquentão" você precisa parar e decidir como viverá até lá, rola um flashback e uma série de decisões. Porém fazer vinte e quatro anos é a fase da malhação, afinal a analogia do "24" ser o número do veado no jogo do bicho é a principal palhaçada - "É está na hora de se decidir", "Cuidado ein!" - tudo tem um duplo sentido, então você entra nesse ano já sendo malhado. Você ainda pode ser considerado menino, inexperiente, afinal você não fez vinte e cinco, e tudo está mais próximo das atitudes das idades de "20" e "21" anos, porém você mesmo sabe... é o último ano para aproveitar essa brechinha e curtir a fase.


- Então - O menino começou a rir - observei algumas coisas até hoje e acho que tenho umas conclusões... que você pode usar como base para repensar quando chegar aos vinte e cinco ou jogar no lixo para começar uma nova análise também. Seja livre.

- Todavia descobri que as pessoas são extremamente volúveis e emocionais, até os mais brutos no fundo se remoem por dentro e usam a indelicadeza como escudo por não se expressarem muito bem. E realmente ninguém se expressa muito bem. E mesmo que expliquemos tudo pausadamente, as pessoas ainda entenderão em primeiro lugar o que elas querem e depois se formos mais insistentes elas podem até nos entender, um pouco claro.

- Porém, são todos egoístas. Palavra dura. Mas, a mais certa. Pensamos em nós em primeiro lugar e nunca no outro. Todavia, mentimos muito bem. Mais muito bem mesmo. Tanto que nos convencemos que não mentimos, e fazemos isso mentindo para nós mesmos. E se libertar desse ciclo vicioso é duro e dura muito tempo. Talvez a vida toda. Acho que é por isso que temos tanta dificuldade em se relacionar com Deus. Porque no final das contas queremos que Ele sempre faça algo por nós, nem que seja salvar-nos do inferno. E fazer algo para Ele implica em "Ele retribuir porque Ele é fiel". Egoísmo. Não encontro outra palavra. Desculpe-me.

- Percebi que não existe o amor, só provas de amor. Tá certo que os Titãs já falaram disso. Mas, percebi, amor, aquele amor mesmo? Se existe é raro. Mas, ele só realmente existe quando há uma prova amor. Uma demonstração disso. É por isso que se deve dizer "eu te amo", "você é importante" e muitas vezes não dizer nada, mas ligar para a pessoa e chamá-la para trocar uma idéia boba sobre qualquer coisa que ela queira falar.

- Descobri que podemos perder amigos muito facilmente. E que amigos mesmo são poucos. E ainda um vacilo você pode perdê-los. Isso sempre tinha em mente, o que aconteceu foi que descobri que REALMENTE eles são MUITO poucos. E que ter um amigo é uma decisão, assim como amar é uma decisão. E que fique claro que quando disse que devemos dizer "eu te amo", não estava me referindo a dizer isso para uma pessoa que "role aquele clima" e você está muito "a fim" dela. Primeira coisa a se lembrar, não diga "eu te amo" isso faz tudo dar errado. Guarde isso para sua noiva na frente do altar depois de ter colocado a aliança no dedo dela e ter assinado aquele livro que fica ao lado da mesa. Por que afinal as mulheres por mais que digam que querem um homem romântico ou com caráter, boa indóle, que tenha um futuro, decisão, e seja realmente fiel a Deus, elas nunca ficam com esse cara quando ele aparece, elas se confundem e ficam com um branco na cabeça sem saberem o que decidir. E depois elas reclamam que os caras começam a não valer nada. Tudo bem, não vou entrar nesse mérito, minhas opiniões mudaram tanto que não devem ser escritas e sim compartilhadas com os mais intímos. Isso se eles entenderem, ao invés de achar que "você ficou louco", está optando por errar, ou sei lá.

- Descobri que apesar de se achar sozinho, feio ou qualquer coisa pejorativa, realmente há pessoas que te amam, além da sua mãe claro. E que mesmo sem você perceber acabou sendo importante para elas. Por isso vale a pena manter a sanidade e honrar esse voto de confiança. Não fale mal das pessoas, e quando falar tente se redimir. Não confie certos comentários nem para os amigos, eles jogarão na sua cara depois, nem que seja de uma forma sutil escondida dentro de uma brincadeira inocente. Inimigos se nascem muito fácil, e morrem com muita dificuldade.

- Ria da sua vida, mesmo que ela seja um mar de azar. Por que por mais ruim que seja, ou você reclame dela é a sua vida e ninguém tem nada a ver com isso. SEJA LIVRE. O que menos sabemos ser. Percebi que passamos a vida procurando alguém para dar satisfações. Então que pelo menos encontremos pessoas que realmente confiamos para isso. Peça perdão sempre. Porém evite ficar ensebando pessoas. Elas não merecem. Da mesma forma que você nunca merecerá que alguém fique assim com você.

- Você realmente é um bom partido, pode não ser para todas as pessoas, mas para alguns sim. Uns chamarão de orgulho, eu prefiro chamar de parar de agir igual besta e se olhar no espelho e admitir que tudo que você se esforça para fazer é bom, e mesmo com todas as falhas do mundo que amigos e inimigos sempre te lembrarão, você vale a pena e se isso significar "você se achar" se "ache" mesmo. Por que no final das contas se você não confiar em você ninguém mais vai, e depois de tantos anos sobrevivendo, trabalhando, se esforçando, você merece sim crédito. E isso não faz você não ser humilde ao contrário faz você não ser um idiota que fica se achando um desgraçado. Humildade não é admitir que você é bom, e sim fazer que outros sejam melhores e não se sentir mal com isso. Dúvidas, leia os evangelhos. Não vou entrar em detalhes para não ser chato.

- Olhe para o futuro. Porque o passado por mais bom que tenha sido, ou não, hoje ele é uma merda comparada com as possibilidades que vão vir. E lembre-se virá dias bons, e muitos dias ruins, se prepare para eles. Assuma sua posição, e não deixe que idiota algum tire. Saiba que você não é um, mas vários e esses vários fazem você, saiba lidar com suas esquisitices sem querer mudá-las, são suas, então seja você mesmo. Quando você conseguir fazer isso, as pessoas vão tentar te copiar, as impeça! E ajude elas serem elas mesmas. O seu modelo só serve para você. Não confunda conselhos com "fazer cópias".

- O Mestre, não se esqueça dele. Jesus, nos ensinou muitas coisas, então leia! Não invente, leia os evangelhos. Várias vezes. Se for copiar alguém copie ele. Porque ele nos leva a sermos nós mesmos. Fazemos muitas coisas anti-biblicas jurando que é o certo, porém o versículo está lá mas não lemos. Não importa o que o pastor diga. Leia os evangelhos! Sempre. Os pastores não levam ninguém ao céu, mas Jesus sim. E ele é o único que no final de tudo vai falar com você. Se você ao orar conseguir calar a boca para ele começar a falar. Fica a dica.

- E por fim, pare de criticar o horário de verão e aproveite que na hora de voltar do serviço agora você consegue ver todos os pôr do sol. Admire a natureza. Sinta o vento. Não é ser hippie isso. É ser humano. Veja a lua, não só quando ela estiver cheia. A fase minguante também é linda. Leia, cante, grite e chore quando preciso. Porém, olhe em volta e ria, observe e ria. Afinal, daqui alguns dias esses conselhos serão inúteis, daqui a alguns anos serão leviandade depois então serão apenas resquicios de um blog na internet. Fale menos! Sinta menos! Você vai ver que isso resolve 2/3 dos seus problemas.

- Esqueça o que te disse, respire, deite-se agora no sofá e pense você, na sua vida. Escreva um texto, não precisa publicar, guarde para você rir dele sozinho quando chegar ao "cinquentão".


O menino sorriu, e disse encerrando - Aproveite Bruno, o último ano para ser "muleque"! Sorria mais!

Achei ele um idiota, e saí para jogar sinuca com um amigo. Afinal, meninos sempre tem reflexões idiotas.



Papai me deu a o maior presente do mundo, quando terminar de entender gostaria de compartilhar com vocês, acredito que em breve duas semanas, nos encontraremos aqui, no bom e velho sofá.



Boa noite...

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Com amor, aos derrotados...




Esse não é um post positivista, estudo ou ainda uma meditação útil. Por isso aconselho aos crentes não lerem.

Esse ano tenho a impressão de que a "depressão de fim de ano" chegou mais cedo, ela costuma vir dia 07 de Novembro, sendo ainda extremamente exato as 12h do dia 06 de novembro. Acho que todos passam por isso, alguns em níveis diferentes porém todos à tem. Uma mera reflexão de fim de ano com um breve pesar de não ter feito algumas realizações é o sintoma menor da depressão. Entretanto os graus mais elevados chegam a tirar alguns do sério.

Ano passado acreditei que esse era o ano do extraordinário. No ínicio, fui traído, escurraçado, deixei o emprego, aumentei as contas, fui pro SPC, encontrei a mulher da minha vida depois a perdi com tantas brigas que tinhamos, fiz projetos imensos, tive promessas maiores ainda, porém nada. De todos os desencatos, tive alguns encantos. Voltei a trabalhar na minha área, ainda não perdi a esperança dos projetos saírem nesses dois meses (apesar de estar sendo tentado a ver outra coisa), conquistei minha "bike", e aprendi muitas coisas.

Não sei se valeu as lágrimas, os gritos, as fugas, sei que tento tanto encontrar sentido em acreditar que sonhos se realizam, que às vezes esqueço que devo deixar isso para lá e simplesmente viver.

Fui para Campos do Jordão, mas perdi a viagem para o Rio. Sorri muito, mas chorei mais do que deveria. Fiz de tudo para ter caráter, e acabo o ano como louco, pertubado, covarde, solitário, esquisito, insensível, desafetuoso, bruto, e enfim é melhor colocar um "etc" para não ter que lembrar de tudo que me falaram, pois então aí está; etc.

Odeio pena, odeio dó, mas também odeio que me usem. Mas nunca escolhemos os sentimentos das outras pessoas, apenas podemos selecionar os nossos. Esse post caberia mais ao dia 31 de Dezembro, porém espero que esses dois últimos meses valham por esse ano horrível (apesar de coisas boas terem acontecido) que tive. Ainda sou daqueles bobos que tem esperança nos sonhos "fantasiosos" que possuem.

Lembro do dia que Jesus escreveu uma carta aos derrotados. Não prometendo coisas para essa vida, talvez sim, mas ainda cabe lembrar que certas coisas nos acontecerá só depois do último dia de vida. Porém, vale a pena sonhar...

Para quem gosta de sonhar, transcrevi a citação como a leria hoje:

"Felizes são os simples de espírito, porque mereceram o céu. Abençoado será os que choram, porque serão consolados. Feliz os mansos, porque conseguirão o que desejam. Feliz os que pedem justiça, porque serão justiçados. Aos misericordisos será dada misericórdia quando precisarem. Para os puros de coração a honra de verem o Criador. Aqueles que amam e executam a paz serão chamados filhos de Deus. Aos que sofrem por fazerem o que é certo merecerão os céus como consolo E quando fizerem tudo que há de ruim para difamar vocês por optarem por minhas palavras, lhes darei minha paz como recompensa"




Boa noite...

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Tratamento de choque para Dislexias Raras

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Nós nos cansamos da nossa religião. É fato, estamos tão cansados que vamos nos criticando por longos anos. Igrejas criticando igrejas, cristãos criticando outros cristãos. Por fim, nos cansamos e por cansados estarmos não desistimos de criticar e zombar da nossa própria fé.

O que Jesus faria? Ele nos ironizaria! (nem sei se existe essa palavra) Mas, fato é. Ele nos ensinaria a deixar de ser besta ironizando (essa existe) nossa BELA E MARAVILHOSA RELIGIÃO.

Dúvida? Risos. Deleite-se na história...

Então chegaram ao pé de Jesus uns escribas e fariseus de Jerusalém, dizendo: Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? pois não lavam as mãos quando comem pão.

Ah! Idiotas eram aqueles religiosos, pensaram que só por ser um grande Mestre, Jesus perderia tempo com uma tradição rídicula.

Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Por que transgredis vós, também, o mandamento de Deus pela vossa tradição? Porque Deus ordenou, dizendo: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser ao pai ou à mãe, certamente morrerá. Mas vós dizeis: Qualquer que disser ao pai ou à mãe: É oferta ao Senhor o que poderias aproveitar de mim; esse não precisa honrar nem a seu pai nem a sua mãe. E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus.

Tome na cabeça! Diz o quer, ouve o que não quer.

Hipócritas, bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Mas, em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens.

Está aí. O Segredo: "dos homens", Deus não inventou essas regras idiotas. Mas, os homens - os seres humanos - acharam por bem, inventar algumas coisas, já que a vontade de DEUS era tão simples.

E, chamando a si a multidão, disse-lhes: Ouvi, e entendei: O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem. Então, acercando-se dele os seus discípulos, disseram-lhe: Sabes que os fariseus, ouvindo essas palavras, se escandalizaram?

Ele, porém, respondendo, disse: Toda a planta, que meu Pai celestial não plantou, será arrancada. Deixai-os; são condutores cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova. E Pedro, tomando a palavra, disse-lhe: Explica-nos essa parábola. Jesus, porém, disse: Até vós mesmos estais ainda sem entender?

Ainda não compreendeis que tudo o que entra pela boca desce para o ventre, e é lançado fora? Mas, o que sai da boca, procede do coração, e isso contamina o homem. Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias. São estas coisas que contaminam o homem; mas comer sem lavar as mãos, isso não contamina o homem.

Bom, aqueles religiosos bestas tinham provavelmente alguma tipo de dislexia rara, porque eles não consiguiam entender as coisas mais simples, o que mais faz mal ao homem não seria aquilo que o homem poderia acrescentar a sua vida, mas o que já estaria dentro e poderia subjugá-lo e sair para fora. Exemplo: antes de matar alguém, você o faz em sua mente; antes de trair alguém, você vive isso em sua mente; antes de rejeitar alguém, você faz isso dentro de você. Nenhuma ação é exteriorizada sem que antes você a viva internamente. Fica a dica.

Então, pela LÓGICA, depois de tudo isso pressupomos que os díscipulos tenham aprendido que não deveriam copiar aqueles problemáticos doutores. Não é?! Deveria! Mas, eles também tinham alguma dislexia, a irônia os curou. Curte essa...

E, partindo Jesus dali, foi para as partes de Tiro e de Sidom. E eis que uma mulher cananéia, que saíra daquelas cercanias, clamou, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim, que minha filha está miseravelmente endemoninhada. Mas ele não lhe respondeu palavra. E os seus discípulos, chegando ao pé dele, rogaram-lhe, dizendo: Despede-a, que vem gritando atrás de nós.


Manda ela embora! O mulher barulhenta! Você que pode, manda essa infeliz ir embora! - Depois de tanto ensino aqueles rídiculos aos se defrontarem com alguém que precisa da graça, mesmo sem merecer porque pela lei Jesus não tinha a obrigação de curá-la por ela não ser judia, os díscipulos ao invés de repetirem - Mestre, não é pelo que ela é, e sim pelo que a dentro dela, a fé, cura essa pobre coitada! - Não! Doze homens pediam que Jesus enxotasse a pobre coitada.

Ele tinha sido paciente. Ensinou. Explicou. Detalhou. Quase desenhou para que eles entendessem. Mas, nada eles entenderam. Urgentemente foi necessário um tratamento de choque.

E ele, respondendo, disse: Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel. Então chegou ela, e adorou-o, dizendo: Senhor, socorre-me! Ele, porém, respondendo, disse: Não é bom pegar no pão dos filhos e deitá-lo aos cachorrinhos. E ela disse: Sim, Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus senhores.


Pronto, forçaram Jesus ao extremo. Em outras palavras seria assim:

- Querida! Não posso ajudar você, porque como você notou, esses homens insistem que eu me detenha apenas a Lei e as tradições deles, afinal são eles filhos de Abraão. Pela promessa, a fé, e tudo o mais. Sendo eles filhos, sobra a você ser apenas um animal irracional, por que como podes ver, eles são incapazes de enxergar humanidade em você e me pedem que te mande embora como uma cachorra. Poderia eu tirar tal pão, que segundo a Lei e a Tradição é deles, e dar-te? Uma simples cachorra?

Eu acho que aqueles doze homens mereceram uma surra aquele dia. Mas, a lição haveria de ser dada. A mulher para, percebe o olhar desprezível dos judeus e em outras palavras diz:

-Mesmo sendo considerada aqui como cachorra, do que sobrar desses homens quero os restos para que possa com as sobras tentar "colar" um milagre que traga a salvação para minha filha.

Uaaaaaaaaauuuuu. O mulher inteligente. Adoro mulheres inteligentes. Doze homens burros, mas uma mulher inteligente. Uau.

Então respondeu Jesus, e disse-lhe: O mulher, grande é a tua fé! Seja isso feito para contigo como tu desejas. E desde aquela hora a sua filha ficou sã.

Aposto que Jesus deu um belo sorriso, olhou de banda para aqueles pangas e encheu a boca, elogio-a, e declarou a salvação. Exemplo de que não era aquilo que se imputava àquela mulher que a fazia indigna, mas sim aquilo que de dentro dela fluia que a fazia digna, a fé, a inteligência, a coragem, o amor.

O que sai de dentro de você? O que vive dentro de você? Sabia que não temos inimigos humanos? Só pessoas que ainda não consiguimos verdadeiramente perdoar! O que sai de dentro de você?

Lembre-se Jesus demonstrará o seu interior ou por ensinamentos, ou em tratamentos de choque. Imagine a cara daqueles pangas, depois de terem perdido em fé para uma "cachorra"!

Ahá! Jesus é o cara!



Boa noite.


p.s: Texto retirado do Livro de S. Mateus capítulo 15.

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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Como andam seus irmãos?

Notícias de Laos - oitavo colocado na lista de países onde existe perseguição religiosa -17°58'N 102° 36'E

Em setembro, as autoridades de uma vila deram permissão à polícia para demolir uma igreja doméstica.

A demolição foi executada com a ajuda de alguns aldeões, que diziam que os cristãos não deveriam ter espaço algum para se reunir naquela comunidade.

“Os cristãos não têm lugar aqui. Vou expulsá-los e eles não serão mais considerados parte do nosso povo”, afirmou um policial.


No lugar da igreja será construída uma hospedaria.

Outro policial prometeu: “Da próxima vez que vocês orarem juntos, vão ver armas contra suas cabeças assim que abrirem os olhos”.




Pedidos de oração:

• Não sabemos ainda como estão os cristãos dessa vila. Ore para que permaneçam fiéis em Cristo, apesar das ameaças que têm sofrido.

• Interceda especialmente pelo pastor dessa igreja doméstica. Que ele encontre força e paz em Deus durante esses momentos de dificuldade para ele e sua igreja.

• Cremos que Deus está no controle da situação, e que seu braço não está encolhido para salvar. Suplique a Ele para proteger nossos irmãos dessa vila.

• Peça ao Senhor para mudar essa atitude hostil dos chefes locais contra os cristãos. Que qualquer mal-entendido em relação ao cristianismo seja resolvido por meio de diálogo.



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Fonte retirada do site: www.underground.org.br

terça-feira, 29 de setembro de 2009

O Tolo terá sede ainda que água possa ter¹



Já dizia um antigo comercial da Sprite: "Imagem não é nada, Sede é tudo. Obedeceça sua sede. Sprite".

Sempre guardei esse comercial, tinha uma musicalidade incrível, todavia não será de publicidade que falaremos hoje.

E sim sobre sede. Bom, quem conhece alguns discursos evangélicos ou até mesmo músicas de cantores hiper renomados. Sempre encontrará uma expressão que gire em torno de "ter sede". E isso é uma verdade incrível.

Atualmente percebemos uma enorme sede de Deus, mas no sentido de não tê-lo mesmo! E buscando por isso estamos, há tantos anos! Buscamos nas religiões, na miscelânia delas também. Por fim, nos tornamos quase ecléticos em um mundo altamente globalizado. Bah! Não importa no fundo saberemos que ainda estaremos com sede. Lembro de meu tio dizendo, que nada matava a sede, podia beber uma "geladinha", um refrigerante, até um suco. Porém só se saciava sede com água.

Querendo ou não é verdade. Nosso organismo apesar de bebermos todos os líquidos que encontrarmos, ainda sim pedirá água.

Por que não encontramos água na nossa busca? Por que não nos saciamos de Deus mesmo jurando tê-lo?

Muitos correm para igrejas, pensando que encontrarão a Deus lá. Bom, teoricamente deveriam. Contudo, saem ainda ou até mais sedentos do Criador.

Em um belo dia, Jesus Cristo percebeu isso e deixou o recado:

"Jesus respondeu-lhes, e disse: Na verdade, na verdade vos digo que me buscais, não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes. Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; porque a este o Pai, Deus, o selou."


Não nos saciamos de Deus, por que só o buscamos atrás de uma "ajudazinha" em alguma situação complicada que caímos, ou atrás das promessas de prosperidade gritada de alguns lugares. Se você quiser mais as coisas de Deus do que a Deus, dificilmente encontrará o caminho para Ele.

Injusto?!
O que você acharia de uma pessoa que se aproximasse de você só porque você pode lhe oferecer algum favor futuro? Não chamaria você essa pessoa de "interesseira"? Teria você o prazer de ser amigo e confiar suas intimidades e segredos para ela?

Não precisa me dizer a resposta. Ela é muito obvia!

O Mestre nesse belo dia continuou dizendo algumas coisas, leremos:

"Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo. Disseram-lhe, pois: Senhor, dá-nos sempre desse pão. E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede."


NUNCA MAIS!

Incrível! Pastores dizem que devemos ter fome e sede de Deus, cantores fazem lindas canções dizendo que devemos ser sedentos de Deus. Bom, entre todos eles eu fico com Jesus. E Ele disse que uma vez tendo se saciado dele NUNCA mais teríamos sede.

O Mestre certa vez disse isso para uma mulher, "Se beber da água que tenho para lhe dar, JAMAIS voltará a ter sede".

A absoluta certeza de Jesus me leva a pensar em algo. Se somos, ou dizemos que somos, cristãos (seja católico, evangélico, mórmon etc) e temos sede de Cristo, pela lógica então vivemos um Cristianismo sem Cristo. Por que se verdadeiramente o tivessemos, não teriamos sede. FOI O QUE ELE DISSE, não estou dizendo nada. ESTÁ ESCRITO NA BIOGRAFIA DELE.

Certamente devemos nos voltar para Cristo, talvez estejamos estudando mais a vida dos santos do que de Cristo, São Paulo e São Pedro foram grandes homens. Mas, na minha opinião, é inadmissível eu conhecer mais detalhes da vida deles do que de Cristo. Se eu digo que sou Cristão, claro!

Suas biografias quantas vezes você leu? Contraste com outras literaturas e livros, quem vencerá no quesito de sua atenção? Quantas vezes você examinou o caráter dele e tentou copiar seus passos? Quantas vezes você falou com ele, pois os escritos dizem que ele está vivo e fala conosco até hoje?!

Sabe, talvez nossa grande sede por ele somente nos mostre o quanto estamos caminhando no caminho contrário de onde ele está.

Como diz Zélia Duncan, em uma música belíssima, "mas perto de chegar aonde você não está".

Pense nisso.

Boa noite.





p.s: Referências tiradas do evangelho segundo S. João capítulo 06 nos versos 25-59. Aproveite e leia e se delicie na história.

¹ Porque procuras. Christafari.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Feng Zhiquiang




Reza uma lenda que na China antiga, entre os guerreiros mais famosos estava Feng Zhiquiang, vamos chamá-lo de Fong. Onde de todas as batalhas que se travava, sempre estava entre os grandes; a elite do exército.


05h15min madrugada, meng.


Sol brilhoso, primeiros raios surgindo no horizonte, Fong está desperto meditando no alto da colina ao sul do acampamento. Estava em campanha militar fazia seis dias, tinha sido chamado na urgência de unir-se às forças do exército com seus companheiros, com fim de submeter o reinado de On Tong Leong à dinastia Cho. Mas, nada disso era importante para Fong que observava ao longe montanhas cobertas de gelo. No pasto, ao sul da colina, estava o rebanho para suprimentos do exército; ao norte o inimigo. Porém, ele estava ali meditando intensamente – “Não chegamos a tempo de evitar as últimas mortes”, o silêncio da meditação foi quebrado por esse pensamento - “Shiiii” – sua mente divagava com tal intensidade que os músculos sobre a escápula se enrijeciam.


Levantou-se com o sol em 15° em relação ao horizonte, sobre as costas jogou o saco com as ervas e raízes que havia levado para mastigar enquanto lutava contra o frio. O dia foi tenso. A noite foi de expectativa. Reuniões de estratégia para a investida. O som de aviso do sentinela quebrou o pensamento militar. Eles estavam embaraçados. O inimigo sabia. O ataque foi estonteante aquela noite.


Fong agilmente tomou suas armas saindo da tenda com olhos de pupilas dilatadas. Seus soldados entreolhavam-se tentando se agrupar; ouviram seu grito como se fosse um sussurrar ao pé da orelha, seus ouvidos estavam esperando por isso. Fong se aproximou dos cavalos, os homens já estavam alinhados correndo em sua direção. Sem olhá-los saiu rapidamente entre o acampamento gritando suas ordens, a certeza de que eles estariam ao seu redor era tão grande que desprovia qualquer verificação. Entraram no campo vasto de uma vegetação extremamente esverdeada. Ponto alto de batalha. Suas espadas desferiam golpes certeiros. Apenas algo estava errado, o exército sem motivação estava sendo dizimado e seus homens e cavalos feridos. Uma brecha na investida do inimigo. Ocultou-se com seus soldados. A sede de sangue foi abafada pelos batimentos do coração que se enchia de medo – “Como fazer?” – Seus homens esperavam angustiante uma palavra, só que ele não tinha mais nenhuma. Os homens de On atearam fogo no acampamento e saíram em retirada. Quando as pernas pararam de tremer e o coração se assentou. Fong se levantou com um olhar trêmulo e caminhou em direção às tendas.


4 Meses depois.


A retirada tinha sido vergonhosa. A investida militar para aquelas regiões ao norte adiada. A vergonha da derrota era maior em Fong, pela primeira vez em sua vida o medo dominara seu pensamento sóbrio - “Primeira vez mesmo?” – estava abalado, visivelmente depressivo, ordenou aos homens retornarem aos seus lares e verem suas mulheres. Em uma madrugada, quando a lua chegou ao seu ápice, levantou-se e caminhou em direção ao Norte, não em direção a On, mas sim em direção àquelas montanhas sublimes que tinha visto depois dos pastos verdejantes.


A caminhada dura o fez esquecer o que os seus conterrâneos pensariam de seu sumiço repentino – “Traição”, “Covardia”, “Fuga” – se silenciou no caminhar. As esperanças ficaram em sua casa e em busca do nada caminhava lentamente.


Dessa caminhada não vale ressaltar os devaneios. E sim o homem que ele conheceu na metade da árdua subida da montanha. Sun morava na parte em que a trilha da montanha fazia uma espécie de planície. Ali Fong entrou para pedir descanso da caminhada e acabou por habitar.


Um dia acordou antes do raiar do sol e sentiu saudades de meditar, levantou-se pegou as ervas e raízes costumeiras; notou a falta de Sun – “Sempre está de pé quando acordo com o café da manhã pronto, talvez esteja colhendo folhas para o chá.” – andou em direção às árvores que ficavam de frente para o lado da montanha, onde veria todo o vale dali. Assentou-se, mastigou algumas ervas, notou Sun um pouco mais distante em profunda meditação. Surpreendeu-se, todavia o omitindo traçou caminho para o seu interior. Seus olhos fechados demonstravam a pressão que fazia para concentrar-se, o incomodar do pescoço e a rigidez das costas denunciou seus pensamentos. Extasiado desequilibrou com uma forte dor na orelha esquerda. Voltou-se de pronto. Olhos esbugalhados em busca do que o atingira. Viu Sun ajoelhado a sua frente.


- Você chama essa desordem mental de meditação. Seus pensamentos são tão altos que me incomodaram ao longe. O que aflige seu espírito, guerreiro?


Desabafo confuso. Sun compadeceu-se de seu amigo. E disse-lhe:


- Se queres ser invencível, precisa conhecer-te a ti mesmo. Dominar-se. Nunca poderá guerrear se desconheces ou omites seus próprios medos e fortalezas. Pense nisso.


Fong era instável. Uma oscilação entre esperança e descrença, entre fé e dúvida, medo e coragem, determinação e fraqueza. Era uma bomba por si só, um perigo para quem nele confiava. Claro que sobre tudo era um ótimo interprete, pergunte aos que o cercavam sobre ele, nunca desconfiaram de suas fraquezas, e por mais que desconfiassem um dia, eram confundidos em outro pelo seu olhar determinante. Inconscientemente tinha entendido que não podia viver suas ambições sem se encontrar. Eis o medo do homem, a desejada e enojada fuga. Lembro-me, em um parêntesis na narração, das expressões – “Como gostaria de começar tudo de novo” “Se pudesse sumiria” etc., a fuga é o sonho dos ocupados e o medo de ser taxado como covarde. Porém, hoje vemos milhares e milhares de pessoas espalhadas pelo globo, feridas em seus interiores trajando insígnias e conduzindo outras. Mas, por que não ir para a enfermaria? Por que não omitir-se à guerra para não morrer enquanto ainda caminha para ela? Lembro da voz de Sun dizendo a Fong à colher as folhas do chá – “Triunfam aqueles que sabem quando lutar e quando não lutar.” Omitir-se faz parte da estratégia de guerra. E conhecer-se é tão importante quanto liderar bem.


O medo de Fong o afligia, a inquietação de seus pensamentos proibia sua concentração. Como um homem em guerra interior pode vencer uma guerra exterior? Sun, sempre pacientemente destacava – “A invencibilidade é uma questão de defesa, a vulnerabilidade, uma questão de ataque. Em situações de defesa, cales as vozes e elimine os cheiros, escondidos como fantasmas e espíritos sob terra, invisíveis para todo o mundo. Em situações de ataque, vosso movimento é rápido e vosso grito fulgurante, veloz como o trovão e o relâmpago, para que teus adversários não possam se preparar, mesmo que venham do céu.”


Fong aquietou-se, com extrema insistência aprendeu a silenciar seus pensamentos, controlar seus medos. Como disse outro Mestre séculos depois “ame ao seu próximo, como a ti mesmo.” Sobra-nos somente uma questão: Como amar, dedicar-se a alguém, se nem eu mesmo sem quem eu sou, ou não me sinto completo em relação a mim próprio?


Sun dizia durante os passeios até o cume do monte – “Se conheceres a ti mesmo e a teus inimigos, sairás vencedor de todas as batalhas; se conheceres a ti e não conheceres teus inimigos, perderás uma batalha e ganharás as outras; porém, se não conheceres a ti e nem a teus inimigos, certamente perderás todas as batalhas.”


Fong um dia levantou-se ao ápice da lua, pegou algumas ervas e saiu à porta da habitação. Olhou ao longe o cume das montanhas congeladas, pegou sua espada que há tempos estava enrolada em tecidos de seda branca e saiu caminhando para o lugar onde fazia as meditações, os pensamentos eram mais controlados, a atenção estava subjugada, os olhos fixos nas geleiras, ajoelhou-se, fez reverência com a espada na frente do rosto e foi levado em seus pensamentos às lembranças mais incomodas da sua vida, naquele dia travou sua mais horrenda guerra.


O sol raiou.


[...]


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As lendas sempre são extremamente cativantes e longas, talvez voltemos na história de Feng outro dia. Agora já é tarde, boa noite.




p.s: Referências a serem postadas, estou organizando-as.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Conte-nos a história!




Um dia um homem saiu gritando pelas ruas - Acordem! Acordem!

Mas, as pessoas caminhavam como se nada estivessem ouvindo.

- Acordem! - Gritava ele cada vez mais alto.

As crianças passavam ao seu lado com seus iPods nano como se ele não existisse. Os homens atrasados com suas maletas andavam com um ar de desilusão para o trabalho estável que tinham conseguido. As mulheres com um ar de sobriedade andavam em passos largos na direção dos seus objetivos. Os mais velhos olhavam em sua direção, parecia que eles o viam, todavia o olhar se lançava ao alto em suspiros profundos por conta das dores nas costas.

O homem parou. Sentou-se no meia da rua. Os carros rápidos desviavam com tal agilidade que parecia que era só um buraco na estrada. Na verdade ninguém o via.

O homem se levanta e caminha. Ao longe vê a cidade; se depara com uma bela corrente de água que o leva morro a cima em direção a uma cachoeira. Pega uma pedra e escreve em uma rocha: "Ao Criador do Mundo uma pergunta: Porque ao criar esse mundo você me revelou outro e me faz morar nesse?"

Deitou-se, dormiu. Com uma voz suave dentro de si pedindo para se tornar tão cego quanto os demais ou acordar e conseguir ser ouvido. Mas, naquele dia, ele não acordou mais.




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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Porque procuras o que vive dentre os mortos?¹

Sejamos sinceros. Há muito tempo tenho pesquisado sobre o pecado, como impotêncializá-lo de uma vez por todas. Secretamente no meu íntimo pensei muito a respeito e, por fim aprendi algo que gostaria de compartilhar com vocês hoje.


No meio de pensamentos que passeavam na minha mente, ouvi uma música um dia. Sinceridade seja fortalecida, esta foi a música:

"Tentei ser crente Mas, meu cristo é diferente A sombra dele é sem cruz, dele é sem cruz No meio daquela luz, daquela luz" O Rappa - Meu mundo é o barro.

Realmente não sei o que significa para o autor essa estrófe, todavia ela me fez pensar. E, pensar muito sobre Cristo, a Cruz e a Vida.

Lendo um pouco a respeito me perguntei. Durante muito tempo nós tomamos como significado para a santidade a auto-imputação de sanções. A prática da abstinência se tornou um fator tão difundido em nosso meio que nos é forçoso pensar em santidade sem ela. O que a cruz significa para nós hoje?

De uma forma geral, abrangente e hiperlativa, poderia sugerir tais significados:

- Significa a morte de Jesus Cristo, o sacríficio perfeito feito pelo Mestre para que todos os seres humanos encontrassem a redenção por meio dEle e assim sendo, tornassem a se conectarem com o Pai através do Sangue derramado por amor.

- Significa a abnegação de uma vida "mundana" (claro que essa palavra é colocada para retratar uma vida totalmente voltada ao prazer e a obediência ao "sistema" corrupto global, apesar de pessoalmente não estabelecer conexões com essa palavra, afinal ninguém aqui mora em um extra-mundo ou Marte).

- Significa a abnegação do individualismo e o estímulo para uma vida de amor mútuo com os irmãos e até os inimigos mais declarados.


A cruz hoje é o símbolo cristão mais usado no mundo. Não importa a vertente do cristianismo ela ali estará. Todavia não foi sempre assim. Os cristãos do primeiro século não utilizaram a cruz como símbolo cristão, usavam freguentemente o peixe e até a borboleta já foi usada como símbolo cristão. Mas, a cruz foi inserida um século mais tarde, no século II d.C.

Vivemos as cruzadas, onde a cruz na heráldica era símbolismo de nossa jirad particular, entramos na Era Medieval, e por fim encontramos a modernidade.

Na sociedade moderna temos a herança da igreja e da sua pregação determinista e até, muitas vezes, fatalista. Onde o ser humano seria uma sub-classe e deveria por sua vez, através de abnegações (financeiras, sexuais, sociais etc.) conseguir sua iluminação particular.

Evoluímos o pensamento, as ciências, as tecnologias, as relações inter-pessoais. Alguns chamam essa nova fase de pós-modernidade. Tirando de lado toda essa parte, que não nos interessa, afinal a introdução já está maior do que deveria. Nos situaremos no pensamento eclesiástico atual (lembre-se sempre, que estou sempre hiperlativizando a situação, pois sei muito bem que existe lindas exceções no nosso meio, todavia a grande parcela das pessoas não fazem de si a exceção).

O medo do pecado, de pecar nos sobressaiu pelos olhos. Temos pavor de pensar na hipótese de praticar algo que é condenável. Apesar de constantemente praticarmos. Todos nós temos nossos vícios particulares - gula, mentira, pornografia, inveja, orgulho etc., não importa qual seja o nome em algum nós capengamos.

Daí nos sobrevêm a ilustração da cruz. Nosso sacríficio foi interrompido por que não conseguimos manter o padrão de santidade. Preciso da morte da minha vontade particular. Crucificá-la.

É díficil não é? Não praticarmos aquilo que nós mesmos repugnamos? Ver-nos fatalmente oscilando entre pureza e pecaminosidade?

Aos romanos, àqueles que utilizaram cruzes e estacas para matarem seus prisioneros. Àqueles que detinham o poder do império atual em suas mãos, e praticavam toda a orgia e miscelânea do paganismo grego e das religiões bárbaras. Para estes foi-se escrito uma carta.

Preste atenção. Voltaremos a cruz em breve. Mas, agora apenas leia a ordem dos fatos.

Romanos capítulo 1.

Paulo, romano e cristão, aos cristãos em Roma escreve uma carta. Na sua introdução expressa o desejo de vê-los e gratidão por sua salvação. Mas, não consegue se calar diante da zona que eles viviam em tal cidade.

Depravações, incredualidade, idolátria. E ainda por cima, a hipocrisia de condenar os cidadãos locais e ocultamente praticar tais atos, ou secretamente aprovarem em seus coração. Paulo discursa sobre a seriedade da santidade, da justificação, expõe que através da fé em Cristo viria a justificação. Até chegar ao capítulo 5.

A cruz. O sacríficio de Cristo volta em cena.
9. Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.
10. Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida.
A morte de Cristo é nossa reconciliação com o Pai. Isso é fato. Mas, percebi olhando atentamente para o livro de Romanos que nas suas linhas estava uma das maiores revelações do cristianismo.

No capítulo 6, Paulo descreve esse simbolismo através do batismo (ato de emergir e/ou aspergir água sobre a pessoa que aceita seguir a Cristo).

5 Se dessa forma fomos unidos a ele na semelhança da sua morte, certamente o seremos também na semelhança da sua RESSUREIÇÃO. (NVI, ênfase acrescentada)
Stop!

Lembra-se! Jesus Cristo, última semana, díscipulos, noite? Isso, a última ceia. O cálice, o sangue da aliança; o pão, o corpo que é dado. O símbolismo perfeito do que haveria de acontecer, ou melhor estava acontecendo. Veja:
João 6:32 Disse-lhes, pois, Jesus: Na verdade, na verdade vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu.

João 6:33 Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo.

João 6:51 Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo.
Jesus, morreu para nos ligar ao Pai e nos dar a vida. Que vida?

Boa pergunta. Que vida Cristo me dará se eu estou vivo.

João 10:10 [...] eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância.

Abundância. Dinheiro, riqueza? Jesus veio para nos tornar ricos! Bom, muita gente tem gritado isso em microfones por aí. Mas, vamos entender essa palavrinha melhor?!

abundância | s. f.

1. Quantidade maior que a precisa.
2. Fig. Riqueza; fartura.

abundante | adj. 2 gén.

abundante adj. 2 gén.
Que abunda; que existe ou produz em quantidade; rico; copioso.

vida s. f.

1. O espaço de tempo que decorre desde o nascimento até à morte dos seres.
2. Modo de viver.
3. Comportamento.
4. Alimentação e necessidade da vida.
5. Ocupação, profissão, carreira.
6. Princípio de existência, de força, de entusiasmo, de atividade (diz-se das pessoas e das coisas).
7. Fundamento, essência; causa, origem.
8. Biografia.

[Dicionário Priberam]
Bom, coloquei os significados das palavras chaves para que você não achasse que estou louco. Incluí o significado da palavra "vida" para você que acha que vida é só dinheiro também se frustar um pouco.

Definiria assim, se é que posso fazer isso: Quando Cristo nos dá a vida abundante, isso para àqueles que crêem nEle, ele está superlativizando a nossa completa existência e nossa observação da nossa próprio vida. Se você busca a verdade, ele abunda isso. Se você busca paz, ele abunda isso. Se você busca prosperidade, ele abunda isso. Se você busca uma família, ele abunda isso.

Claro, claro! Abrindo um parantêsis enorme agora. Você talvez não viva exatamente essa abundância. No sentido de ver TODOS os seus sonhos realizados. Você não é mais feio ou mais pecador por conta disso. Até por que Jesus prometeu que a vida abundante seria também, ou melhor dizendo, seria completamente isso: a abundância do seu interior para o seu exterior dentro da sua próprio VIDA. Ou seja, se sua família é uma desgraça, não é por que Ele mentiu, todavia não é por que Ele falhou também. Se analizarmos a fundo Ele nos prometeu exatamente a confusão. Mas, nos daria uma paz (vida abundante) que não é comum nas pessoas, por ser um presente, para que você DENTRO DA SUA PRÓPRIA VIDA provasse a vida abundante. Acredito que não fui inteiramente feliz em explicar isso, teria que iniciar outro post e mostrar todos os argumentos para que você percebesse a significância da vida abundante e se desligasse do materialismo usual. Quem sabe outro dia nos sentemos aqui para conversar sobre isso. Fecha-se o parantêsis.

Voltemos ao pecado. Se fomos "enterrados", "mortos" com Cristo e ressurretos para uma vida abundante é absolutamente frustante praticar o "pecado", "repugnante".

O bem e o mal.

Sempre vemos o bem como algo interior, espiritual. E o mal como algo exterior, que nos invade. Você já pensou na possibilidade de ter os dois morando exatamente dentro de você?

Leia os versículos do capítulo 7 de Romanos, leia primeiro sem os colchetes (para que não confunda sua leitura inicial) depois repasse os olhos sobre eles e nos encontraremos mais abaixo:

14 Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado.
15 Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço.
16 E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. [A grande crise de viver em santidade tendo os vícios particulares]
17 De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. [O pecado, o desejo de fazer o mal, habita entrelaçado com sua vontade humana]
18 Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem.
19 Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço.
20 Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. [Este desejo mal encontra-se em conflito com o desejo do seu espírito de viver uma vida santa e em contato com o Criador]
21 Acho então esta lei em mim, que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo.
22 Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus; [O bem também está interiorizado em nós]
23 Mas vejo nos meus membros outra lei, que batalha contra a lei do meu entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros.
24 Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte? [ a pergunta silenciosa, como vencer tal guerra dentro de uma mesma esfera corporal?]
No versículo 25, encontramos a resposta:

"Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor![...]", NVI.


Jesus é a solução para essa crise. Mas, ainda não vejo como vencer o mal!? Como sofro das coisas que, já que optei por Cristo, não deveria sofrer mais?

Capítulo 8, verso 1:

1 Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito. 2 Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte.
A partir de agora, temos o Pessoa mais importante, para um cristão na terra, o Espírito Santo.
11 E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita.
Dentro de nós existe o bem e o mal guerreando. Não podemos sozinhos decidir totalmente por um ou por outro, talvez com um esforço sobrenatural (meio tibetano, por assim dizer) consigamos ao máximo de esforço e concentração, contralar um ou outro. Porém, em um dia que sua mente estiver dispersa o lado silenciado se levantará em você e se verá em uma situação do tipo: "Sem ver eu explodi!"

Não dá pra viver assim, como uma usina nuclear que a qualquer momento pode-se começar um vazamento.

Amo o versículo a seguir na Bíblia Católica, que por menos versões se mantêm mais próxima do original que as demais.

6 Sabemos que o nosso velho homem foi crucificado com ele, para que seja reduzido à impotência o corpo {outrora} subjugado ao pecado, e já não sejamos escravos do pecado.


Reduzido a impotência! O Espírito Santo, quando nós estamos vivendo e caminhando com Ele, faz exatamente o que nos é forçoso fazer. Ele pela sua presença torna impotente nosso lado de más vontades.

Isso é ressureição. Já lemos que o Espírito nos ressuscita, se estamos impotentes para as vontades que nos aproximam de Deus, Ele nos reanima para elas. Sua carne sempre será um foco de tentações para o mal, somente com a presença do próprio Deus você se achegará a Ele. Você pode tibetanamente se controlar, se curar, se apaziguar. Mas, não será algo 100% seguro. Pergunte a qualquer cristão qual o último dos nove dons do Espírito citado no livro de Gálatas, e ele te responderá sem pestanejar: Domínio Próprio. Perceba o detalhe, é um dom do Espírito Santo.

Sua vida sempre será um imenso navegar entre maldade e bondade até que você se decida ser inteiramente mal, impontecializando o lado bom; ou ser totalmente bom, impotencializando o lado mal. Até lá não será auto-dominante, mas um vulcão ativo que mesmo depois de muitos anos inativo pode a vir a explodir-se em lavas por todo lado. Eu não gostaria de viver assim. Não sei você.

A ressureição foi esquecida pelos cristãos, a vida é vivida vivendo-se. Não se auto-crucificando. Lembra-se de Romanos e Hebreus, quando diz que bastou a Cristo ser crucificado uma única vez. Tomar a cruz e seguir a Cristo não está dizendo que significa ser crucificado todo dia. Diz o que se diz, tomar e seguir. Com certeza, será crucificado. Uma vez e depois pelo Espírito Santo sua vida cotidiana será transformada num mar de observações e sensações novas, dessa vez guiada pelo Espírito do próprio Deus. É por isso que ainda em Romanos temos o versículo que diz:
9 Portanto, se com tua boca confessares que Jesus é o Senhor, e se em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.
Se você não acreditar que Cristo ressuscitou será impossível acreditar que Cristo pode te ressuscitar, estando vivo, para uma vida nova. E vida nova, para cada um tem seu significado. Quando você descobrir o significado para você me mande um email dizendo, amaria perceber que vida é muito mais do que eu aqui em Brasília penso ser.


Boa noite.






¹ Música, "Por que procuras?". Christafari.

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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Welcome!




Conheci um andarilho uma vez...

Dia do casamento de um dos meus melhores amigos. Lugar um pouco inacessível. Mas, para pessoas inteligentes daria para encontrar facilmente, o que não era o meu caso. Pela manhã me levantei exatamente 2 horas antes do casamento. Me arrumei. Esperei o ônibus. Fui em direção ao local, que não tinha placas. Me perdi. Faltava 1 hora para o casamento. Voltei em outro ônibus e fiz o mesmo caminho, me perdi outra vez. A essa hora eu estava totalmente desesperado e minha mente não raciocinava, só me lembrava que não podia perder aquele casamento por nada. Perdido. As horas se passaram. Caminhava perdido. Orando. Quase gritando pedindo a ajuda de Deus. Deu meio-dia. Acabou o casamento. Estava com o blazer na mão. Andando todo empoeirado. Desejando chorar em plena rua como uma criança. Decepcionado.

Descia uma rua que no meio dela havia uma parada de ônibus. E nela, um andarilho. Estava com tanta raiva de Deus, por não ter me feito chegar no local, que quando vi aquele homem senti vontade de falar com ele, todavia por conta do sentimento decidi - "Vou descer a calçada, passar na rua, olhando firme e não vou falar com esse homem NUNCA."

Fui. Ao passar na frente da parada o infeliz me chamou. Tive que parar. Não era mal educado. Ele pediu para que me aproximasse. Fui. Me pediu dinheiro e contou sua história. Eu não tinha dinheiro exceto o da passagem de volta para casa, disse-lhe isso e contei minha história.

Ele "viajava" muito. Começou a falar do universo e contar coisas para mim. Me disse coisas sobre a galáxia e as teorias do cosmos. Perguntei-lhe se podia dar-lhe algo que era meu, sempre carregava aqueles Novo Testamento, pequeninos da Gideões, no bolso e ofereci-lhe. A resposta foi - Não sou digno de ler esse livro - Tentei convencê-lo do contrário, não tive êxito. A resposta era a mesma. Bom, depois da longa conversa. Me despedi. E não esqueço das palavras que ele me falou. Era usado por Deus e nem sabia. Sai a caminhar de volta para casa. Irritado.

Me perguntava olhando para o céu - Porque você se omitiu?
- Apesar de descobrir a resposta. Não foi fácil admiti-la.





Conheci um bêbado uma vez...

Um amigo meu, na época, juntamente comigo tinhamos uma história super engraçada. Toda vez que nos encontrávamos, sem desejar, acabavamos topando com um bêbado e por fim a falar-lhe de Jesus. Uma certa data aconteceu algo.

Estávamos juntos. Um bêbado se aproximou e começou a conversar. Havia sido um professor de Geografia e tinha família e tudo o mais, mas era agora um morador de rua. Dizia-me que para ele não havia futuro a não ser "7 palmos abaixo da terra". Tentei persuadí-lo do contrário. Ele se irritou e passou a me xingar muito. No dia não me encomodou.

Ao passar dos tempos me perguntei olhando para o céu - Porque você não dá um jeito?




Conheci um homem uma vez...

Este o mais complicado. Era cheio de perguntas e indagações. Havia se distanciado do pai cedo. Morado em uma família conturbada. Amado pouco. E cheio de inimigos. Para piorar era viciado. Tentou parar, conseguiu algum tempo, sofreu crises de abstinência. Perdeu as pessoas mais queridas e se desacreditou da família, dos relacionamentos e da inocência no ser humano. Tentei-lhe convencer do contrário. Mas, não conseguia interpretar os sinais para lhe dar respostas. As respostas que ele há anos pedia.

Olhando para o céu me perguntei - Porque você não me cura e me responde?



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Já lutei contra minha incredulidade de perguntar se realmente Ele existia, lutei contra a falta de crença em que tudo daria certo, mesmo que hoje desse tudo errado.

Já tentei entender. Fiz mil teorias que me convencessem. Não escrevo hoje para os que acreditam, muito menos para os que nunca duvidaram. Escrevo hoje para aqueles que semelhante a mim já não acreditaram. Já duvidaram. Já pensaram em porque Ele não resolvia de uma vez. Porque ele não tira a vontade, porque Ele não devolve pessoas, porque Ele não responde orações na mesma hora, ou não nos fala audivelmente.

Escrevo para aqueles que já pensaram se tudo que estava escrito na Bíblia realmente aconteceu. Já duvidaram dela também. Escrevo para vocês. E sinto não trazer respostas hoje. Realmente gostaria de fazer isso. Mas, não as tenho. Pelo menos não todas ainda.

Porém, quero dar um conselho, se você me permite, claro!

Não existe verdade absoluta sem dúvidas, e se for absoluta, certamente está errada; como diz minha professora Ivany. Então, só descobre a verdade quem faz uma pergunta. Mas, cuidado! Não busque a verdade se não estiver pronto para aceitá-la quando a encontrar. Todavia, se você for ousado o suficiente lembre-se sempre: Mesmo duvidando de tudo, não duvide que Ele existe. Porque Ele existe. E lembre que Ele que nos prometeu que nos guiaria. Um dia Ele se manifestará de alguma forma e nos ouvirá e responderá de uma forma que não duvidaremos, porque será uma forma que só Ele poderia usar. Bem-vindo ao mundo das dúvidas, conforme-se ao saber que todos os grandes homens deste mundo fizeram acampamento aqui durante anos.




Tenha um bom dia.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Teoria e Prática Cristã no Século XXI

Post retirado. Senti vontade de reedigi-lo, creio que ficou muito aquém do que deveria em relação ao seu propósito original. Após completá-lo será postado novamente.


Saudações,


fiodarabiola@gmail.com

sexta-feira, 24 de julho de 2009

O Grito na Dor


O corpo humano é coberto por terminações nervosas que enviam ao cérebro dezenas de informações sobre o que está acontecendo naquela pequena região em tempo real. Por isso, muitos dizem que não sentimos dor na perna, na verdade a dor é um interpretação cerebral e a dor não está exatamente na perna mas sim na conciência cerebral. Bom, não vou tentar explicar isso porque me falta cacife para isso.

O corpo sente dor. Você provavelmente já perdeu alguma noite com dor, se não, não entenderá esse post. Não falo da dor de perder um namorado e ficar se remoendo semanas com "dor no coração". Quando me refiro a dor, quero dizer exatamente a dor angustiante que sentimos decorrente de alguma coisa no nosso corpo. Recentemente fiz uma cirurgia na boca, vou lhes confessar a cirurgia foi ótima, mas a recuperação é lamentável. Me privaram de comer tudo. As noites eram longas, não conseguia apoiar minha cabeça em posição nenhuma. Isso porque na noite anterior a cirurgia da boca também não dormi com dor na clávicula, faltava tremer de dor nos músculos.

A dor me desconcentra. Não consigo escrever, estudar ou pensar com dor. Não consigo manter meu humor estável. É praticamente impossível raciocinar lógicamente. Penso só em como parar aquela agonia. Como me livrar daquilo. Não consegui orar direito, resistir, enfim. Racionamente eu estava engessado.

Bom, não sei se você já teve colapsos de dores intensas a esse ponto. Já tive e já presencie outras pessoas tento. Nos voltamos únicamente para nossos umbigos, o próximo é um ser tão longínquo que nunca nos chamariam cristãos.

Em uma dessas noites. Um pensamento susurrou dentro de mim. Cristo teve espasmos horrendos de dor. Sim, ele teve. Mas, não foi essa sensação compartilhada com o Mestre que me deixou atônito, e sim o sussuro depois que me lembrou o quanto Ele se mantinha sóbrio e firme em seus ideais.

Vagamente posso afirmar que sou discípulo dele, tenho falhado em todos as aspectos de ter uma vida como a dele. Frustante isso. Todavia, sou absurdamente apaixonado pelo seu discurso. Um dia verei um cristianismo realmente cristão se levantando no mundo. Mas, parantêsis a parte. Só uma pessoa muito certa do seu objetivo conseguiria:

- Discutir lógicamente no meio da dor. Marcos 14.53-64
- Manter seu humor estável mesmo sento insultado. Marcos 14.65

- Manter a sobriedade e o discurso. João 18.28-38
- Suportar a frustação. Marcos 15.6-14a
- Resistir humanamente a uma caminhada longa se mantendo focado. João 19.17

- Profetizar. Lucas 23.27-32
- Ser dependurado em um pedaço de madeira e ainda:
* Se importar com sua família. João 19.25-27

* Perdoar e trazer salvação. Lucas 23.39.43

* Orar. Marcos 15.33-37


Tudo isso no meio de espasmos horrendos de dor. Bom, não sei qual a sua dimensão de compreensão sobre quem Jesus Cristo foi. No mínimo você terá que admitir que era um homem surpreendente. Finalmente, compreendi que como díscipulo dele sou uma vergonha. Todavia lembro dele dizer: "Assim como eu fui, sejai vós também" (paráfrase minha). Lembre-se do dia que você teve dor e não fez nada disso. É, temos que aprender muito da vida dele.





Bom dia.